domingo, agosto 10, 2008

Diálogo

- Ainda posso sentir o cheiro do fumo. Tardes quentes que eu nem via a luz do sol.
- Tinha uma outra velocidade o tempo, né?
- O dia inteiro em função do que comer, do que arranjar pra fazer além do ócio... nossa.
- Ócio... é.
- Pareciam dias intermináveis.
- Éramos a toas, rs.
- É. Passou.
- Êta clima de nostalgia...
- Acende um incenso aí... rs
- Hahaha...


*ouça-ndo Penguin Cafe Orchestra

quarta-feira, julho 23, 2008

Navegantes


Oi, queridos navegantes. Poderia saudar assim minha tripulação, não fossem os enjôos. Na hora, na verdade, foi mais dramático. Depois de 10 anos de mar e no meu primeiro e tão sonhado e grande barco, consigo passar mal bem nesta hora. O primeiro "oi"... Minhas saudações foram falhas e logo se sucederam acontecimentos dignos da mais aventureira das histórias da literatura de aventura! Quem seria Amyr Klink, ou Capitão Caverna! Quem seria aquele menino do "Into The Wild"... que... eu não me lembro o nome... mas não importa. Não meu queridos, não sabem vocês o que me esperava na proa daquele barco em alto mar. Mas eu conto. Sim, contarei.

Era uma manhã fria e cheia de névoa. Assim começam a maioria das histórias de aventuras no mar, comigo não seria diferente, né. Mas então, como ia dizendo, o marujo José (como ele é mexicano, se pronuncia Rosé, ou algo assim, brigamos até o dia em que atracados novamente na terra... só por que tinha um rostinho bonitinho, aff, homens!) estava receoso com o advento nevoeiro. Na época dizia-se de um terrível monstro que aparecia nesses gélidos momentos. Mas, vem cá, quem em sã consciência acreditaria em tamanha baboseira? Homens... aff. E ele estava era com medo. Medinho, tremendo, rs. Hahaha, como sou cruel em dizer isso... adoro. Bom, ran ran. E ele me avisou do perigo de embarcar nessas condições. Mas como uma comandante firme e forte como eu não dei o braço a torcer por uma nuvem passageira. Ham... Fomos ao mar, embarcados, é claro.

Enfim, estávamos indo maravilhosamente, apesar de toda a comida que eu comia ir às ondas logo depois. Estávamos indo bem demais quando batemos em algo. Já era noite e aquela irritante névoa tinha voltado a nos rondar. Como estava muito frio pensei que pudesse até ser um iceberg. Fui tirar minhas dúvidas descendo da minha confortável e aconchegante cabine para averiguar as causas do acidente. Foi então que vi a coisa mais terrível de toda minha vida. Era e-nor-me. Horrenda demais até para olhar, mas sobrevivi.

Quando vi aquilo pensei... rs, uai, pensei que fosse outra coisa. Me disseram ser terra de gigantes. Igual aquela visitada por aquele carinha... qual o nome dele... uhm... minha mãe me contava cada história dele... uhm... Bom, não importa. Importava que eu cheguei a pensar nos gigantes. Então me disseram que era uma LULA GIGANTE. Imagina? Uma lula gigante? Eca! Su-per nojento! Num posso nem lembrar...... Aí o tal José inventou de capturar o bicho. Imagina? Aquilo no MEU barco?Ah neem... ...



**Isso foi um lapso de criatividade, ou nem isso... talvez fruto do tédio que sentia... Nem sei no que estava pensando, só espero ter apreendido a atenção de vocês o suficiente para que daqui pra frente continuem essa história, mesmo que ela não faça muito sentido. Para isso disponibilizo o seguinte e-mail para receber as propostas e assim segundo minha avaliação postar ou não, rs. Bom, se não houver nenhuma, então... ficará sem final e mais vaga ainda a história, rs. Entretanto se participarem... Bom... o e-mail é nadivisa@gmail.com .
Divirta-se você! rs

segunda-feira, julho 14, 2008

Milenium 3ª etaps

Resumindo? Frio, muuuuito frio.

Milenium da Cia. de Yepocá in MBC 2008

Juiz de Fora

Primeiro que foi muito difícil chegar na cidade. A estrada está em obras, o que rendeu numa pequena confusão entre as placas e retornos. Mas depois de um bom tempo e pelo instinto fomos chegar no devido lugar. Para alegria geral, tanto da trupe quanto de toda a equipe do evento, o hotel se situava defronte a praça em que iríamos apresentar. Que beleza! rs. E como de costume fomos jantar num restaurante charmoso ali perto.

Ao amanhecer pudemos já perceber que a previsão do tempo não mentira. Os vidros do apartamento todos incrivelmente embaçados e nada convidativos para um passeio ao ar livre. O bom é que o nosso dia só começaria às 10:00h.

E como a cidade é movimentada ein...



São João Del Rey

Foi chegar e me lembrar das outras idas a São João. Uma foi quando tinha 11 anos, com a escola, a outra foi há 2 anos, com meus pais. Em nenhuma das duas passei tanto frio. E continuo sem conhecer de verdade a cidade, a não ser o pipoqueiro que não poupa nem apresentação de teatro para continuar buzinando e que a casa da família Neves tem uma fachada realmente linda.

Por falta de espaço não foi possível a montagem do telão ao lado do caminhão/cenário, como normalmente é. Assim a nossa tela, que é usada para projetar sombra, foi usada também para passar o video.

À noite foi muito, muito gelado. E os nossos figurinos nem deram conta... Nesse dia meu pescoço e ombros ficaram um pouco duros, acho que foi choque térmico. Que dor...


Pará de Minas

Algumas tensões na estrada e uma praça enorme, com lagoa e tudo. Local perfeito para grandes apresentações. Dia tranqüilo, algumas horas a mais no hotel, que diga-se de passagem, terrivelmente despreparado na acústica, de modo que o que se conversa em um quarto ouve-se noutro. Aff...

O espetáculo teve ótimo. Apesar de um vuco-vuco por causa da pressão baixa de uma das atrises. Mas ritmo bom e participação geral do publico, ótemo! rs


Depois jantar com uma das memoráveis interações entre Yepocá e técnica. De chorar de rir...


Próximas cidades:

20.08 – Betim
21.08 – Contagem
23.08 – Belo Horizonte

(*Fotas: Mariana Lima)

quinta-feira, julho 03, 2008

questão

é preciso não querer as coisas facilmente.

terça-feira, julho 01, 2008

pode be

some days we stop just to see
see the sea, the leaf floting...
the melody...
the year that goes


talvez ser mais soft
talvez consiga more
than I already did
inté hoje now
take a breath
maybe it's now
tocando um bandolim
ou um uklelê


look in seus olhos
pra ver se pega
pra ver se work out
nós e o world

.


*tocando Beirut - "forks and knives (La Fê te)"*

terça-feira, junho 24, 2008

2ª semana milenar

E chego cá novamente. Vinda de outra semana turnética. Desta vez rumo ao triângulo mineiro e todo o seu calor. Três apresentações mui particulares. Cinco dias mui doidos! rs

Foi assim: TPM, estresse, sono, vai pra lá, vem pra cá... ufa! Quanta nuance... mas no fim bom, e querendo mais, rs.

Milenium da Cia. de Yepocá in MBC 2008



(foto: Mariana Lima)

Ituiutaba

92.727 habitantes
2.587 km² de território
(IBGE - 2007)

Cidade já conhecida. Mesmo hotel e mesmos restaurantes. Mesma praça. Mesmo público? Acho que não... Na verdade não sei se foi só mesmo minha impressão, mas parecia que tanto do lado de cá quanto do lado de lá estava tudo meio desandado. É que a apresentação foi um engodo só. Tudo errado, truncado. Texto, música, cena, vídeo... tudo. Que desespero, ráiva, frustração. Meu Deus, não sei por que isso tudo aconteceu. Tenho pra mim que aquela antiga apreensão do diretor foi-se presente: entamos achando que tínhamos ganhado o público e tudo o mais. Grande erro nosso. Grande! Ou talvez foi mesmo as tpms da maioria das mulheres juntas, rs. Que coisa!

(foto: Fernanda Linsk)

Uberlândia

608.369 habitantes
4.116 km² de território
(IBGE 2007)

Dia novo, energias mais estabilizadas, assim como os humores. Uma viagem um pouquinho longa. Paisagens lindas. Muitas fotas (depois posto-as). Uma amiga da trupe na cidade. Jardim da prça gostoso pra brincar. Camarão no almoço (uhu!). Dia gostoso, ventinho fresco e coisa e tal. À noite talvez pelo medo de se repetir o espetáculo do dia anterior, fomos mais cuidadosos. As energias mais equilibradas resultaram num espetáculo esquilibrado. As brincadeiras foram bem recebidas, mas ainda um pouco lentas as cenas sentimentais. O que é horrível pra quem fica atrás das cortinas... rs. Mas as nos finais das contas foi tudo bem. Muito melhor mesmo que o anterior. Jantar e cama, como de praxe.

(foto: Mariana Lima)


Patrocínio

81.589 habitanttes
2.867 km² de território
(IBGE 2007)

Famosa entre a organização pelos recordes de público, esta cidade não deixou por merecer o título. Cinco mil (5.000) pessoas compareceram na praça para conferir. Este dia sim foi incrível! Meu Deus, de arrepiar. Todas as piadas no tempo certo e os risos ótimos. O jogo de cintura segurou bem os errinhos que não eram pra ser normais, mas todo mundo afinado e enfim um ESPETÁCULO. Ai, como gostaria de colocar aqui minhas impressões de forma mais visível, mas é impossível, rs. Talvez nunca consiga, já que o nosso diretor é tão contra qualquer produto cultural solto por aqui na net...

Resultado final: teve bom... quero mais, rs.

(foto: Jessica Tamieti)


Próximas cidades:
08.07 – Juiz de Fora
09.07 – São João Del Rei
10.07 – Pará de Minas

sábado, junho 14, 2008

ente

Tem gente que mente pro bem.
Tem gente que mente por mal. pro mau.

Tu, pra quê mente?

segunda-feira, junho 09, 2008

questão

"Ado, aado. Cada um no seu quadrado"

O cúmulo do individualismo...

segunda-feira, junho 02, 2008

1ª viagem a Milenium

Voltei de viagem. Foi tudo bem, tudo ótimo... como havia de ser, rs. Nos apresentamos em Poços de Caldas e em Varginha. Pena qua não deu para conhecer direito a terra das águas quentes, nem fazer contato com seres extraterrestres. Peninha, rs.

Elogios... entrevistas. Tudo ótimo, rs. Só mesmo um cansaço que eu nem achei que ia sentir. Minha sexta e sábado foram de completo sono e descanço... (perdi um show bacanésimo do Tom Zé... outro da Monica Salmaso...)

Poços de Caldas

Estréia verdadeira. Público enchendo a praça. Frio. Nervoso. Resa, pulinho. Aquecimento vocal de uns, silêncio absoluto de outros. E algumas surpresas do evento...

Silêncio. Uma noção completamente diferente de cena, de palco, pois estou quase sempre atrás de todo o cenário. Meu Deus, será que o público está gostando?? Não consigo ouvir nenhum risinho que seja. Mas com o tempo eles vêm. E as coisas começam a andar.
Apesar do ritmo lento deste dia, há de ser dito que foi muito melhor que a pré-estréia. Salvo uns problemas técnicos... o ritmo... o locutor... os vídeos.... rs. É ... estréia! Ufa!


Varginha

Um clima mais ameno. Montagem adiantada. Entrevista na TV ... rapidinho. Importante. Tarde voa... noite chega. Praça cheia. Pouco atraso. Corta cena e corta tema. Ritmo mais bem encaixado. Corre tudo bem... tudo jóia. Redondo, ou quase assim. Até o fim, quando, e para meu espanto, todos petrificados prestavam tanta atenção que quase me comovi. Sorri verdadeiro não só pelo êxito, mas por que era lindo aquilo ali...

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Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades

Entenda:


Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?


Estamos inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras até o fim do ano. Milenium é da Cia de Yepocá.


Próximas cidade:
17.06 – Ituiutaba
18.06 – Uberlândia
19.06 – Patrocínio

a CRUEL Deborah Colker


Sempre gostei de dança contemporânea. Há alguns anos acompanhava sempre que tinha jeito um programa na TV E (hoje TV Brasil) dedicado a esse tipo de dança. Eram incríveis os movimentos e sempre com uma história de fundo para ilustrar, para dar sentido. As noites de sábado eram assim, vendo dança na TV. Mas assistir de fato a um espetáculo desses eu nunca tinha tido a oportunidade. Até que a Cia Deborah Colker resolveu se apresentar aqui em BH. E é claro que eu fui! (11/05/08 ... pra localizar) rs.

Cruel é o amor e suas nuances. As relações afetivas entre homens e mulheres. Seus pormenores e pormaiores. A mulher que não consegue encontrar um par de dança, que não consegue encontrar um namorado. Áh, quem dirá marido. Eles que traem elas. O vice versa. O homem tentado pela ‘outra’. Quantas ‘outras’ serão necessárias? O amor, o desejo são cruéis. Dilaceram corações e, às vezes, a carne.

O amor é cruel, é verdade. Mas nem todos são catastróficos ou malévolos. Surpreenda-se: há amores possíveis! Existem pessoas felizes e amantes. O amor também pode ser bom... E talvez por isso mesmo torna-se cruel com o passar do tempo. Vai saber. Graças a Deus cada amor é diferente, rs.


Em dois movimentos é fácil ter essa percepção. Cruel é maravilhoso exprimindo todos sentimentos cruéis de amores vividos e viventes. Um resumo sentimental e preciso. É baile, são pares, mesa e espelhos enormes. Azul, vermelho. Lindo. Trilha sonora incrível, figurinos, iluminação e cenário sem nada a dever seu olhar. Tudo lindo. Olhe e dance, mesmo que por dentro.

quarta-feira, maio 21, 2008

questão

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Kitsch. Eu sou. Você também.
.

terça-feira, maio 20, 2008

natureza selvagem

É como um sonho. Largar tudo e fugir prum lugar calmo e livre. É negar uma vida por um ideal. Into The Wild é assim pra mim, livre como o vento e calmo, sempre calmo.

É ter consciência do que fazer, do que pode ser feito pra ser feliz enfim. Ele queria ser feliz, quem não quer? Largar as obrigações familiares, sociais, o trabalho. Todos esses vínculos na maioria desnecessários para ser feliz, mas exigidos pela vida social, que tem todas suas regras. Essas regras que deixam qualquer um sonhador de um mundo livre, sem burocracias, sem falsidades
sociais, sem meias palavras de uma vida de mentira. Não ter de vestir-se bem sempre, não precisar de um carro, de restaurante, de lojas, de consumir qualquer coisa desnecessária.

A vida é muito simples. É simplesmente viver. Para isso basta comer e manter a saúde sempre bem, e para isso não precisamos de vestidos caros, jóias, Mercedes, nada disso. Sentimos fome do mesmo jeito que um sem teto de baixo da ponte, a única diferença (e me incluo nessa) é que na maioria das vezes podemos comer quando estamos com fome, eles não. E por que isso? Por que não podem comer quando se rasgam por dentro de tanta fome? E emagrecem cada vez mais sem poder sustentar o próprio peso.

Voltamos ao antigo tema escolar, mas não menos importante ou recorrente na vida cotidiana: tudo é culpa do capitalismo? Será mesmo a melhor forma de viver? Será mesmo que tanta oferta, tanta “liberdade” de compra e venda é necessária? O problema é que a idéia desse modelo não previa um preceito humano, o da sobrevivência em detrimento de outro. Não somos uma espécie muito solidária, apesar de sempre vivermos em comunidades e dependermos sumariamente uns dos outros. Esse instinto de sobrevivência está atrelado a significados especificamente humanos e de um universo cruel. É preciso estar melhor perante o outro, não igual. Nunca igual. Queremos ser sempre superiores e isso é sobrevivência.

O que mais me embeleza os olhos quando vejo a trajetória de Chris é que ele não teve medo de “não sobreviver” e foi atrás de uma vida que era muito melhor. Renunciou objetos de valor e até mesmo o amor de outras pessoas. Renunciou o que achava falso, desnecessário e no fim descobriu a verdade nas entrelinhas da vida. Tudo poderia ser posto de lado, o material, mas as pessoas e o amor? Como poderia? Renunciar também ao amor? Não, o amor é além disso tudo. Muito além.

Christopher McCandless foi um jovem que realizou um sonho e descobriu como é a vida. Um poeta, filósofo, desbravador. Corajoso e boa fé. Não sei mais como descrevê-lo. Lindo, um rapaz lindo por dentro e por fora.

Aos 23 anos, logo depois de se formar na faculdade, que inclusive fez para satisfazer o pai, decide abandonar tudo e seguir o caminho que acha mais certo. Tem um destino, o Alaska. Faz uma mala, doa todo o dinheiro pra uma instituição de caridade e enfrenta a estrada. Queima os documentos e o resto do dinheiro. Escolhe um novo nome e decide enfrentar o destino. Conhece
grandes amigos, faz outros. Ensina e aprende muito. Ao chegar na natureza gélida refugia-se e então a maior reflexão sobre a vida. A solidão, a natureza, o frio. Sempre tudo escrito pelos cantos por onde passou. Mas, alguns deslizes o deixam à deriva e o fim é trágico, porém em paz no final das contas. Missão feita e literalmente finda.

O mais bacana, ou trágico, é que a história toda é real. Realmente aconteceu e veio ao saber do mundo via um jornalista alpinista que pesquisou sobre Chris. Jon Krakauer então escreveu o livro Natureza Selvagem que foi roteirizado por Sean Penn. E mais, minha avó, que adora livros de aventura reais (já leu todos do Amyr Klink), leu este do Jon há anos atrás e fez várias explanações durante vários almoços de sexta. Então eu já conhecia a história quando me disseram que tinham feito o filme. Achei incrível e na hora em que assisti a película amei mais ainda...


Direção belíssima de Sean Penn. Trilha sonora original mais bela ainda de Eddie Vedder (ouço agora). Fotografia, atores, tudo. Perfeito. Ao menos pra me mostrar que os sonhos podem ser vividos e que ainda existe amor e jeito no mundo.

sexta-feira, maio 16, 2008

novas

Estou na maior correria dormindo 5 horas por dia. Acho que estou até meio pálida, rs. Mas isso é por pouco tempo. Pois estamos finalizando mais um espetáculo teatral. E até a quarta feira que vem ainda estarei no maior 'vuco-vuco', rs. Estou devendo um monte de conteúdo aqui, mas o tempo está realmente difícil.

Como no ano passado (quem se lembra da peça Hypólita - uma história de amor ), estamos novamente inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras. A peça se chama Milenium e, como Hypólita, também é da Cia de Yepocá.

Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?

Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades.

A estréia será em Poços de Caldas, no dia 28.05, logo depois vamos para Varginha, no dia 29. As datas estarão sempre disponíveis na barra lateral deste blog. Se passarmos aí por perto, adoraria que fosse nos ver, rs.

É isso. Merda pra gente, muuuuita merda, rs. (um dia explico essa expressão, para aqueles que não conhecem)

** (fotos em breve! rs)

terça-feira, maio 13, 2008

questão

Nada além de esconderijo, tudo bem.

Houve uma época em que me escondia sempre. Aquela espressão intensa, séria demais. Nunca olhava ao lado, desviava os olhos dos outros. É, bem sei, tudo bem. E até houve quem disse que essa cara amarrada era só um jeito de viver na pior. Tudo bem, eu bem sei. Mas, o que me intriga mesmo é se aos outros olhos me mudei ou continuo escondendo-me. Tudo bem, pode dizer. Pode ferir ou não. Mas, tudo bem, eu sei... É nada além de esconderijo mesmo, rs.

*escutchê! Nada Além - Porongas (ótimas letras, ótimas canções)

sábado, maio 03, 2008

eu neguinha


o que fez de mim morbidamente só?
foi sol demais ou vento demais?
ainda não encherguei o mais além
pode ser que haja uma resposta
talvez seja só a ressaca

lembro do simulacro
de todas aquelas reflexões
e isso não é um poema
eu só gosto de escrever tudo separado
e eu queria praticar esportes

o que se faz para ser mais normal
saber conversar
não se guardar tanto
acompanhar o big brother
torcer no futebol

preciso emagrecer
preciso dormir
preciso beber ou fumar?
o que agrega as pessoas?
o que as faz aproximar?

é só mesmo uma sensação horrível
de que falta tudo, de que tudo foi
entre-safra, recuo da onda do mar
uma vontade de ser criança
e brigar por não querer comer abóbora

quanto tempo?
quanto resta pra me achar novamente
ou me perder?
eu guardo no bolso as histórias de D. Sinhá
talvez seja o momento de me atualizar...



* Cibelle - Minha Neguinha