sexta-feira, maio 18, 2007

scales, scales and scales...

Rafael Mendez -
Flight of the Bumble Bee & Mexican Hat Dance


Madeleine Peytoux - Careless Love
Olha o violão dela, um Gianini velhaço do tamanho do meu...

sábado, maio 12, 2007

primeira semana

Olá meus caros e minhas caras e coroas! Tudo certo por aqui e algumas novidades por conta da primeira viagem turnéctica da flor Hypólita.

08/05 ----- Caratinga
09/05 ---- João Molevade
10/05 ----- Itabira
Saímos da capital na segunda, dia sete, rumo a Caratinga. Mais ou menos umas seis horas de viagem, e isso porque o motorista fez um caminho bem longo. Chegamos por volta das oito horas noturnas para um jantar bacana com o pessoal da produção. No dia seguinte as atividades estavam marcadas apenas para começar às duas da tarde, e como não tínhamos muito o que fazer montamos as coisas um pouco mais cedo. A noite chegou e as pessoas vinham de todos os cantos. A apresentação correu num ritmo meio lento, a platéia não parava de falar, alguns problemas na sonorização, microfonias, interferências. E o principal, o grupo estava um pouco desunido, desconcentrado. Mas acabamos e desmontamos tudo. Por volta das onze e meia o jantar já estava sendo servido e nós todos muito cansados e tristes com a ruim apresentação do dia. Todos os problemas e as possíveis soluções eram comentando minuciosamente naquela mesa enquanto a comida ia e vinha. Fomos para os aposentos um pouco tarde, porém a programação do dia seguinte pedia pontualidade. Iríamos partir para João Molevade na próxima manhã precisamente às 8 matinais.

Carro pronto, bagagem, tudo. Chegamos com o tempo muito estranho em João Molevade. Estava um chove num chove danado e a produção estava tentando achar um plano B se caso chovesse. Almoçamos preocupados com a chuva. Depois fomos direto para a montagem do cenário. Quanto mais se avançava a tarde, os ventos se revoltavam e pareciam querer levar tudo embora. Nos preparamos mais cedo para podermos nos concentrar melhor. Uma reza e troca de energias positivas, o que não ocorreu no dia anterior e o principal fator que desencadeou uma má apresentação pela minha opinião. Apesar dos ventos e da equipe de produção quase toda ter tido que segurar o cenário, o espetáculo correu melhor que na noite anterior, mas alguns pequenos problemas técnicos ainda nos deixaram um pouco nervosos. Nada de morrer, mas erros são erros. Mas, talvez o público, mais comportado que no dia anterior, nem tenha percebido. A viagem do dia seguinte não necessitava ser tão cedo o que foi bom pra dormir um pouquinho mais. Prontos às 9 horas e rumo a Itabira.

Chegamos ao hotel e os quartos não estavam liberados ainda. Fomos almoçar e os quartos ainda estavam sendo arrumados. Fomos então ao reconhecimento da praça do dia e voltamos ao hotel para nos organizar antes da montagem do cenário. Um dia mais tranqüilo apesar do frio para o qual me encontrei desprevenida. Muitos transeuntes. Um palhaço local tentando entrar pro projeto, coitado, foi frustrado. Mentes mais relaxadas e experientes em relação à peça. Muita conversa e agilidade na montagem e preparação de tudo. À noite a concentração antes do espetáculo foi mais detalhada e mais longa. Energias mais conectadas. E correu tudo bem. A técnica toda funcionando e tudo mais. O único problema foi que uma das convidadas da platéia não quis ir até o palco e isso deve ter atrasado o espetáculo nuns cinco minutos ou mais, entretanto foi muito bom por que a platéia toda interagiu mais e mais com a peça e a história. Logo, foi o melhor dia pra nós...

Como a noite anterior acabou bem tarde depois de muitas pizzas a sexta-feira começou também mais tarde por conta de um tempinho a mais de cama para todos. Saímos às dez horas de Itabira rumo Belo Horizonte. No meio do caminho muita conversa e especulações sobre onde iríamos almoçar, mas o telefone toca e somos avisados de um acidente na BR que engarrafou quilômetro e quilômetros de estrada fazendo-nos a cortar pela cidade de Caeté. Para quem não conhece, eu explico: a estrada de Caeté é como uma montanha russa, cheíssima de curvas e muito, muito ruim de passar quando se está com muita pressa. Então já viu né?! Uma de nossas colegas até passou mal tendo que parar um pouco e tomar um Dramin. Então com a passagem por Caeté, Sabará estaria no roteiro sem dúvida. Então fiquei por cá, Sabará City. Cheguei em casa por volta das 12:50 do dia 11/05 morta de fome e tontinha ainda da estrada. ... E eu ainda não tive saco de desmontar minha mala toda, estou indo por etapas...

A peça Hypólita - uma história de amor é da Cia de Yepocá que foi patrocinada no processo de criação pelo Banco Mercantil do Brasil e está inserida no projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007.

terça-feira, maio 01, 2007

terça insana

No último final de semana o grupo teatral da Terça Insana visitou a capital mineira para a apresentação do espetáculo Ventilador de Alegria. Bom, o combinado era que meu cunhado iria comprar os ingressos (ele trabalha em BH e tem, teria?, mais facilidade de locomoção por lá, logo, seria mais fácil pra ele comprar-me o ingresso), e eu falei com uma certa antecedência, porém ele foi comprar mesmo só um dia antes do último dia, ou seja, comprou no sábado para irmos nos domingo... O que ocorreu? Ficamos com os assentos não numerados, que se posicionam ao longo da platéia em todos os buraquinhos possíveis. Fato é que ficamos no fundo, bem perto da saída. E o bom é que como o teatro não era tão grande tive uma boa visualização dos atores... E foi muito bom!

Esse personagem eu não tive a oportunidade de ver ao vivo, mas é um dos melhores que já ví no you tube. Muito bom.

sábado, abril 28, 2007

hypólita

Na última quinta foi o dia mias louco dos ultimos tempos. Sem falar na semana toda que antecedeu este dia. Foi nossa primeira apresentação com um público respeitavelmente grande e com todos os adereços cenográficos do inicio ao fim. As músicas todas trabalhadas. Trabalhamos muito para finalizar o cenário, os figurinos, todos ajudando no possível. Na quinta chegamos cedo no teatro para montarmos tudo e com calma. Nossa acabamos de montar faltando no máximo uns 15 minutos para o horário de inicio da peça. Quanta trabalheira!

Então as luzes se apagaram e a minha cena era a primeira e... meu Deus quanto nervoso. Minhas pernas tremiam e não sabia pra onde olhar... a voz quase embargou e os dedos suavam levemente. Mas logo avistei conhecidos nas primeiras filas. Ahá! Fiquei olhando só pra eles... e foi correndo assim, fluido apartir daí... ótimo. No fim, muitos abraços e elogios, tudo o que a gente precisa depois de muito trabalho!! Muito bom mesmo! Espero repetir isso muitas vezes com o mesmo público e outros e outros... hehe.
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Pô, apenas com três meses para criação e preparação desde elenco ao cenário e etc, daí eu penso, nós somos loucos mesmo! Trabalhar com gente superativa assim num é pra qualquer um não. E, talvez, se num fosse com um prazo tão curto não teria saído tão bom assim. O que dirá meu chefinho, O Diretor, rs. Mas é bom, tá sendo muito bom...

quarta-feira, abril 25, 2007

últimas

Ensaios
Desde quarta da semana passada não paramos. Arrumar cenário, adereços, cenário, adereços... pintar, colar, costurar, medir, tudo tem que ficar certo pra estréia! Ah, a estréia! Que frio na barriga, taquicardia, suadôr na mão! Que nervo e aquela velha frase "meu, fala sério!"... Estresse pra tudo quanto é lado. Diretor, jardineiro, advogada, andarilhas... Exaustos até o limite vamos embora sempre tarde, nem tanto pro pessoal conseguir pegar o metrô, mas tarde demais pra acordar no outro dia às cinco e meia da matina. Ensaio geral e as músicas estão meio levitando na boca dos atores. Ài meu Deus. Calma, vai dar tudo certo. Agora é descançar bastante, repassar minha parte e partir pro palco. Os nervos a gente dá um jeito...
Peça
Cia de Yepocá apresenta: "Hypólita - uma história de amor" . Pra quem ainda não sabe, a minha peça estréia agora dia 26, quinta, no teatro Francisco Nunes em BH às 20:00h, entrada franca. Quem estiver na cidade aproveite por que só vamos voltar a apresentar aqui só em agosto. No meio tempo vamos fazer uma turnê pelo estado de Minas Gerais pelo projeto Mercantil do Brasil Cultural. Vou colocando as datas e as cidades periodicamente aí ao lado superior direito da tela, é só acompanhar e ir quando der. Só o que posso dizer é que é uma comédia deliciosa e para todos os gostos e idades. Aproveite.
Pausa
Eis um comunicado meio desconsertante, os Los Hermanos deram um tempo. Ontem foi no site oficial, hoje está em todos os noticiários. Alguns lamentam, outros bradam revoltados com a situação da música brasileira e a falta de bandas tão boas similares, outros apenas dizem "nossa", outros ainda mal se preocupam, "aqueles da Ana Julia né?!", e outros que tentam entender mais afundo, teoricamente falando, a razão de tamanha atitude. Os fãs loucos quase entram em desespero e eu penso, "antes avisar que deu um tempo do que a gente fiar esperando cd novo pra eternidade...". Pode parecer engraçado, mas eu acho até bom os caras terem feito isso, por que aí a gente vai poder conhecer os dotes de cada um fora da banda e isso é muito enriquecedor. De todo, e por fim, o que se pode fazer não é? Só sei agora que não vou a nenhum show dos Los Hermanos esse ano mais...

sexta-feira, abril 20, 2007

cachorro também é gente

Minha cachorrinha, que nem é tão cachorrinha assim mais, é uma graça.
Outro dia eu estava a ir por alguma ração para ela.
Ela, ao me ver, saiu correndo pelo mato do quintal e eu fiquei sem entender.
Mas esperei que voltasse para fazê-la o último carinho.
Então vem correndo toda desajeitada meio de banda com uma meia maçã na boca.
Coloca as patinhas encima do portão com a fruta na boca me mostrando aquilo.
Aquela fruta que tinha ganhado mais cedo para se deliciar.
Áh, ela adora frutas!!
E veio me mostrar aquela tamanha preciosidade do dia.
Eu quase morri de tanto orgulho, como uma mãe morre quando o filho dá o primeiro passo.
Era tão linda a cena e eu adorei aquilo.
Fiz muito carinho nela e depois ela foi dormir tranquila.
Minha cachorrinha é tão linda...
Ai ai...

domingo, abril 15, 2007

violins - ' why? '

... até certo ponto um pouco de beck, ou jeff buckley? ...

áh vai! A n d r e w B i r d ! !

quarta-feira, abril 11, 2007

minha personalidade?

minha pessoa costuma ser meio complexa às vezes, assim como todo mundo, creio. e apesar de não conter as fotos mais adequadas foram escolhidas as mais próximas, claro. foi meio que passar o tempo mesmo, distrair, já que num fui à aula hoje...

quarta-feira, abril 04, 2007

mania de escritora

Nunca me senti uma escritora. Sempre tive muita dificuldade em discorrer sobre um assunto por folhas e folhas. Daí me auto defini, também como uma forma de me justificar, como concisa e simples [tudo bem, nem todas as vezes sou simples... mas...]. É verdade que poucas pessoas ouviram ou leram isso de mim. Prefiro não me definir em hora nenhuma, mas é imprescindível quando nos auto avaliamos e queremos algumas respostas...

Uma vez fui escrever um texto prum concurso desses que tem por aí. Uma das premissas era de que o texto teria de ter dez páginas. Minha vida de escritora era tão curta e relapsa que o desafio foi muito grande. Tudo bem, eu não sabia disso e mesmo assim assentei-me em frente à tela e usei toda minha criatividade para discorrer sobre o assunto, que diga-se de passagem não fui eu quem o escolheu, claro, era um concurso. Como mal consegui preencher as dez folhas foi daí que me veio a idéia de que eu nunca conseguiria escrever um romance. De que só sirvo para escrever pequeninos contos, e nada mais. Ainda penso assim, mas talvez seja mais pelo fato de que não tenho muita paciência de ficar parada em frente à maquina simplesmente escrevendo.

Sabe, sempre escrevi quando me dava vontade, sem aquela obrigação [seja qual for...]. Escrevia simplesmente para me esvaziar, colocar coisas no papel tais que não saía falando por aí, coisas que não teria com quem falar. Escrevia poemas depressivos demais para conseguir ler depois. Contos estranhos como filmes do Tarantino. Escrevia, escrevia, sozinha no meu canto, fosse na sala de aula, fosse no meu quarto em casa. Uma caneta tinteiro preta que sempre entupia, um papel, fosse qual fosse. Escrevia assim e minha adolescência esvaia-se junto com a tinta preta. O bom, ou menos ruim, é que esse meu estilo foi por um tempo curto. Com quatorze anos a gente é meio boba demais sabe.

Então permeei-me no mundo virtual com um blog. Fui abandonando a caneta, mesmo por que ela não desentupia mais e não tinha mais a vontade de me recolher aos cantos para ficar escrevendo pensamentos depressivos. Descobri outras coisas, assim como a poesia inventiva. Como eu nunca consegui entender as vertentes literárias, inventei meu estilo de escrever, tal que deve se encaixar logicamente em algum estilo, mas que eu nunca me dei o trabalho de descobrir ou limitar-me a este. Afinal, como uma forma de arte se limita em estilos? Digo, a arte é libertadora ou não? Ou escrever literatura não é arte? É como na música, aquele que se limita a um estilo só musical é besta, por que é justamente limitado demais para criar coisas novas. Artista que é artista não se limita, ora. Ele pode sim ser classificado dentro de um estilo, mas isso só depois de todas as obras feitas e avaliadas. Creio que ele não se preocupa com isso ao fazer, creio que nem se preocupe com isso nunca. Quem tem esse encargo são aqueles coitados dos críticos de arte.

Não tenho qualquer pretensão em me determinar como escritora. Estudo jornalismo e isso é o bastante para me fomentar a escrever e enfim escrevinhar. Tudo bem que nessa função a gente escreve muita coisa que não quer. Sobre assuntos que não nos interessamos e que não vemos quem se interesse por isso, mas continuamos ali, escrevendo. Pelo menos como desafio próprio, do tipo 'meu deus, será que vou conseguir fazer um texto bom com esse tema tão ruim?'. Entretanto me limitar somente a este tipo de fomento é um tanto castrante. Prefiro continuar a escrever sobre frivolidades e importâncias minhas. Assim pelo menos nunca vou me render somente ao factual jornalístico. Tenho imaginação também...

Enfim, não sou escritora, mas escrevo. E isso será o suficiente? Por enquanto... E só escrevi isso tudo por causa de um texto do Steve Martin que li no site da revista Piauí. ... aiai...
*ouvidos seleção indie rock para fomentar os miolos

sábado, março 31, 2007

Logo, cloncluo:

Chego à conclusão unilateral dos últimos tempos : não gosto de pessoas estritamente profissionais. Da primeira à última frase só se fala do trabalho e de assuntos profissionais. O 'bom dia' é de acordo com a hierarquia. As gentilesas são de acordo com os interesses. Não que isso seja estritamente profissional, mas é que hoje essas relações estão permeadas destes pequenos fatos.

Indo mais além, dentro de casa e nas conversas com amigos o trabalho não sái de pauta. Até quando reclama a culpa é do excesso da labuta. Viver e trabalhar. Viver para trabalhar... Trabalhar pra viver não é mais o interesse primitivo. Comprar o carro mais bacana, a roupa mais legal, o tênis que absorva mais impacto (e mesmo que não precise!), a bolsa da estação, o celular mais evoluído tecnológicamente, etc, etc... e não acaba mais. Compra-se do trabalho... trabalha-se para comprar.


Conclusão 2.0: Talvez por eu ser um ser pobre e não pertencer à classe assalariada (ou seja, não esperar o dinheiro no fim de todo mês... logo, não saber se vou ter... nunca saber!) tenho essas idéias. Entretanto não restritas a mim e/ou àqueles de mesma condição vivente.

Conclusão 2.1: Dou mais valor às relações inter-pessoais do que às estritamente inter-profissionais. Logo, quem trabalha comigo tem ao menos um nível sutil de pessoalidade com minha passoa. E somente àqueles que não combino (coisa de energia e empatia, sabe) mantenho-me restrita à profissionalidade.

Conclusão 2.2: O ser humano antes de ser trabalhador é e sempre será um ser humano. É isso.

terça-feira, março 27, 2007

prece

é meu pastor e nada me faltará!

humor meio reverso


que humor é esse?
rindo das tragédias
esse riso banguelo
que ri de se ver cair
gargalhada estravagante
e sabendo da própria merda
como se fosse assim normal
e bom assim a perda
um fora, um tombo
desgraça cotidiana
a tua graça se faz
apesar das desgraças
um erro um riso
que humor é esse?
não que goste de sofrer
mas inevitável o riso
pra fugir
só fugir daquilo que
não consegue enfrentar
ri... ria.

domingo, março 25, 2007

rebate-deira

rebatendo a Maria Renata

Meu espanhol é meio deficiente [mal compreendi seu último post] , mas rebatendo o teu comentário:

Sem desvalidar suas palavras, mas andar um caminho só acho que a gente sempre anda, pois num tem jeito de andar vários caminhos juntos. Digo, fazemos escolhas tais que resultam num caminho só, e sim, muitas vezes não é o caminho que mais nos agrada daí fazemos outras escolhas e mudamos a rota, a direção. Entretanto o caminho é um e pronto. E essas direções é que temos de tentar, não é? Sempre mudando. Porém, creio que alguém em algum lugar numa época qualquer já conseguiu tomar um rumo sem mudar a rota nunca... quanta segurança! E esse talvez tenha encontrado aquele que ele sabe bem que é.

É isso que eu queria pra mim
saber do início ao fim.
Sem pestanejar, lamentar
sofrer ou especular.
Ter certeza e só acertar.
Não errar nunca
e só curtir...

Mas sabe-se, a felicidade não é normal, e nem a certeza!

No final acho que falamos as mesmas coisas... Podemos dar um dãr pra mim ou continuarmos os devaneios... rs

quinta-feira, março 22, 2007

fundo de cá

pois é
nem sei
o sentimento é meio vago

nem sei se é amor
mal correspondido
tamanha a vontade de amar...

pois é
nem sei
pressentimento meio vago

mal sei se é solidão
e não ter ninguém
tamanha a vontade de me juntar

ái meu caso esse!
marasmo esse meu...
e mesmo com tudo a fazer
e todos envolta
"eu preciso andar um caminho só
vou buscar alguém que eu nem sei quem sou"

e apesar de minha alma estar cinza
e apesar de mesmo sem eu querer
coloro pra não parecer
que estou amarga preto e branco

segunda-feira, março 12, 2007

tempo

Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei

Apesar de tudo e de todas as coisas [ai, adoro essa frase...he]...
não, não é por aí que eu ia começar...

Apesar de todas as aflições [melhorou...]
ái essa nova vida...
O tempo que me falta
e o amor que tirou férias.
O dinheiro que me tarda
e a conta que emagrece.

Ao menos,
e apesar de todas as outras coisas [hehe],
ô coisa boa:
a arte continua correndo nas veias
e o bom é que corre ligeiro.