domingo, setembro 02, 2007

GRAND FINALE

Nesta sexta e sábado acabamos de acabar a turnê MBC 2007 com a peça "Hypólita - uma história de amor".


Sexta, 31/08/2007. Pedro Leopoldo.

O dia todo por conta da noite. Calor demais, calor demais. Tudo pronto cedo, e como de costume. Apresentação em horário tradicional. Primeira cena e já estão rindo. Que maravilha!! E então as coisas correram. Sem perder a linha nem o ritmo. Tudo ótimo.

Desmontagem e um jantar bacana no restaurante bacana. Comida gostosa e musica ao vivo. Bacana, mas muito sono... Dormirrr.

Sábado, 01/09/2007. Belo Horizonte.

Já de manhã bem cedo saídos de Pedro Leopoldo fomos rumo à praça Duque de Caxias no Santê. Sol, muito sol. Montagem mais cedo por causa da mudança de horário especial. Almoço no Bolão. Passagem de som debaixo de sol escaldante. Cantora com problemas na voz. Tudo meio rápido demais. Tudo bem, tudo pronto. A programação estava para começar às 17:30, mas por motivos não esclarecidos para comigo, começamos mais tarde.

Primeira cena e alguma dispersão. Aos poucos o público se interessou. Amigos e parentes na platéia, quanta responsabilidade! Minha perna custou a parar de tremer... Mas tudo certo, tudo ótimo.

Depois alguns cumprimentos e abraços. Tudo muito bom e a sensação de tarefa terminada com sucesso. Então o show do Paulinho Pedra Azul. Esperamos que acabasse para podermos desmontar.

Desmontamos tudo e tivemos ainda que esperar muito pelo transporte do nosso equipamento... Por eu passei muito mal e não pude ficar nem para a despedida da turnê com o grupo. Mas vamos marcar ainda um dia em que todos estarão aptos pra tomar umas... e outras.

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Foram ao todo 13 cidade mineiras, de leste a oeste. Viagens longas, viagens curtas. Poltronas macias, travesseiros altos, colchões de mola e cansaço. Resfriados e dores de cabeça. Pé cortado, tijolo quebrado, cadê o retorno, fim. Acabou os jantares tardios e a procura incansável pela nota 'série D'. A fome e vontade de fazer xixi antes dos espetáculos. As montagens apressadas e as folgadas. Maquiagens e resas. Acabou dança afro e cidadão planetário. Acabou "por hora, senhor meritíssimo"! Pois, mesmo sem saber quando, voltaremos ao mesmo diário...


Nós da Cia de Yepocá agradecemos a todos que trabalharam para que tudo desse certo, pra mostrar que o sorriso é a melhor terapia, pra falar que o mundo ainda tem jeito se cuidarmos bem dele. Agradecemos ao Banco Mercantil do Brasil e à ArtBhz Produtora pela oportunidade. Agradecemos aos profissionais de backstage que fizeram tudo acontecer. Agradecemos aos colegas de turnê pelo companheirismo.

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"Hypólita - uma história de amor"

Ficha Técnica e Artística:

Concepção geral, dramaturgia e direção :__ Bruno Godinho
Assessoria jurídica (dramaturgia) : __ Humberto Leandro Melo de Sousa
Assistência de direção, preparação corporal : __ Débora Vieira
Direção musical : __ Mariana Lima

Elenco :
- Bruno Godinho
- Camilo Rocha
- Fernanda Linsk
- Juli Buli
- Gal Carvalho
- Luísa Goreti
- Mariana Lima
- Welington Sabino

Trilha sonora original : __ Bruno Godinho e Mariana Lima
Programação visual, concepção adereços e figurinos : __ Juli Buli
Concepção cenográfica : __ Bruno Godinho e Juli Buli
Confecção adereços e coordenação cenotécnica : __ Camilo Rocha
Cenotécnica : __ Nilson Santos
Iluminação : __ Henrique Machado
Coordenação de produção : __ Luísa Goreti

Produção e Realização : __ CIA DE YEPOCÁ



Este foi o último post sobre a turnê MBC 2007 da Hypólita, mas espero poder em breve escrever mais sobre ela e suas andanças.

quarta-feira, agosto 29, 2007

por onde

onde anda?
me fazia sorrir
me sentir bem comigo mesma
mesmo sem saber o que era.

onde você se escondeu?
procuro
por trás das portas
entre as cordas

por onde ando
pra onde olho
tudo falta cor
calor

algumas notas me fazem acreditar que algo continua em mim
algo tão forte impossível de sair
mas me perco e logo esse vento de chuva leva o mínimo cheiro
sensação de que vai tudo cair, de que vai tudo sair por aí sem voltar

cebola alho
sal e óleo
fogo água
vinho e pão

onde fui parar
qual cor do mar
pronde devo olhar
quando posso sonhar?

tomo um gole d'água
tomo um banho enorme
queria ter uma banheira de malte
queria ter em quê me agarrar

o trabalho pouco me anima
o conhecimento tão pouco
saber não me faz mais feliz
não é o que quis pra mim

o que é isso?
é algo em que possa ser?
ou ficou subjetivo?
tudo é tão sem porquê...

pronde foi
quando vem
esse transito não faz bem algum
e 'tudo que vem é pro bem' ?

show da fofoca

E foi tudo ótimo.
Alguns problemas prévios com equipamento de som, mas tudo no lugar e som passado e regulado.
Um pouco devagar pra pegar clima e fazer com que cantassem junto. Os amigos reunidos nas mesas à frente... Algumas clássicas, outras de arranjos inusitados. A galera gostando por fim, meio, até a última. E foram tantas ultimas até que meu cérebro já não obedecia nem aos meus próprios comandos tão bobos. 'Ode to my family' e finito. Meu deus! Horas a fio e o êxito de gostarem e quererem mais e mais. Fica o gosto.


Em breve mais...
Fofoca Erudita

domingo, agosto 12, 2007

show


Show da Fofoca Erudita no Bar do Porão, em Sabará.
(R. São Pedro 102, Centro - 3671.1752)
Dia 25 de agosto, sábado.
Vai começar às 21h e varar até o bar fechar.
Entrada Franca.


Dessa vez a Fofoca convida Tiago Reis.
Ex integrante da banda e grande amigo, atualmente Tiago é guitarrista da banda Trianon.

O repertório é levemente misturado, indo do bom rock ao samba canção de melhor qualidade. Arranjos simples e descontraídos como numa conversa de bar. Canções próprias, atuais e de outrora. Tudo simples e muito bom.
A Fofoca Erudita é minha banda.
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Pra quem não sabe Sabará é vizinha de Belo Horizonte, 15 km de distância.

mudança de datas

Por motivos maiores da organização, os espetáculos Hypólita - uma história de amor nas cidades de Pedro Leopoldo e Belo Horizonte mudaram de data.

Fica assim:
31/08 - Pedro Leopoldo
01/09 - BELO HORIZONTE [Pç Duque de Caxias - Bairro Santa Teresa, 17:30h]

Em Belo Horizonte terminamos a turnê Mercantil do Brasil Cultural 2007, que já passou por 11 cidade mineiras emocionando muita gente. Depois disso vamos à procura por outras oportunidades.

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Quarta Semana
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E pronto, a turnê de Hypólita está no fim. As viagens pelo menos acabaram-se. Dias 7, 8 e 9 de agosto estivemos em Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Congonhas, na ordem. Alguns imprevistos, mas no final das contas tudo certo.
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Segunda feira, seis de agosto de dois mil e sete. Pude almoçar em casa pois a viagem era curta e sairíamos às duas do Espaço Yepocá. Tudo certo e fomos para Barbacena. Que cidade grande, com transito complicado, muito carros e ruas estreitas. Hotel em frente à praça da apresentação. Tudo certo tudo ótimo. O resto de dia tranquilo. Jantar no restaurante ao lado do hotel, que comodidade!
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Terça e a manhã foi com o sono muito rápido. As coisas montadas e o dia escorrido. À noite as coisas correram fluidas e um pouco estranhas por ter tido tanto tempo sem ensaios. Mas pela improvisação, as coisas que estavam fora da memória foram inventadas.
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Quarta e fomos já cedo para Conselheiro Lafaiete. Chegamos e fomos direto conhecer a praça, que foi uma no alto da cidade onde habita seu Cristo de braços abertos de muitos metros. Almoçamos e fomos pro hotel. No horário já habitual fomos passar o som e ficar para a noite direto. Começamos o espetáculo e logo na primeira cena um imprevisto. Pouca manha para improviso nessas horas nos desestimulou temporariamente, mas que público! Concentrados parece que nem perceberam o erro... rs. Continuamos e quando o meio vinha a chave de luz do lugar caiu. Putz! Arrego, cagaço! A energia foi muita para a antiga chave. Mas a equipa, uma incrível equipe!, conseguiu ligar algumas luzes e os microfones. Entretanto tudo voltou meio desregulado, o que resultou num engodo artístico, pelo menos para a trupe. Luzes e retornos desregulados e canções desafinadas, descompaçadas. Arrego, cagaço! Mas que público! Maravilhos e compreensivo, nem um piu. Acabamos aos trancos e a energia no final meio atordoada. E como diz um amigo, "tudo que vem é pro bem". Deixei estar.
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Quinta e rumo a Congonhas. Sono, cansaço. Cidade bonita e escondida. Lugar incrível para a noite. E daquele jeito, dia corrido, descanço escasso, montagem, espera. À noite um clima perfeito. Interação perfeita. Sem muito a dizer, o espetáculo foi ótimo, um dos melhores. A platéia, o lugar, a equipe, a companhia. Tudo leve e gostoso. O que foi de errado no dia anterior, foi de certo neste. ... Jantar com boa parte do pessoal, descontração e dormir muito, muito tarde.
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Sexta e volta à capital. Viagem tranquila e despreocupada. Depois ainda um ensaio de outra peça da Yepocá. Bacana demás. E enfim casa, doce casa.

Saudades dessa bagunça toda que é viajar com essa galera. rs
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A peça Hypólita - uma história de amor da Cia de Yepocá foi patrocinada no processo de criação pelo Banco Mercantil do Brasil e está inserida no projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007.

terça-feira, julho 31, 2007

elsa & fred

Ví essa película há alguns dias e enrolei para comenta-la até ainda.
Um senhor, uma senhora. Ambos sós. Mas por pouco tempo... rs.
Depois de assisti-la um momento de ternura me arrombou o coração sem poder nem segurar um "ai que lindo" à plateia ao lado. E se minha velhice eu pudesse escolher que eu fosse como Elsa, mas dizendo a verdade estou mais para Fred...

Eis um boa visão de 'melhor idade', lição de vida [por mais clichê que pareça a frase!], mas um amor de história com certeza! Incomum de se ver nas telas. Gracioso e tão alfinetante. A velhice é algo que se vive realmente hoje. Digo, nossas espectativas de vida aumentam a cada ano. E ser velho não é brincadeira... Ái Elsa, que saudade já.

Sobre a história nem vou comentar, deixo-lhes o encardo de conferir. Só aviso, não desiste se nos primeiros 20 a 30 minutos for meio chato. A trilha sonora é linda. Os atores surpreendentes. A fotografia, tudo... um gosto.

Elsa & Fred

segunda-feira, julho 30, 2007

Declare independence and make your own flag!


Seus trinta e três anos se afogam na água da bacia onde mergulha a cabeça toda manhã. Água gelada como o orvalho. Ali foge do mundo da casa, da família.

Seus trinta e três anos acumulam na barriga quando assiste o jogo na tv 29 polegadas. Ninguém toca no celular. O cheiro de carne moída da cozinha. O chinelo arrastando casa afora. Rosca de leite com café quente. Idas no supermercado e feira.

Seus cabelos ralos de trinta e três anos descem ralo abaixo. Banho demorado. Sabonete branco. Creme de barbear e leite de rosas. O mesmo pentiado.

Seu suor é de trinta e três anos. O futebol cada vez mais exigente. Colegas mais novos. Bolas mais novas. Gramado artificial. Sem torcida. Carro sem carona.

Viver com os pais é xadrez e chinelos. Sofas antigos. Quadros velhos. O de sempre em trinta e três anos.

Volta declare independence Björk

sexta-feira, julho 27, 2007

what i'm listening...


Silverchair - 'Reflections Of A Sound'

Silverchair - 'All Across The World'

[prefiro o ao vivo que o clipe, que é, digamos, desinteressante, pelo menos para mim... mas quem estiver muito curioso: clipe]

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Aproveitando a deixa, Young Modern, o mais novo moderno do Silverchair; faixa por faixa:

O álbum abre com Young Modern Station nervoso como o tradicional Silverchair pesado e melódico. Boa de se ouvir num dia em que esteja puto com alguma coisa, de preferência num dia de sol e que te dê ânimo de pular e bater cabeça, mas só um pouco, ok?!

Straight Lines é o single cheio de uhus e pianinhos bem salientes. Um pouco grandiosa, serviria para um mega show com fontes de água que subiriam nos altos da canção. Gostosa para dançar sozinho num dia normal.

If You Keep Losing Sleep é uma das mostras do que Daniel Jones pode fazer com uma orquestra atrás de si. O arranjo é incrível. Daria certo pra um filme de espião. Sinistro e lindo. Incomoda nas mudanças de tempos, mas perfeito nas transições com a voz anormal de Daniel, os xilofones e tarol.

Reflections Of A Sound é pra te pegar de primeira. Ouvindo junto da pessoa amada pode rolar uns amassos e beijos apaixonados. Balançando a cabeça de um lado pro outro ou grudado em quem quiser. E pra finalizar a última especialização de Daniel com seus uhus... É de ficar com um sorriso de fundo.

Com três atos Those Thieving Birds tira a obviedade das coisas, assim como Tune In The Brine do Diorama. Um orquestra incrível novamente fazendo as nuvens por onde andam Daniel e os passarinhos. Com um clima e o vento levou passando para um iupapa de um rock redondinho transformando depois para um novo moderno espinhoso. Completo e incrível. No final amável como um vôo suave de pássaros.

That Man That Knew Too Much é um rock gostoso. Pode estar bêbado ou não, vai curtir como deve-se. Me lembra algo das mandas de rock dos anos 70, cheia de sedução e tal. Mas as melodias não ficam pra trás e ainda tem uhus.

Wainting All Day é quase o embalos de sábado à noite da cadeira de prata. Bom pra bailes de debutantes ou festas da época de ouro. Redonda e doce como um brigadeiro. Dance colado nele ou nela. Declare todo seu amor e aproveite. Caberia numa trilha sonora de um desses seriados teens quando os relacionamentos se resolvem ou não, normalmente é sempre no final dos episódios.

Mind Reader é o rock mais rock. Mais 70's e é isso ai! Encaixaria para aqueles que curtem um rock com cerveja. Coloque no último volume e pule e gaste energia bastante!

Low são os besouros sentimentais. Um rock tradicionalmente balado. Também caberia num seriado teen. Os uhus denovo e pianos salientes e solinhos de guitarra bem suaves. Pode lembrar algo dos arranjos do Kid Abelha.

Insomnia é enérgica para dias ensolarados e toda energia para acompanhar os vocais. Itens eletronicos fazem ser quase para boates. Não me encantou mas cabe perfeitamente no set list.

All Across The Word é daquelas que te tocam mesmo sem entender nada da letra. A orquestra complementando tudo, o coral no refrão, as vozinhas de criança e as palmas quase imperceptíveis. A liberdade toda ali, parece que tudo vai acontecer na canção, Daniel faz o que quer e fica incrível. E o refrão é aquilo que todo mundo tem que aprender na vida... irônico por alguma obviedade.

Mesmo sendo uma crítica não profissional e feita por alguém tão passional vale a pena pelo menos testar. Ouça arrumando a casa, fazendo caminhada, tomando banho ou folheando uma revista. Seja como for ao menos duas ou três canções te cativam.

* nota de rodapé : Há muito tinha dito aqui neste espaço que, na época, se algo poderia me surpreender ainda este era o Barbatuques. Com essas palavras fiz críticas virem à tona e tentei algumas vezes, talvez em vão, explicar-me. Faço-me agora. Época, fase, tudo isso vai e vem e nós achamos as coisas e dizemos "com certeza". As músicas, pessoas e os dias continuam me surpreendendo e tomara que sempre seja assim, pois quando não for, e não sendo fase minha, estarei tristemente nos finalmentes. Digo não só por que Young Modern me surpreendeu mas para não ficar sem dizer, e mesmo que já seja tarde.

domingo, julho 22, 2007

madure


"Não sei dizer o que sinto". Essa frase era tão recorrente no seu vocabulário que quase não sabia dizer outra coisa quando pressionado. Foi a última coisa que disse quando foi vê-la na última folga. E por mais que seus olhos enchessem d'água não derramou uma única gota. Ela não pôde fazer nada além de deixa-lo ir sem nem mesmo discutir aquilo tudo. A porta se fechou e estava pro mundo novamente. E seria mais fácil se ele soubesse o que sentia, mas não estava mentindo, a mente num rebuliço e a pessoa totalmente sem rumo.

Quando jovem sabia que o mundo era tão grande e de tão grande teria muita coisa pra fazer durante toda vida, já que sairia por aí viajando e conhecendo tudo. Tinha seus vinte e pouco anos e já sabia de muita coisa. Era valente e sabia como lidar com as adversidades. Tudo quanto fosse problema ele sabia como resolver. Aspirinas na mochila, um pouco de uísque e pé na estrada. Tinha dias porém que aquele fervor todo baixava o faixo e como de clarão o vazio vinha forte e impiedoso. Noites em claro. Sonhos conturbados. Vazio. O que fizera da vida até ali num tinha trago ainda a satisfação de viver por viver. E o que devia fazer ele não sabia. Tamanha energia e valentia não lhe serviam de nada agora. Completamente solto no ar. Completamente só.

Se lembrou então um dia das coisas que deixou para trás. Um quarto bagunçado, um pai ranzinza, uma bike manca, livros e partituras e algo do qual nunca se esqueceria, ela. E era por ela que não dormia. Ou era isso que entendia. Entretanto, e como que por encanto, percebeu como a vida o via. E amarrado no emaranhado do amadurecimento se encontrou. Responsabilidades, dinheiro, jogos de interesse. A juventude por onde andara?! Se esvaía. Por aquele buraquinho chamado tempo...

Realmente não sabia o que sentia. Ou talvez não sabia o que fazer da vida. Ou era a vida que fazia dele o que queria. Com o coração na mão respirou fundo. Os pés gelados não o impediriam. Cento e oitenta graus e a campainha. Um novo rumo e pronto, se encontrou no que sentia.

d*_*b .: Seal_"you ar my kind" [in seal's winamp set list]

sexta-feira, julho 20, 2007

. l u t o .



17/07/2007 . 19h . SP . TAM . vôo JJ 3054 . Airbus A320 . 190 vítimas fatais

. em respeito àqueles .

domingo, julho 15, 2007

ai lua mua

talvez tenha cansado de mim
ou cansado de todo mundo
mas isso é menos provável

o mau humor
a irritabilidade
coisas da lua

mas a lua muda e eu a mesma
sem querer o mundo
querendo tudo

faço nada do que sonho
é o medo?!
sonho num pode ser real,
se não...

há planos de todos os planos
mas, para tanto nada faço
só planejo

será eu?
será o que?
essa lua que me pegou em cheio...

terça-feira, julho 10, 2007

dicas

Uma das dicas do blog do Howes é "I'm from barcelona"... gostei. rs

comprei um pandeiro

O título já me diz, comprei um pandeiro! Fui no Mercado Central de BH e comprei o pandeirinho de couro sem regulagem numa loja de instrumentos afro-brasileiros destinados a capoeira. E to aprendendo com Marcos Suzano pelo you tube e dvds do Gilberto Gil... É muito bom. Prum gostinho, bem rapidinho, segue a seguir os seguintes:



quinta-feira, julho 05, 2007

novas

Minha mais recente aquisição sonora é Disco Paralelo do Ludov.

Não quero deixar enraivecidos os fãs nem a banda, mas devo falar minhas considerações de primeira vista a respeito. Ouvir Disco Paralelo foi como ouvir Quatro dos Hermanos depois de viciar-me em Ventura e Bloco. Meio banho de água gelada no verão ou morninha no inverno. Pode até agradar em alguns momentos, mas no todo é incômodo por ser insosso, sem graça, desernégico. Me pergunto, a depressão pegou esse povo? Ou é uma crise do diet/light?! As guitarras levemente pesadas e os ritmos enérgicos pra onde foram? Vieram baladinhas de se ouvir antes de dormir ou quando se sente muito só nesse mundão. As letras continuam boas, menos despreocupadas acho. Mas onde foi parar aquele Ludov bacana que eu gostava? É isso né... mas continuo ouvindo-o paralelamente.
[vamos salvar a "Urbana", sim, isso é aquele Ludov]

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O 'concurso' 7 Maravilhas da Blogosfera deu o que falar no mundo blog. 461 bloggers votaram. 2043 blogs votados. E tudo isso sem qualquer prêmio para aquele ganhador. Somente mesmo o prazer de indicar o seu blog favorito e torcer para que seja favorito também de muitas outras pessoas, ou pelo menos que isso possa divulga-lo por aí.

O mais peculiar dessa história é que este evento virtual foi idealizado por uma portuguesa para que essa escolha das sete maravilhas ficasse em território cibernético lusitano, porém vasou pelo mundo e foi parar no continente americano além dos visinhos espanhóis. E como as votações brasileiras foram muitas a '100 sentidos' resolveu criar a categoria "7 maravilhas da blogosfera brasileira" assim como uma categoria para os espanhóis.

E isso tudo me veio tardiamente a saber. Não deu tempo pr'eu fazer minha votação oficial, portanto não pude divulgar os colegas e falar do meu gosto blogueiro. Vai aqui minhas sete maravilhas:

muitos desenhos _ da sem fronteira mariana massarani
vida pública _ da decidida maria renata
pensamentos circulares _ das boas dicas ala Howes
protozoário _ poético e profundo
eh só saudade _ da amanda bia e seus sentimentos
eduardo albini _ e suas cores vivas
desova diária _ a crítica bad trip

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Novo meio auditivo na net é o Mondo 77 fm.

É um site de relacionamento entre artistas, bandas e ouvinte. Com comunidades, redes de contato e até radios on line. Lá você pode ouvir canções gratuitamente, fazer o download de algumas, fazer sua prórpria rádio, ver a agenda de show das bandas cadastradas. E qualquer um pode ter acesso a isso tudo, inclusive as bandas e artistas que quiserem disponibilizar suas músicas no site, pois não precisam ser vinculados ao selo Mondo 77.

Lembra-me nossa querida Trama Virtual com toda sua acessibilidade. Mas tem mais recursos como um site relacionamental ala my space ou mesmo um orkut com musica. [nem tanto, rs]

terça-feira, julho 03, 2007

terceira semana

Não é que eu esteja com preguiça meus caros, mas umas condições de saúde me impedem de ficar muito tempo diante desta máquina. Por essa questão anuncio uma pequena muita mudança no meu estilo de diário de bordo desta terceira etapa da turnê MBC 2007. Então usarei a técnica milenar do uso de tópicos, em que somente as coisas mais importantes são colocadas no papel, no nosso caso é na rede. Assim abreviarei momentos de dor lombar, desconforto para momentos de tosse descontrolada [e neurótica] e cansaço da retina fatigada. Sem mais delongas, eis:

26/06 Ituiutaba
28/06 Monte Carmelo


segunda:
- Saída belorizontina às 8:20 am. 11 de viajem. Chegada a Ituiutaba por volta das 19 horas.
- Jantar. Frio incomum. Quarto desconfortável. Barulho de vizinho incomodando. Dores no corpo.

terça:
- Noite mal dormida. Encontro às 10 matinais na praça do evento. Muito vento.
- Noite sem vento. Espetáculo internamente errante e engraçado. Jantar descontraído e farto demais.

quarta:
- Noite mal dormida. Dores no corpo, febre. Viajem, 3 horas de. Febre. muito mal estar.
- Monte Carmelo com direito à placa "bem vindos". Hotel novo, cheirinho de novo. Dormir o tempo que for possível. Febre controlada.

quinta:
- Sono bom. Banho demorado. Rumo à praça. Tentativas quase todas frustradas na feitura de uma canção de despedida. Montagem sob sol de meio dia. Tudo certo para a noite.
- Elenco sensível e nervoso. Espetáculo quase perfeito. Atriz passa mal e vai parar no hospital. Jantar despedida. Música com êxito. Muita conversa nova. Cama tardia.

sexta:
- Sono quase muito bom, dores no corpo e tosse. Falta água no hotel. Banho rápido. Café rápido. Estrada.
- Viajem 6 horas. Parada em BH no espaço para descarrego de material.
- Chegada cambaleante em Sabará às 19:00 h. Muito cansaço. Resfriado, o retorno.

Balanço geral: Boas terras as do triângulo! Tudo tão plano, o que é raro demais por aqui. Calorzinho maneirado com o frio. Tudo bem tranquilo. Agora um pouco de descanso na movimentação geográfica e recuperação respiratória.