quinta-feira, julho 05, 2007

novas

Minha mais recente aquisição sonora é Disco Paralelo do Ludov.

Não quero deixar enraivecidos os fãs nem a banda, mas devo falar minhas considerações de primeira vista a respeito. Ouvir Disco Paralelo foi como ouvir Quatro dos Hermanos depois de viciar-me em Ventura e Bloco. Meio banho de água gelada no verão ou morninha no inverno. Pode até agradar em alguns momentos, mas no todo é incômodo por ser insosso, sem graça, desernégico. Me pergunto, a depressão pegou esse povo? Ou é uma crise do diet/light?! As guitarras levemente pesadas e os ritmos enérgicos pra onde foram? Vieram baladinhas de se ouvir antes de dormir ou quando se sente muito só nesse mundão. As letras continuam boas, menos despreocupadas acho. Mas onde foi parar aquele Ludov bacana que eu gostava? É isso né... mas continuo ouvindo-o paralelamente.
[vamos salvar a "Urbana", sim, isso é aquele Ludov]

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O 'concurso' 7 Maravilhas da Blogosfera deu o que falar no mundo blog. 461 bloggers votaram. 2043 blogs votados. E tudo isso sem qualquer prêmio para aquele ganhador. Somente mesmo o prazer de indicar o seu blog favorito e torcer para que seja favorito também de muitas outras pessoas, ou pelo menos que isso possa divulga-lo por aí.

O mais peculiar dessa história é que este evento virtual foi idealizado por uma portuguesa para que essa escolha das sete maravilhas ficasse em território cibernético lusitano, porém vasou pelo mundo e foi parar no continente americano além dos visinhos espanhóis. E como as votações brasileiras foram muitas a '100 sentidos' resolveu criar a categoria "7 maravilhas da blogosfera brasileira" assim como uma categoria para os espanhóis.

E isso tudo me veio tardiamente a saber. Não deu tempo pr'eu fazer minha votação oficial, portanto não pude divulgar os colegas e falar do meu gosto blogueiro. Vai aqui minhas sete maravilhas:

muitos desenhos _ da sem fronteira mariana massarani
vida pública _ da decidida maria renata
pensamentos circulares _ das boas dicas ala Howes
protozoário _ poético e profundo
eh só saudade _ da amanda bia e seus sentimentos
eduardo albini _ e suas cores vivas
desova diária _ a crítica bad trip

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Novo meio auditivo na net é o Mondo 77 fm.

É um site de relacionamento entre artistas, bandas e ouvinte. Com comunidades, redes de contato e até radios on line. Lá você pode ouvir canções gratuitamente, fazer o download de algumas, fazer sua prórpria rádio, ver a agenda de show das bandas cadastradas. E qualquer um pode ter acesso a isso tudo, inclusive as bandas e artistas que quiserem disponibilizar suas músicas no site, pois não precisam ser vinculados ao selo Mondo 77.

Lembra-me nossa querida Trama Virtual com toda sua acessibilidade. Mas tem mais recursos como um site relacionamental ala my space ou mesmo um orkut com musica. [nem tanto, rs]

terça-feira, julho 03, 2007

terceira semana

Não é que eu esteja com preguiça meus caros, mas umas condições de saúde me impedem de ficar muito tempo diante desta máquina. Por essa questão anuncio uma pequena muita mudança no meu estilo de diário de bordo desta terceira etapa da turnê MBC 2007. Então usarei a técnica milenar do uso de tópicos, em que somente as coisas mais importantes são colocadas no papel, no nosso caso é na rede. Assim abreviarei momentos de dor lombar, desconforto para momentos de tosse descontrolada [e neurótica] e cansaço da retina fatigada. Sem mais delongas, eis:

26/06 Ituiutaba
28/06 Monte Carmelo


segunda:
- Saída belorizontina às 8:20 am. 11 de viajem. Chegada a Ituiutaba por volta das 19 horas.
- Jantar. Frio incomum. Quarto desconfortável. Barulho de vizinho incomodando. Dores no corpo.

terça:
- Noite mal dormida. Encontro às 10 matinais na praça do evento. Muito vento.
- Noite sem vento. Espetáculo internamente errante e engraçado. Jantar descontraído e farto demais.

quarta:
- Noite mal dormida. Dores no corpo, febre. Viajem, 3 horas de. Febre. muito mal estar.
- Monte Carmelo com direito à placa "bem vindos". Hotel novo, cheirinho de novo. Dormir o tempo que for possível. Febre controlada.

quinta:
- Sono bom. Banho demorado. Rumo à praça. Tentativas quase todas frustradas na feitura de uma canção de despedida. Montagem sob sol de meio dia. Tudo certo para a noite.
- Elenco sensível e nervoso. Espetáculo quase perfeito. Atriz passa mal e vai parar no hospital. Jantar despedida. Música com êxito. Muita conversa nova. Cama tardia.

sexta:
- Sono quase muito bom, dores no corpo e tosse. Falta água no hotel. Banho rápido. Café rápido. Estrada.
- Viajem 6 horas. Parada em BH no espaço para descarrego de material.
- Chegada cambaleante em Sabará às 19:00 h. Muito cansaço. Resfriado, o retorno.

Balanço geral: Boas terras as do triângulo! Tudo tão plano, o que é raro demais por aqui. Calorzinho maneirado com o frio. Tudo bem tranquilo. Agora um pouco de descanso na movimentação geográfica e recuperação respiratória.

terça-feira, junho 19, 2007

"O Senhor Túlio"

Texto que mandei pro concurso literário da piauí deste mês. Tudo bem que num ficou igual os melhores texto que já fiz, mas... foi o que saiu pra encaixar a tal frase. rs



*

O S e n h o r T ú l i o


Túlio não era um cara muito fácil. Vivia resmungando xingos para todos os lados destinados a todos que cruzassem seu caminho. Não era carismático nem amável. Era um cara muito chato e ranzinza. Mas era barbeiro.

Em sua barbearia tudo era muito limpo. Túlio detestava sujeira. Era álcool para todos os lados. Desinfeta aqui, desinfeta ali. Tudo muito, muito limpo. Até que um dia ele se viciou naquele perfume alcoólico e sua vida começou a mudar. Começou a comprar garrafas de um litro, de dois, dois e meio... e costumava deixa-las abertas no balcão enquanto atendia seus clientes. Alguns achavam esquisito, outros nem ligavam. Mas os mais assíduos adoravam, talvez por serem alcoólatras. E aquilo ia tomando conta da vida de Túlio e ele nem percebia. Ou percebia? Acho que sim, e ele gostava, se sentia muito bem ao lado do Álcool.

Bom, no começo era somente o cheiro que inebriava a vida de Túlio. Mas quando viu que já era pouco para sua vida começou a ingerir aquele líquido ma-ra-vi-lho-so! Os frascos abertos na penteadeira, o líquido espalhado por aí exalando simplesmente o odor já não fazia efeito para ele. Começou então a colocar a culpa em todos pela sua tamanha insatisfação! Eram os verdureiros e suas bancas que faziam feira aos sábados em frente ao estabelecimento. Era o entregador de jornal que entregava para o vizinho. Eram os funcionários públicos que faziam greve no ministério da fazenda. Os índios e sem terra que manisfetavam suas reinvidicações. Eram os ambientalistas e religiosos. Todos! Mas seus clientes ainda estavam meio isentos de tamanha revolta. Assim ele implicava com leiloeiros; apreciava mais os falsários. Sim, os falsários que fingiam também gostar daquele perfume doce só para agrada-lo, bajula-lo, em troca de um pouco mais de simpatia e confiança de se deixar o rosto para a navalha de Túlio.

Certo dia então começou a não ligar mais para limpeza nenhuma. Que se danassem as navalhas, os alicates de unha. Que fosse para o inferno aquela desinfetação toda! Ele queria dedicar-se integralmente agora a um único item: Álcool. Passaram-se dois meses e Túlio teve seu primeiro coma alcoólico. Mais seis meses e outra viajem a um pronto socorro. Então numa manhã de primavera, ao abrir a janela do quarto, Túlio se deparou com aclaridade e o sol monstruoso e quente. Ali ele percebeu: encontrou sua salvação. Encontrou o salvador. No dia seguinte se entregou ao jogo do bicho.



Findo.
Mariana Lima

segunda semana

Para a zona de calor mineira, Hypólita continua a saga turnéctica.

12/06 Teófilo Otoni
13/06 Governador Valadares
14/06 Muriaé


Começamos a semana já um pouco atrasados. Marcamos de sair do espaço de ensaios da Yepocá às 11 horas da manhã mas acabamos esperando a van chegar e logo em seguida o caminhão que ia levar nossos equipamentos.Tudo bem né, esperamos. Saímos exatamente, de acordo com a Gal, às 13:06 hs. Dentro da van já um impasse: 'mas como o dvd pirata do homem aranha 3 não pega?!!!'. Bons minutos nessa discussão vã por excelência e tudo bem, vamos assistir qualquer coisa. Homem Aranha 3 é ruim como todos os outros... Aquela roupa preta aparece quase do nada e vou parar de falar por aqui porquê acho que dei umas piscadas mais longas durante o filme. Mas foi assim (e o filme acabou como havia de ser). Viajamos até as oito da noite. Chegando ao destino fomos para a casa de familiares distantes do nosso diretor para jantar calorosamente amistosamente entre desconhecidos familiares alheios. Tudo bem, tudo bótimo. Um sereno gelado caindo em plena cidade de Teófilo Otoni! Nem os nativos compreenderam. Um churrasquinho, uma pinguinha pra esquentar e muita musica no violão, que diga-se de passagem não me deixaram escapar!


Segundo dia e estamos lá de pé para a labuta! Chegando à praça o primeiro impasse: o espaço! Como a praça é muito arvorada o palco teve de ser montado na rua que corta o local no meio. Tudo bem se isso desse pelo menos uma certa liberdadezinha para os artistas fazerem seus trabalhos bem feitos. Nervos um pouco à flor das peles. Mas tudo bem, tudo bótimo, a gente dá um jeito. Demos, meu palquinho teve de se arranjar encima do passeio e assim algumas cenas mudaram, mas nada de morrer. Como era dia dos namorados, na praça algumas campanhas em prol do sexo seguro estavam acontecendo. E muitas pessoas perambulando sem rumo. Não sei se eram na maioria aposentados, doidos ou à toas, mas tinha muitos. De noite o público quase queria comer-nos. Meu carrinho virou carro alegórico de escola de samba e as pessoas gritavam nomes zoando os figurinos. Bom, quanto aos nomes gritados acho que foram até criativos, mas meu carrinho! eu podia sair andando por aí a qualquer momento. Além disso eu quase não tinha retorno... Aff, de novo?! Por pouco tempo, o técnico do som percebeu e me estendeu seu peluda mão. Mais tarde nada demais, só mesmo o pequeno e fugaz calor do público.

Terceiro! Bom dia!! Às oito partimos rumo Governador Valadares. Alguém me responde quem foi esse senhor e o que ele fez? Curiosidade só. Chegamos por lá e tudo quase deserto. Feriado na cidade. Dia de Santo Antônio padroeiro da cidade. Tudo fechado, só uns butecos, padarias aqui ou láaaa, uma farmácia onde comprei umas coisinhas e mais nada. Fomos à la plaza e outro impasse quase impossível! Problemas da produção com a prefeitura a respeito do espaço reservado para o evento. Esperamos, esperamos. estressamos, mas aguentamos. Foi relativamente tarde quando montamos tudo e fomos almoçar. Pelo menos a comida estava ainda fresca. À noite foi maravilhosa. Sem ventos, sem frio. Tudo calmo e silencioso. O público virou plateia, plateia de teatro. compenetrada, silenciosa, gostosa e totalmente maleável. Qualquer movimento, levantar a sobrancelha, batucar os dedos. Eles viam tudo! E achavam a maior graça! haha... Muito bom, muito bom mesmo! ... Depois de tudo desmontado, encaixotado e devidamente em seus lugares fomos em busca de alimento. Entretanto meus caros, naquela cidade somente uma lanchonete atendia às exigências da "nota série D". Custamos a comer, neste momentos já cada qual em seu apartamento protegidinhos da friagem e da falta de escoros. Os sanduiches que eram de tamanhos elefânticos chegaram e mal foram devorados pelas metades já dormíamos.

Quinta-feira! Acordamos bem, bem cedo. Partimos às sete e pouca matinais para umas cinco horas de viagem para Muriaé. Chegamos e almoçamos, esse negócio de ficar com fome demais tava me matando. Depois fomos para a praça. Lá as coisas estavam minimamente adiantadas, mas os problemas começaram a aparecer de cara. O meu palquinho! Onde ele ia caber?!! A rua lá era quase uma ladeira. O palco e o telão foram montados colados. Mas isso tudo forçou mudarmos as cenas mais uma vez, agora eu ia mudar de lado no espetáculo. Tudo bem, tudo ótimo, vamos lá! Não pensei em pequenos detalhes que me prejudicaram mais tarde, mas é bom que isso tenha acontecido para não errar mais. É que desse jeito invertido eu fiquei sem nenhuma visibilidade do palco, portanto não vi nenhuma cena do espetáculo que não fosse a minha e as que se passavam na plateia. Mas, sinceramente, isso foi o menor mal da noite. Antes um pouco de entrar em cena me senti um pouco estranha. Achei que fosse mesmo só a pressão, então comi algumas coisas e achei que tava tudo bem. Eu mal sabia! Pobre de mim... No meio do espetáculo, na sustentação da advogada de defesa, minhas forças me deram adeus. Um suor frio na nuca, as pernas sem sustentação, os olhos caídos e o corpo só Deus sabe por que não caiu. Não consegui dizer nada, já estava meio rouca desde mais cedo, à tarde. Ninguém da produção estava perto de mim. Uma cortina literalmente me tampava do resto do elenco. Eu só consegui pensar "graças a Deus essa maquilagem é muito expressiva! Ninguém deve estar reparando que estou passando mal...". Mas as notas falhavam. Então tentei chamar a atenção de alguns conhecidos do outro lado da cena, mas ninguém me via. Resolvi então levar até o fim! E fosse o que fosse! Que eu caísse dura daquele meu palco, mas o espetáculo tinha de continuar!! Continuei. Quase fraquejei, mas sabe lá por quê... Depois da última canção e dos bastidores ainda fui elogiada, e pela PRIMEIRA vez pela minha 'magnífica' trilha sonora que "deu emoção, vida ao espetáculo!". Foi o melhor elogio que alguém podia receber em tais condições... Ou melhor, em qualquer condição! rs. Fui quase arrastando desmontar as coisas das partes que me cabiam. Não percebia, mas devia estar de febre. Fui direto para o hotel sem ao menos me despedir solenemente de todo o grupo. O peixe chegou tarde no quarto. Comi e dormi.

Sexta, último dia. Saímos todos junto. Eu de meia febre e o resto de artistas, técnica, produção e etc. Viajamos quase ininterruptamente até Mariana, quando paramos para almoçar. Meu destino não estava tão longe mais, só mais duas horinhas. Muito cochilo e Belo Horizonte em seu trânsito de fim de tarde maravilhoso nos recepcionou na Contorno. Ainda tinha que esperar pelo busão e rumo a Sabará City. Chegando acá, telefonei quase afônica e fui buscada pela minha madre. Foi pisar em casa e a febre foi detectada e altos brados. Sei lá, deviam ser 38 por essas horas. Remédio e mais remédios.

Fim das contas... Resfriei, gripei, sei lá. Febre e catarro é ruim de qualquer jeito mesmo...

terça-feira, junho 05, 2007

fotos de hypólita

sem muito o que dizer, dêm uma olhada nas fotos da peça Hypólita da primeira etapa da turnê



[ EU : Mariana Lima ]


[ Juliana Buli ]


[ da esquerda para direita: Mariana Lima, "Bela do Lugar", Camilo Rocha e Juliana Buli ]


[ da esquerda para direita: Fernanda Linsk, Camilo Rocha, Gal Carvalho e Juliana Buli ]



[ da esquerda para direita: Fernanda Linsk, Bruno Godinho, Mariana Lima, Gal Carvalho, Welington Sabino e Juliana Buli ; e em baixo: Camilo Rocha e Luísa Goreti ]

no site do mercantil as fotos são atualizadas de acordo com o cumprimento das etapas, lá têm fotos de todos os ingredientes do projeto.

segunda-feira, maio 28, 2007

sonhei com a morte

"Era um dia quase normal de família, todos reunidos e tudo normal. Então algo estranho no ar, um clima pesado. Os humores mudaram, havia agora um clima estratégico e gélido. Caía neve, chovia. Era tudo deserto. Somente nós na casa. Algumas discussões entre a família e intrusos. Então minha mãe está morta. Meu pai faz seu funeral sozinho com a ajuda de alguém que nem sei quem é. Mas ao invés de interra-la na terra, eles a jogam na piscina que está cheia de água gélida por causa da neve. Minha mãe embrulhada num manto esquimó de olhos fechados e tão branca quase roxa. Um golpe no coração. Certeiro. Não podia acreditar naquilo, naquela perda tão grande e repentina. Meus olhos não aguentavam ver aquilo. Olhei pro meu pai e ele mantia-se sério, impassível, grave. A respiração foi falha, mas enguli e o dia passou. Eu tinha que lidar com aquilo, o nunca mais ou pra sempre. A rotina voltou de alguma forma e ninguém sabia da morte, e muito menos do corpo na piscina. Meu pai não falava nada. Eu o observava sofrendo dentro de mim, mas de alguma forma sabia que também não devia falar. Ele naquela postura de líder irredutível, expressão austera e quase serena não fosse sua gravidade em baixo dos olhos. Aqueles dias passavam e dentro de mim mal cabia de tristeza. Fui pro meu quarto lembrando da cena. Sentei-me na cama do cômodo escuro e foi como se uma tromba d'água viesse de dentro de mim alavancando tudo pela frente. O coração acelerado, as lágrimas jorrando. Doía muito, doía demais. Então minha mãe sentou-se do meu lado e me abraçou. Abraçou carinhosamente auquele abraço materno, tão quieto aparando minhas águas."

sexta-feira, maio 18, 2007

scales, scales and scales...

Rafael Mendez -
Flight of the Bumble Bee & Mexican Hat Dance


Madeleine Peytoux - Careless Love
Olha o violão dela, um Gianini velhaço do tamanho do meu...

sábado, maio 12, 2007

primeira semana

Olá meus caros e minhas caras e coroas! Tudo certo por aqui e algumas novidades por conta da primeira viagem turnéctica da flor Hypólita.

08/05 ----- Caratinga
09/05 ---- João Molevade
10/05 ----- Itabira
Saímos da capital na segunda, dia sete, rumo a Caratinga. Mais ou menos umas seis horas de viagem, e isso porque o motorista fez um caminho bem longo. Chegamos por volta das oito horas noturnas para um jantar bacana com o pessoal da produção. No dia seguinte as atividades estavam marcadas apenas para começar às duas da tarde, e como não tínhamos muito o que fazer montamos as coisas um pouco mais cedo. A noite chegou e as pessoas vinham de todos os cantos. A apresentação correu num ritmo meio lento, a platéia não parava de falar, alguns problemas na sonorização, microfonias, interferências. E o principal, o grupo estava um pouco desunido, desconcentrado. Mas acabamos e desmontamos tudo. Por volta das onze e meia o jantar já estava sendo servido e nós todos muito cansados e tristes com a ruim apresentação do dia. Todos os problemas e as possíveis soluções eram comentando minuciosamente naquela mesa enquanto a comida ia e vinha. Fomos para os aposentos um pouco tarde, porém a programação do dia seguinte pedia pontualidade. Iríamos partir para João Molevade na próxima manhã precisamente às 8 matinais.

Carro pronto, bagagem, tudo. Chegamos com o tempo muito estranho em João Molevade. Estava um chove num chove danado e a produção estava tentando achar um plano B se caso chovesse. Almoçamos preocupados com a chuva. Depois fomos direto para a montagem do cenário. Quanto mais se avançava a tarde, os ventos se revoltavam e pareciam querer levar tudo embora. Nos preparamos mais cedo para podermos nos concentrar melhor. Uma reza e troca de energias positivas, o que não ocorreu no dia anterior e o principal fator que desencadeou uma má apresentação pela minha opinião. Apesar dos ventos e da equipe de produção quase toda ter tido que segurar o cenário, o espetáculo correu melhor que na noite anterior, mas alguns pequenos problemas técnicos ainda nos deixaram um pouco nervosos. Nada de morrer, mas erros são erros. Mas, talvez o público, mais comportado que no dia anterior, nem tenha percebido. A viagem do dia seguinte não necessitava ser tão cedo o que foi bom pra dormir um pouquinho mais. Prontos às 9 horas e rumo a Itabira.

Chegamos ao hotel e os quartos não estavam liberados ainda. Fomos almoçar e os quartos ainda estavam sendo arrumados. Fomos então ao reconhecimento da praça do dia e voltamos ao hotel para nos organizar antes da montagem do cenário. Um dia mais tranqüilo apesar do frio para o qual me encontrei desprevenida. Muitos transeuntes. Um palhaço local tentando entrar pro projeto, coitado, foi frustrado. Mentes mais relaxadas e experientes em relação à peça. Muita conversa e agilidade na montagem e preparação de tudo. À noite a concentração antes do espetáculo foi mais detalhada e mais longa. Energias mais conectadas. E correu tudo bem. A técnica toda funcionando e tudo mais. O único problema foi que uma das convidadas da platéia não quis ir até o palco e isso deve ter atrasado o espetáculo nuns cinco minutos ou mais, entretanto foi muito bom por que a platéia toda interagiu mais e mais com a peça e a história. Logo, foi o melhor dia pra nós...

Como a noite anterior acabou bem tarde depois de muitas pizzas a sexta-feira começou também mais tarde por conta de um tempinho a mais de cama para todos. Saímos às dez horas de Itabira rumo Belo Horizonte. No meio do caminho muita conversa e especulações sobre onde iríamos almoçar, mas o telefone toca e somos avisados de um acidente na BR que engarrafou quilômetro e quilômetros de estrada fazendo-nos a cortar pela cidade de Caeté. Para quem não conhece, eu explico: a estrada de Caeté é como uma montanha russa, cheíssima de curvas e muito, muito ruim de passar quando se está com muita pressa. Então já viu né?! Uma de nossas colegas até passou mal tendo que parar um pouco e tomar um Dramin. Então com a passagem por Caeté, Sabará estaria no roteiro sem dúvida. Então fiquei por cá, Sabará City. Cheguei em casa por volta das 12:50 do dia 11/05 morta de fome e tontinha ainda da estrada. ... E eu ainda não tive saco de desmontar minha mala toda, estou indo por etapas...

A peça Hypólita - uma história de amor é da Cia de Yepocá que foi patrocinada no processo de criação pelo Banco Mercantil do Brasil e está inserida no projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007.

terça-feira, maio 01, 2007

terça insana

No último final de semana o grupo teatral da Terça Insana visitou a capital mineira para a apresentação do espetáculo Ventilador de Alegria. Bom, o combinado era que meu cunhado iria comprar os ingressos (ele trabalha em BH e tem, teria?, mais facilidade de locomoção por lá, logo, seria mais fácil pra ele comprar-me o ingresso), e eu falei com uma certa antecedência, porém ele foi comprar mesmo só um dia antes do último dia, ou seja, comprou no sábado para irmos nos domingo... O que ocorreu? Ficamos com os assentos não numerados, que se posicionam ao longo da platéia em todos os buraquinhos possíveis. Fato é que ficamos no fundo, bem perto da saída. E o bom é que como o teatro não era tão grande tive uma boa visualização dos atores... E foi muito bom!

Esse personagem eu não tive a oportunidade de ver ao vivo, mas é um dos melhores que já ví no you tube. Muito bom.

sábado, abril 28, 2007

hypólita

Na última quinta foi o dia mias louco dos ultimos tempos. Sem falar na semana toda que antecedeu este dia. Foi nossa primeira apresentação com um público respeitavelmente grande e com todos os adereços cenográficos do inicio ao fim. As músicas todas trabalhadas. Trabalhamos muito para finalizar o cenário, os figurinos, todos ajudando no possível. Na quinta chegamos cedo no teatro para montarmos tudo e com calma. Nossa acabamos de montar faltando no máximo uns 15 minutos para o horário de inicio da peça. Quanta trabalheira!

Então as luzes se apagaram e a minha cena era a primeira e... meu Deus quanto nervoso. Minhas pernas tremiam e não sabia pra onde olhar... a voz quase embargou e os dedos suavam levemente. Mas logo avistei conhecidos nas primeiras filas. Ahá! Fiquei olhando só pra eles... e foi correndo assim, fluido apartir daí... ótimo. No fim, muitos abraços e elogios, tudo o que a gente precisa depois de muito trabalho!! Muito bom mesmo! Espero repetir isso muitas vezes com o mesmo público e outros e outros... hehe.
.
Pô, apenas com três meses para criação e preparação desde elenco ao cenário e etc, daí eu penso, nós somos loucos mesmo! Trabalhar com gente superativa assim num é pra qualquer um não. E, talvez, se num fosse com um prazo tão curto não teria saído tão bom assim. O que dirá meu chefinho, O Diretor, rs. Mas é bom, tá sendo muito bom...

quarta-feira, abril 25, 2007

últimas

Ensaios
Desde quarta da semana passada não paramos. Arrumar cenário, adereços, cenário, adereços... pintar, colar, costurar, medir, tudo tem que ficar certo pra estréia! Ah, a estréia! Que frio na barriga, taquicardia, suadôr na mão! Que nervo e aquela velha frase "meu, fala sério!"... Estresse pra tudo quanto é lado. Diretor, jardineiro, advogada, andarilhas... Exaustos até o limite vamos embora sempre tarde, nem tanto pro pessoal conseguir pegar o metrô, mas tarde demais pra acordar no outro dia às cinco e meia da matina. Ensaio geral e as músicas estão meio levitando na boca dos atores. Ài meu Deus. Calma, vai dar tudo certo. Agora é descançar bastante, repassar minha parte e partir pro palco. Os nervos a gente dá um jeito...
Peça
Cia de Yepocá apresenta: "Hypólita - uma história de amor" . Pra quem ainda não sabe, a minha peça estréia agora dia 26, quinta, no teatro Francisco Nunes em BH às 20:00h, entrada franca. Quem estiver na cidade aproveite por que só vamos voltar a apresentar aqui só em agosto. No meio tempo vamos fazer uma turnê pelo estado de Minas Gerais pelo projeto Mercantil do Brasil Cultural. Vou colocando as datas e as cidades periodicamente aí ao lado superior direito da tela, é só acompanhar e ir quando der. Só o que posso dizer é que é uma comédia deliciosa e para todos os gostos e idades. Aproveite.
Pausa
Eis um comunicado meio desconsertante, os Los Hermanos deram um tempo. Ontem foi no site oficial, hoje está em todos os noticiários. Alguns lamentam, outros bradam revoltados com a situação da música brasileira e a falta de bandas tão boas similares, outros apenas dizem "nossa", outros ainda mal se preocupam, "aqueles da Ana Julia né?!", e outros que tentam entender mais afundo, teoricamente falando, a razão de tamanha atitude. Os fãs loucos quase entram em desespero e eu penso, "antes avisar que deu um tempo do que a gente fiar esperando cd novo pra eternidade...". Pode parecer engraçado, mas eu acho até bom os caras terem feito isso, por que aí a gente vai poder conhecer os dotes de cada um fora da banda e isso é muito enriquecedor. De todo, e por fim, o que se pode fazer não é? Só sei agora que não vou a nenhum show dos Los Hermanos esse ano mais...

sexta-feira, abril 20, 2007

cachorro também é gente

Minha cachorrinha, que nem é tão cachorrinha assim mais, é uma graça.
Outro dia eu estava a ir por alguma ração para ela.
Ela, ao me ver, saiu correndo pelo mato do quintal e eu fiquei sem entender.
Mas esperei que voltasse para fazê-la o último carinho.
Então vem correndo toda desajeitada meio de banda com uma meia maçã na boca.
Coloca as patinhas encima do portão com a fruta na boca me mostrando aquilo.
Aquela fruta que tinha ganhado mais cedo para se deliciar.
Áh, ela adora frutas!!
E veio me mostrar aquela tamanha preciosidade do dia.
Eu quase morri de tanto orgulho, como uma mãe morre quando o filho dá o primeiro passo.
Era tão linda a cena e eu adorei aquilo.
Fiz muito carinho nela e depois ela foi dormir tranquila.
Minha cachorrinha é tão linda...
Ai ai...

domingo, abril 15, 2007

violins - ' why? '

... até certo ponto um pouco de beck, ou jeff buckley? ...

áh vai! A n d r e w B i r d ! !

quarta-feira, abril 11, 2007

minha personalidade?

minha pessoa costuma ser meio complexa às vezes, assim como todo mundo, creio. e apesar de não conter as fotos mais adequadas foram escolhidas as mais próximas, claro. foi meio que passar o tempo mesmo, distrair, já que num fui à aula hoje...

quarta-feira, abril 04, 2007

mania de escritora

Nunca me senti uma escritora. Sempre tive muita dificuldade em discorrer sobre um assunto por folhas e folhas. Daí me auto defini, também como uma forma de me justificar, como concisa e simples [tudo bem, nem todas as vezes sou simples... mas...]. É verdade que poucas pessoas ouviram ou leram isso de mim. Prefiro não me definir em hora nenhuma, mas é imprescindível quando nos auto avaliamos e queremos algumas respostas...

Uma vez fui escrever um texto prum concurso desses que tem por aí. Uma das premissas era de que o texto teria de ter dez páginas. Minha vida de escritora era tão curta e relapsa que o desafio foi muito grande. Tudo bem, eu não sabia disso e mesmo assim assentei-me em frente à tela e usei toda minha criatividade para discorrer sobre o assunto, que diga-se de passagem não fui eu quem o escolheu, claro, era um concurso. Como mal consegui preencher as dez folhas foi daí que me veio a idéia de que eu nunca conseguiria escrever um romance. De que só sirvo para escrever pequeninos contos, e nada mais. Ainda penso assim, mas talvez seja mais pelo fato de que não tenho muita paciência de ficar parada em frente à maquina simplesmente escrevendo.

Sabe, sempre escrevi quando me dava vontade, sem aquela obrigação [seja qual for...]. Escrevia simplesmente para me esvaziar, colocar coisas no papel tais que não saía falando por aí, coisas que não teria com quem falar. Escrevia poemas depressivos demais para conseguir ler depois. Contos estranhos como filmes do Tarantino. Escrevia, escrevia, sozinha no meu canto, fosse na sala de aula, fosse no meu quarto em casa. Uma caneta tinteiro preta que sempre entupia, um papel, fosse qual fosse. Escrevia assim e minha adolescência esvaia-se junto com a tinta preta. O bom, ou menos ruim, é que esse meu estilo foi por um tempo curto. Com quatorze anos a gente é meio boba demais sabe.

Então permeei-me no mundo virtual com um blog. Fui abandonando a caneta, mesmo por que ela não desentupia mais e não tinha mais a vontade de me recolher aos cantos para ficar escrevendo pensamentos depressivos. Descobri outras coisas, assim como a poesia inventiva. Como eu nunca consegui entender as vertentes literárias, inventei meu estilo de escrever, tal que deve se encaixar logicamente em algum estilo, mas que eu nunca me dei o trabalho de descobrir ou limitar-me a este. Afinal, como uma forma de arte se limita em estilos? Digo, a arte é libertadora ou não? Ou escrever literatura não é arte? É como na música, aquele que se limita a um estilo só musical é besta, por que é justamente limitado demais para criar coisas novas. Artista que é artista não se limita, ora. Ele pode sim ser classificado dentro de um estilo, mas isso só depois de todas as obras feitas e avaliadas. Creio que ele não se preocupa com isso ao fazer, creio que nem se preocupe com isso nunca. Quem tem esse encargo são aqueles coitados dos críticos de arte.

Não tenho qualquer pretensão em me determinar como escritora. Estudo jornalismo e isso é o bastante para me fomentar a escrever e enfim escrevinhar. Tudo bem que nessa função a gente escreve muita coisa que não quer. Sobre assuntos que não nos interessamos e que não vemos quem se interesse por isso, mas continuamos ali, escrevendo. Pelo menos como desafio próprio, do tipo 'meu deus, será que vou conseguir fazer um texto bom com esse tema tão ruim?'. Entretanto me limitar somente a este tipo de fomento é um tanto castrante. Prefiro continuar a escrever sobre frivolidades e importâncias minhas. Assim pelo menos nunca vou me render somente ao factual jornalístico. Tenho imaginação também...

Enfim, não sou escritora, mas escrevo. E isso será o suficiente? Por enquanto... E só escrevi isso tudo por causa de um texto do Steve Martin que li no site da revista Piauí. ... aiai...
*ouvidos seleção indie rock para fomentar os miolos