sexta-feira, outubro 31, 2008

10 mãos e 1 piano


Ontem, uma noite de quinta sem chuva, sem vento, de calor e quase sem cor. Depois de um dia um pouco apático e sem graça minha noite foi cheia de beleza. É que fui ao teatro ver mais um show da série cordas do Sabará Musical, projeto que elogiei neste espaço outras vezes, rs.


E não podia ser diferente o bom gosto da curadoria do projeto. Mais uma vez uma incrível atração surpreendente. A Pianorquestra, e seus mil sons. 5 pessoas e suas 10 mãos envolvendo um piano, ali no meio do palco cheio de microfones de todos os tamanhos, tipos e em todos os lugares. O repertório basicamente brasileiro surpreendendo mesmo naquelas músicas super-conhecidas e de quase domínio público. John Lennon, Milton Nascimento, Toninho Horta e Villa Lobos foram alguns dos belamente interpretados com aquela leveza quase inimaginável.

Sons de cavaquinho, bumbo, harpa, violino... O piano virou uma orquestra completa e até mais complexa. Perguntado sobre o tempo em que as músicas são arranjadas, o músico e diretor artístico do grupo, Claudio Dauelsberg, responde que os arranjos são demorados e minuciosos, pois a atenção tem de ser dobrada quanto a espaço e as limitações físicas do instrumento.


Além da música, os elementos cênicos são de suma importância na construção de sentido das canções. A interação entre músicos/atores, melodias e instrumento dá o tom mais alegre e divertido da apresentação, muito distante da pomposidade de recitais eruditos de piano. E talvez aí, além do trabalho musical, seja o grande trunfo do grupo na conquista definitiva do público.
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E o publico... enlouquecido! São poucos os shows que temos a oportunidade de fazer parte de um grupo de pessoas que compartilham ali no momento um dos maiores prazeres da vida e dedicam as muitas palmas com completa admiração ao artista. Foram muitas palmas. E todas merecidíssimas. A cada música a manifestação da platéia quase não deixava o show continuar. E o sorriso das belas moças e do único moço não mentia o orgulho e um quê de timidez... Muita humildade... hehe. Muito lindo, gente! Parabéns.

Na saída do teatro comprei o DVD, e estou doida para desvendá-lo em casa logo. Espero que seja tão bom quanto o show, pra eu poder mostrar pra todo mundo a qualidade da música brasileira, da criatividade dos brasileiros e a beleza de projeto de 10 mãos e 1 piano, rs.

Para finalizar, mais um viva à cultura brasileira e um parabéns para a Bangalô, produtora do projeto. Pelo segundo ano consecutivo conseguiu levar a Sabará grandes nomes musicais do país e vem formando um público cada vez mais assíduo e maravilhado com as atrações.

segunda-feira, outubro 27, 2008

questão

Onde amarrei o meu burro?

sábado, outubro 25, 2008

nota policial

Foi assim. Me levaram dinheiro, celular, documentos. Talvez também uma parte de mim. Fiquei perplexa, atônita. Imóvel. Nem sei por quê. Então criamos coragem de sair do lugar, mesmo assustadíssimos. E os guardas até tentaram pega-los. Mas já era tarde, já tinham corrido o bastante. O nervosismo, a imaginação percorrendo por possibilidades que não ocorreram, mas que pela simples possibilidade me aterroriza até então. Não aconteceu nada demais, só levaram coisas materiais. Graças a Deus.

É que fui assaltada um dia desses. E aquele sentimento de culpa ainda me persegue. A gente se culpa pelo lugar e horário, mas quem será o realmente culpado? Nem sei se até poderia nomear os assaltantes para isso. Outros muito sucintos diriam que é culpa do sistema. Esse sistema... Não sei de quem é a culpa, só me sinto ainda culpada. Depois de conviver diariamente pela mídia com a notícia de um mundo violento, ainda dou sorte ao azar... Isso é motivo de culpa. Mas estou superando. Pouco a pouco. Sono a sono. O problema agora é só tirar as segundas vias de tudo o que me foi tirado. E é caro...

terça-feira, outubro 21, 2008

cine indie #2

Continuando a minha critica pessoal dos filmes indies vistos no Indie.

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8° lugar

A Ameaça
("La Minaccia", dir Silvia Luzi e Luca Bellino, Itália/Ve
nezuela, 2008)


O tal documentário sobre a Venezuela. Um tema bacana, mostrar os vários lados do "socialismo bolivariano venezuelano" e seja lá o que isso significa de verdade. Pois a proposta é tentar entender isso sob vários pontos de vista.

Um documentário no estilo clássico. Houve-se o maior número de fontes e
amarra as informações formando uma linha de pensamento. Clássico, funcional, mas um pouco muito cansativo. O problema todo foi o ritmo. Quase me fez dormir em alguns momentos.

Mas mesmo assim é interessante entender como funciona um governo que se diz para o povo, mas se preocupa demais com o petróleo. Um governo que apresenta todos os domingos um programa de TV de 8 horas de duração. Que se diz socialista e democrático ao mesmo tempo. O que é isso?

A alta classe, no seu clube, reclama que o governo não governa para todos. Que a violência ainda é um problema sem solução. Que o medo toma conta de suas vidas, que nada podem fazer e o governo não faz o que devia. As classes baixas, em seus casebres nas enormes favelas, reclamam da falta de saneamento básico, falta de água potável e, claro, também da estúpida violência que tiram seus filhos de casa direto para o necrotério.


Um país em que a gasolina é extremamente barata e a água é uma coisa rara e muito cara. Onde o socialismo bolivariano venezuelano (democrático) está no poder há 9 anos e que continua convivendo com milhões de problemas não ou mal resolvidos.

Fica uma dúvida. Será um caminho para os países emergentes de todo o mundo? Ou é só mais uma promessa descumprida e ilusória? Mais uma utopia latina, mais uma tentativ
a frustrada. Por que, afinal, o mundo é neoliberalista e não poupa ninguém.

Este filme ficou no 8° lugar aqui, mas talvez por que eu não estava no clima dessas discussões, desse tema. Mas mesmo assim é interessante entender sobre o assunto. Recomendo.

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7° lugar

Estrada 20 ("Kokudô Nijûgô-sen", dir Katsuia Tomita, Japão, 2007)


Ultimo dia de Indie. Já havia assistido a 2 filmes e esperei um amigo para assistir a saideira. Chegamos atrasados à sessão. Uma pessoa que este amigo esperava nos atrasou um pouco, mas tudo bem. Conseguimos assistir assentados no chão, mas nem foi ruim por que a sala era bem íngreme.

Como chegamos atrasados o filme já estava há uns minutos na tela. E não sei bem se o que deixei de ver faria muita diferença na minha impressão final. Pois bem, vai aqui.

Resumindo bastante, o tema do filme é a vida louca de um viciado em jogo e em drogas, no caso o que parece ser removedor de tintas. Seus dias, todos regados a jogos vão se passando e o dinheiro junto. Com isso acaba fazendo muitas dívidas com um agiota, assessorado por um amigo. Para tentar arranjar a grana tenta entrar no ramo de vender tacos de golfe, mas não sabia que ia ser tão difícil. E também não faz muito esforço.

Fato é que nosso protagonista Hisashi é um preguiçoso que a
dora as viagens através do cheiro de removedor, ou outras coisas. Sua namorada, também viciada no pachinko, gasta toda a grana que eles têm.


Mas o que não fez este filme ficar numa pior posição nesse ranking foi o sotaque (ou jeito de falar?) de Hisashi, assim muuuuuito arrastado. O que rendeu vários momentos de risadas da platéia. Além disso, o final surpreendente deixa um gosto um pouco diferente na boca. E quando falo surpreendente é sim, pois ninguém imaginaria tamanha inconseqüência, rs. Mas não contarei aqui o final, né...

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No próximo cine indie os 6° e 5° lugares. Aguarde...

segunda-feira, outubro 20, 2008

2 anos na divisa...

No último dia 17 este espaço completou 2 aninhos de idade.
Uhu!!!
Acho que vou dar uma festa...

sábado, outubro 18, 2008

cine indie #1


Então o Indie passou e eu acompanhei quase que cada passagem, cada passo. Das 121 sessões durante os 7 dias de festival, dos 134 filmes de 17 países consegui assistir apenas a 10 longas. Do jeito que deu assisti ao máximo, mesmo com sono ou outras programações pendentes... Persisti.

Nas filas muitas conversas e pessoas novas a todo o momento. Talvez o mais interessante de festivais... conhecer pessoas e trocar contatos e as mais variadas informações. Rever amigos e levar outros desacostumados à boa cultura e, no final... boas conversas na mesa de um bar.

A contabilidade final do Indie deste ano foi bem positiva. Dos 10 filmes que vi posso dizer que pelo menos a metade valeu muito a pena. Uns talvez foram no momento errado,
outros eu nunca recomendaria a ninguém vê-los, coisa de gosto. Mas uma coisa é certa: uma mostra de cinema independente com uma qualidade como essa é muito gratificante e estimulante. É uma prova de que bons filmes podem ser feitos das mais diversas condições, financeiras e técnicas.

Segundo meu ranking pessoal farei aqui a ordem crescente em qualidade, para que no final tenhamos uma bela sobremesa!

10°_ Ferias ("Ferien", dir Thomas Arslan, Alemanha, 2007)
9° _ Deixando Barstow ("Leaving Barstow", dir Peter Paige, EUA, 2008)
8° _ A Ameaça ("La Minaccia", dir Silvia Luzi e Luca Bellino, Itália/Venezuela, 2008)
7° _ Estrada 20 ("Kokudô Nijûgô-sen", dir Katsuia Tomita, Japão, 2007)
6° _ Como Ser ("How To Be", dir Oliver Irving, Reino Unido, 2008)
5° _ Rio ("River", dir Mark Wihak, Canadá, 2007)
4° _ A Fotografia ("The Photograph", dir Nan Triveni Achnas, Indonésia, 2007)
3° _ Palmas Brancas ("Fehér Tenyér", dir Scabolcs Hajdu, Hungria, 2006)
2° _ Fix ("Fix", dir Tao Ruspoli, EUA, 2007)
1° _ A Cabeça de Mamãe ("La Tête de Maman", dir Carine Tardieu, França, 2005 )


Mas, como o tempo é pouco, escreverei aqui a conta gotas. E vocês também terão mais tempo para digerir os comentários...

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10° lugar

Ferias ("Ferien", dir Thomas Arslan, Alemanha, 2007)


Depois de ter assistido a um filme talvez mediano, vou novamente para a fila lá fora deste filme. Na sinopse parecia interessante, salvo o ar de depressão que senti na foto da programação. Tudo bem, encarei de bom grado o segundo filme do dia, afinal estava disposta a passar ali o resto do Indie intensamente cinéfila, já que era o último dia de festival.

Bom, se pudesse resumir tudo numa única palavra seria a palavra 'tédio'. Um tédio to
tal. Todo o filme, toda o enredo. Os personagens, as paisagens, as movimentações. Tudo é parado demais. Soa até falso.

Um filme que conta do vazio da vida de uma família, de seus problemas mal resolvidos, de suas relações conturbadas. Fala da calma do campo sem qualquer charme ou beleza. E o clima de fim de domingo em que pode predizer grandes acontecimentos ou o tédio total é constante.

O longa tenta retratar uma família e suas relações, mas não se atém a nenhum foco. Nem mesmo só a família. E talvez o foco fosse mesmo a paisagem de sítio, da calma do campo... E sinceramente, se foi essa a intenção de seus realizadores não ficou muito claro e nem convidativo. Ou seria mesmo só o jeito de contar como é passar as férias em família. Mas daquelas famílias que sempre se espinham quando se ajuntam.



Os planos são na maioria abertos e nem a paisagem merecia tão vaga atenção
. E as cores pouco exploradas. É tudo parado demais, esperando uma tempestade, um vendaval, uma coisa qualquer. Sabe a ressaca do mar?

E quando um personagem morre e você acha que ali é o ápice do drama, não se vê única lágrima. Não se ri nem se chora. É um filme frio em que nem a brisa, super presente nos cafés na mesa do jardim, tem seu merecido lugar, apesar de chamar a atenção do espectador quando 'briga' com o jornal do moço ou avacalha os cabelos da senhora. No fim fica só a sensação de que se viu um filme para nada. Sem catarse nenhuma.

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9° lugar

Deixando Barstow ("Leaving Barstow", dir Peter Paige, EUA, 2008)


Pra começar não era pra eu ter visto este. Nos planos estava ver aquele documentário sobre a Venezuela e o governo Chavez na sala ao lado. Meu amigo já estava lá me esperando sair da outra sessão para vermos juntos. Mas minha irmã, com seu jeitinho meio discreto de dizer "fica comiiiigo", me puxou pra outra fila. Ficamos pra ver um drama de tom adolescente e nem um pouco atrativo já de início (e isso só lendo a sinopse e observando a foto de divulgação).

Mais um filme de conflitos adolescentes. Não que não seja importante retratar esses conflitos de alguma forma, mas é que a maneira foi assim... um pouco insossa. Talvez a paisagem e o clima desértico do oeste americano... Com aqueles cenários áridos e sempre muito suados. Fico me perguntando se as pessoas tomam banho nesses lugares.

Aquela famosa imagem de lanchonetes americanas com suas garçonetes sofre um pequena mudança se transformando num restaurante chinês. Parece até bizarro, no meio do nada americano um restaurante chinês onde se trabalham mulheres de meia idade cheias de sonhos e vontades, mas todas frustradas.

A impressão mesmo é que nesses áridos lugares não existe alegria ou qualquer vontade de vida. Há os que se matam, os que se mudam, os que fogem. E quem fica está triste a aceita essa condição simplesmente. Não dá pra entender. Realmente não dá. E isso se repete em quase todos os filmes desse cenário. Resta-me pensar que a realidade não é diferente.

No final, se você gosta de personagens sem as rédeas de seus movimentos, sem vida, sem graça, sem borogodó nenhum, vai gostar do protagonista. O que salva é a paixonite do garoto que 'deixa Barstow'. Ela sim tem vida. Mas infelizmente ninguém mais. Não pra mim...


Entretanto o filme tem uma ótima qualidade técnica. Os atores são bons, a luz, as cores, a imagem, tudo... Pena a história ser tão sem graça. Inrrecomendável.

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Aguarde os outros lugares da lista, rs.

Até.

quarta-feira, outubro 15, 2008

INDIE 08

Passeando pelo Indie 2008 - Mostra de Cinema Mundial por esses dias...
Assistindo tudo o que dá. Filmes bons, filmes ruins... expectativas e frustrações. Normal, né...
Mas em breve comentários críticos a respeito dos melhores por mim vistos. Aguarde.

Quem estiver em BH e não está a par do Indie, fique esperto e acesse a programação no site oficial e se organize. Lembre-se cinema de graça e
de boa qualidade não é todo dia, hein...

terça-feira, outubro 07, 2008

questão

Toda maioria é burra?!

domingo, outubro 05, 2008

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Me sinto distante de todos
assim como se fossem ameaças
mas talvez quem seja mesmo
sou eu.

As voltas e meias
no varal e nas janelas
por onde eu vá ou veja
um cinza e chuva gélida.

O que acontece nem sei
só aconteceu e comigo
será o tempo ou meu coração
que esqueceu mesmo de amar?

Ou isso nem seja amor
só mesmo um jeito de ser
distante, parado
como se o movimento do mundo fosse o bastante.

Lembro de uma fala
de que tudo passa
mas se passa isso tarda
pois o tempo voa!

quarta-feira, outubro 01, 2008

notas ligeiras

Estou largando o estágio para tratar das minhas coisas. Em breve entrarei em processo de gravação das minhas canções, para em seguida disponibiliza-las aqui na Internet. Agora, como a gravação será caseiríssima, eu não faço a mínima idéia de quando isso estará pronto, rs. É preciso paciência... daqui e daí.

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Novas idéias surgem a cada segundo para um novo projeto. Há duas semanas a empolgação está tomando boa parte de meus pensamentos para o desenvolvimento deste. Mas, infelizmente não posso adiantar mais nada além de se tratar de um projeto relacionado à música e seu processo de produção. Aguardem.

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Uma das coisas mais interessantes da faculdade tem sido a disciplina que trata do neoliberalismo. Já ouviu falar sobre isso? Pois é... uma loucura, rs. Uma verdadeira aula de história que me deparo a cada dia com mundos diferentes e completamente desconhecidos por mim. Aula de hoje? México. E a incrível informação: lá existe um movimento dos indígenas que discute o neoliberalismo usando a Internet! E o mais incrível!! Como um grupo rebelde e situado no meio da floresta (que agora não me lembro o nome) consegue se comunicar com o mundo utilizando a Internet? Ficou curioso? Acesse:
http://www.ezln.org.mx/ .

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Estou me reciclando tecnologicamente. Tomando vergonha na cara e tentando entender como funciona essas coisas que você agora encontra em todas as páginas... Assim como rss (esse é fácil, rs), tecnorati, delicious, podcast (até hoje não consegui usar tal ferramenta, rs), twitter... etc. A cada dia eles inventam uma coisa nova e a gente fica pra trás... aff.

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Acho que é isso. Por enquanto... rs.

segunda-feira, setembro 29, 2008

Fórceps e 4

Algumas mudanças na minha vida estão sendo primordiais. Talvez por algum tempo deixe um pouco de lado este espaço. Mas não antes de escrever e descrever aqui o que foi por mim vivido nos últimos tempos... rs.

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Há um ano nascia um coletivo na minha querida Sabará City. O nome desde já mostrava seu caráter adverso ao estilo sabarense, Fórceps. E quem começava tal jornada eram velhos conhecidos meus. O que ninguém acreditava, ou esperava de fato, era que o Coletivo Fórceps iria dar certo e abrir portas antes nunca imaginadas na cena local.



Manolo's Funk

Foi com um evento pequeno e tímido que as atividades começaram em 2007, a primeira edição do Festival Escambo. Muita chuva, um lugar apertadinho e um público ainda um pouco perdido. O Escambo I não conseguiu nem dar idéia do que viria acontecer meses depois. Foi quando realizou em praça pública o Minas Instrumental, donde saiu umas das revelações da música instrumental dos último tempos: o 4.

A banda é formada por amigos meus, que apesar de terem tocado durante toda a vida em outros projetos sempre senti certa insatisfação por parte deles na música. Depois de vê-los tocar pela primeira vez, logo percebi que nascia ali um grande projeto, profissional ou até mesmo de vida de cada integrante.



Então a segunda edição do Fest. Escambo aconteceu recentemente ali na praça do coreto, no centrinho de Sabará. Foram 2 dias (20 e 21/09) de programação com palestras, reuniões e shows. Cinco bandas, cada uma de uma cidade e todas ligadas a um coletivo, se apresentaram durante todo o domingo, revolucionando o hábito domingueiro dos nativos que passavam pelo local.

4



O rock, o rap... a boa música reverberou nos ouvidos de toda a galera e rendeu muitos elogios. Mas esse texto na verdade nasceu por causa do estrondo 4... Foi o auge do dia, já diziam os Gomas. Todo mundo parou pra ouvir apesar da chuva que ia e vinha. Os meninos estão muito bons e cada vez melhores. Não perdem pra ninguém em todos os quesitos da boa música. Mas digo aqui não comparando só à música instrumental, mas à boa música da atualidade. E eles merecem.


Para terminar, vão aqui uns elogios pra galera do Fórceps que estão se superando cada dia mais, rs. Valeu galera por fazerem acontecer boas coisas por aqui e aí...

terça-feira, setembro 23, 2008

hásão

é assim
sempre falta um ás
uma grama de atração
uma vírgula de ão

o que há
hão de ser em vão
em paz
um pão

pode ser
nada má
ser mão
de cá

quanto falta
e eu na maré
só de esperar
com dor no pé

terça-feira, setembro 16, 2008

Sou nóS

É certo que a sensibilidade e a incrível inventividade melódica de Marcelo Camelo não são nenhum mistério. Não é assim a toa que o moço é consideradíssimo por todos um grande compositor e tudo o mais. Não acho ele um gênio, mas é realmente incrível! Dá até inveja, rs, aquela da boa sabe.... rs.

Sou é seu novo cd, ou será que seria nós?... uhm, mais uma boa tirada. E mais, está disponível em parte nesse
endereço, gratuitamente. Adoro essa coisa de disponibilizar música gratuitamente pela net...

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Sou parece uma carta de férias no Caribe ou no Rio... Daquelas que mandamos pra alguém que gostamos demais enquanto vivemos um momento pulsante na vida. É um sorriso calmo no rosto sereno com gosto de limonada geladinha no beijo. É aquela dorsinha de solidão de fim de tarde com cheiro de chuva. É um assovio solitário numa caminhada pelo parque olhando os pés passarem por meio-fios e gramíneas verdes. É um abraço gostoso e revigorante com uma lata linda de biscoitos amanteigados...

Marcelo parece leve, sem amarras de qualquer categoria. Mostra-se todo. Pelado. Parece o amor, assim sem protagonista, só o sentimento. Mesmo a solidão não abala o coração nem o afunda na depressão. Apesar de dizerem que é um disco depressivo... não. É aquela solidão normal, inerente, que todos vivemos um pouco. Aquela de escrever poesias sozinho no quarto escuro e comer uma barra inteira de chocolate ao leite. Seu violão está mais violão que nunca... uma graça. Uma pena é às vezes pouco se ouvir a voz dele, ficou baixa demais em alguns momentos.

Hurtmold é sutil e na medida necessária para emocionar a mais cândida das almas tolas desse mundo, rs. Já conhecia a banda de anos e anos atrás, mas me esqueci dela durante muito tempo pra me surpreender novamente agora. Lindos timbres e um jeitinho de balanço que me faz quase chorar. Parceria gostosa como goiabada cascão e queijo canastra. Doce de leite com queijo e coco...

A participação de Mallu é lindinha demais, quase do jeitinho que ela parece ser na vida real. Aliás, parece maduro demais pruma menina de 16 anos que gosta muito de folk e tem um voz linda pro inglês. Parece não ser a Mallu que canta Tchubaruba, parece ser uma moça cheia dos amores passados na vida. Mas, sei lá, só parece, rs.

Dominguinhos é, como sempre, incrível. Sou fã e a-do-ro acordeom. Simplesmente. Assim como os próprios Dominguinhos e Camelo.

Sabe aqueles suspiros? Ahh... de se dar durante todo o disco (apesar d'eu ter ainda somente as 10 faixas livres da net, mal posso me segurar de vontade de ouvir o resto, rs)...

Próximo passo? Vou ali colocar o som bem alto (alto) na sala de estar e afastar os móveis pra dançar daquele jeito meio desengonçado, o mais gostoso... e comer uma barra de chocolate ao leite com castanhas do Pará, rs.

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Pra finalizar? Escolhendo um hit? ... uhm... um não, dois! “Menina Bordada” e “Mais Tarde” E um grande abraço de parabéns pro Marcelo e Hurtmold! Valeu!!!

segunda-feira, setembro 15, 2008

Papo pop, pra lá e pra cá...

Se entre olharam...

- Desculpa, mas não desce.
- Faz uma forcinha.
- Num dá pra engolir!
- Mas por quê?
- Não sei... deve ser aquele olhar de peixe morto... ou a bichesa que não sai pra fora...
- Ái, quanto preconceito!
- Preconceito que nada! Só acho ele um bocado arredio demais, forçando amizade. Não é do tipo de gay que eu e dou bem...
- E todo bicha tem de ser extrovertido?
- Não! Mas ele me irrita... rs
- Na verdade também nem gosto dele.
- Hahahahaha. Tá vendo?
- Hehehehe... pois é.

sábado, setembro 13, 2008

Adeus MBC 2008... e Milenium por hora


Então acabou. Assim, de uma vez. Duas últimas apresentações e pronto, foi-se mais uma etapa. Nos despedimos do Mercantil do Brasil Cultural 2008 assim...


10.09 - Governador Valadares


A terra do calor, dizem. Pois bem. Fez um calor muito danado, mas disseram os nativos que fica ainda mais quente... Não fiquei com vontade alguma de experimentar, é verdade, rs. Mas foi suportável e sudoríparo. Além das roupas normais, os figurinos ficaram um pouco muito suados...

Regados a água de coco e alguns picolés montamos as coisas e fomos almoçar, como de costume, esperando pacientemente pela passagem de som. Antes ainda de irmos para a praça meu ouvido direito entupiu quase totalmente. Meu Deus! Como ia fazer com o espetáculo do dia? Tentei todas as formas de desentupimento, mas não resolveu nada... Tudo bom, vamos para a praça.

Já no local as coisas atrasaram um pouco. O som não estava todo pronto e o calor estava quase insuportável. Na passagem de som, claro, estava tudo meio estranho. Sem a referencia do meu ouvido direito confiei na sensibilidade dos outros, que também reclamaram do som. Foi mais tarde, à noite, quando a última música começou que tudo ficou mais estranho ainda. O retorno parecia desregulado e assim a música desandou e o público mal mal aplaudiu. Uma pena... Mas, além deste detalhe, no decorrer do espetáculo muitas coisas estavam com quinas, sem a energia necessária.


No final, compartilho do ponto de vista do Diretor quando, depois do espetáculo ter terminado e estar tudo desmontado, nos reuniu e disse que a apresentação foi terrível!! Com todo o calor do momento culpou alguns detalhes e pediu mais atenção, concentração e disposição para fechar o ano com chave de ouro.

11.09 - Ipatinga


A praça, ou melhor, Parque Ipanema é uma lugar enorme!! E muito bonito, com lagoa e tudo. Foi no meio dessa imensidão que montamos o caminhão para nos apresentarmos prum público muito grande, segundo a expectativas dos muitos barraqueiros que estavam do lado de fora do parque. Muito bem, calor demais também. Mas tudo bem...

Um almoço demorado e uma visita ao teatro da Usiminas dentro do shopping da cidade. Muito bonito e com infraestrutura desejável de qualquer artista. Bora pro hotel que mais parecia uma grande vila, com casinhas em vez de andares de um enorme prédio.

Uma montagem tranqüila e uma passagem de som menos conturbada começou o fim de tarde. Um ensaio a mais de músicas chaves do espetáculo deu um gás a mais para o grupo. Uma reza com quase todos da equipe do projeto também fortaleceu as energias todas. Tanto de elenco como de técnica, produção etc. Todo mundo concentrado e pronto pra mais um espetáculo.

Então transcorreu talvez a melhor apresentação de toda a temporada MBC 2008. O ritmo bem acertado, as piadas todas funcionaram, as canções com as energias necessárias. O público incrivelmente atento e presente. Tudo certo demais até, rs. Bom isso...

Para fechar o projeto, uma despedida da galera rolou mesmo na beira da piscina do hotel, já que infelizmente não foi encontrado qualquer restaurante ou mesmo bar que pudesse servir algo de comer pro pessoal da técnica e nos abrigar para a última confraternização. Mas em posse de algumas poucas latas de cerveja, um violão e um pandeiro entramos madrugada adentro. Teve muito bom.

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Em nome de toda Cia de Yepocá, e em meu nome, claro, agradeço por tudo:

À toda equipe técnica que teve papel de suma importância para que tudo transcorresse sempre bem. Agradeço à toda equipe de produção da ArtBHz por fazer possível tantas apresentações e dar tudo certo. Aos motoristas que levaram e trouxeram tantas vezes equipamentos, pessoas e outras coisas mais. Agradeço ao Banco Mercantil do Brasil por nos dar a oportunidade de fazer a arte acontecer nesse país, principalmente leva-la a tanta gente que pouco tem esse contato. Agradeço a todo o público que nos prestigiou, nas boas e más apresentações. E aos meus grandes colegas e amigos de elenco. Valeu!!

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Milenium é uma peça da Cia de Yepocá patrocinada na sua montagem pelo Banco Marcantil do Brasil, que no decorrer deste ano também levou sua apresentação para 13 cidades de Minas Gerais.


Ficha técnica:

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Concepção, dramaturgia e direção geral:_ Bruno Godinho
Assistente direção e colaboração de t
exto:_ Débora Mazochi
Direção/consultoria musical:_ Fernando Muzzi
Trilha sonora original:_ Bruno Godinho e Mariana Lima
Direção teatro de sombras:_ Suzana Louzada
Elenco:_ Bruno Godinho, Camilo Rocha, Fernanda Linsk, Jéssica Tamietti, Luisa Goreti, Mariana Lima e Michelle Braga
Iluminação:_ Henrique Machado e e Joana D'Arc
Cenografia:_ Bruno Godinho e Juliana Buli
Preparação vocal:_ Valéria Braga
Oficina "O Corpo do Ator":_ Vanessa Alves
Assistente direção musical e vocal:_ Mariana Lima
Concepção e confecção de figurinos:_ Juliana Buli
Confecção de perucas (espuma):_ Camilo Rocha
Cenotécnica:_ Nilson Santos

Maquiagem:_ Cacá Zech
Confecção narizes de látex:_ Anita Fernandes
Coordenação de produção:_ Bruno Godinho e Luisa Goreti
Produção e realização:_ CIA DE YEPOCÁ

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Agora, que venham outras apresentações por aí. Se você se interessou, entre em contato com a produção da Cia de Yepocá.

Quer relembrar como foi a temporada MBC 2008 de Milenium? Clique aqui então.