quarta-feira, outubro 24, 2007

crônica 'natureza morta'

Me sento num lugar privilegiado, então posso ver a maioria das pessoas que passam. Um cara gordo com uma expressão não muito animadora está sentado sozinho numa mesa redonda tomando um chopp. Sua figura é tão solitária que chego a pensar se ele está tão igual a mim observando os outros ou está mesmo pensando na vida, ou não tem o que fazer, ou sei lá. É alto e o rosto esta num aspecto de muito cansado, seus movimentos são lentos e contemplativos. Chego a ter um pouco de medo a respeito do que pensa, pra onde olha e pra quem dirige este olhar. O que faz ali naquele horário que não está trabalhando ou mesmo almoçando. Eu estou almoçando. Como muito tranquila sozinha no meu canto, assim como a maioria ali, apressados, calmos, de todos os jeitos. Mas esse homem bebe um copo de 500 ml de chopp sozinho, ao meio dia, numa terça-feira, num shopping relativamente movimentado. O que o traz aqui? Por que está sozinho? É aposentado? Está de folga? Sofre de alguma doença respiratória ou cardíaca? Por que me chama a atenção?? Por que quando olho pra ele chego até a pensar se é feliz ou não? Parece um homem frustrado em todos os âmbitos da vida, amorosamente, no trabalho e no futebol. É gordo, deve ter uns 50 anos e relaxado. Roupas de classe média mediana. Os hábitos não posso avaliar, se fica ali assentado o tempo todo. Mas o que passa por aquela cabeça? No que pensa? Por que, ãh?

quarta-feira, outubro 17, 2007

feliz aniversário



Então fazemos aniversário dessa etapa nova da Divisa que começou há um ano. Antes eu tive outros blogs, o Na Divisa [versão #1], o Insetil, o Libélula. Mas desde a criação deste aqui tudo andou muito melhor. Quem sabe muito mais anos nos esperam juntos?

Parábéns pra nós, pra nós todos, rs.

sábado, outubro 13, 2007

abraços

Gostaria de dedicar abraços e beijos para os quatro grandes comentaristas deste blog, destas besteiras que escrevo. Não é um prêmio do tipo que terão de indicar mais quatro grandes comentaristas e nem um concurso de qualquer espécie. Somente mesmo estou externando minha cara de boba e satisfação em ler o que esses quatro escrevem por aqui. Cara esta minha que ninguém vê mas que posso descrever e vocês imaginam, rs.

À Maria Renata, Jaya, Amanda Bia e ao Carlos Howes, um grande abraço! Vocês são demás... rs [aleatóriamente nesta ordem]

coisas ultimas

Coloquei um cd inteiro de samba pra num deixar-me o tom depressivo. 'Samba Meu' da Maria Rita, ainda muito fresco pra se comentar. Pensei em ouvir algo mais descompassado, mas o redondo deixa as idéias no lugar, não de disconcentra.



Ante-ontem ví um filme que a primeiro momento me deixou um pouco indiferente, mas que depois, conversando sobre, ví o tamanho de seu complexo entendimento necessário. Histórias de amor, de amor de verdade que até o mais rude se encantaria. E se encanta talvez mais pela situação em que os personagens se encontram no enredo.


Bubble descreve a bolha amorosa e nada política em que três amigos israelitas vivem em Tel Aviv. Entre festas, bares, amores e desamores Noam, Yali e Lulu vivem sem se preocupar com toda situação política em que seu país passa e todos os problemas da fronteira. Mas enquanto Noam serve em um dos postos de controle conhece num incidente o palestino Ashraf, por quem se apaixona e começa a viver um lindo amor. Entretanto este relacionamento é abalado quando Ashraf, ilegal em Israel, começa a enfrentar problemas com a fronteira e a família.

Um jogo de sensibilidade. Descreveria assim o filme. Para acabar com algum preconceito ou concientizar-se pelos limites daquelas terras. Muito bonito, muito fundo. Só não conto mais da história por que acho que seria bom assitir e não ler sobre... rs.


BUBBLE - Um filme de Eytan Fox, França/Israel, 2006, 117'

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Assisti a esse filme no festival de cinema independente INDIE, que acontece todos os anos em BH. Muito bem organizado e com grandes títulos, infelizmente apenas deu para ver um. Mas fica a dica pra quem anda por aqui.

segunda-feira, outubro 08, 2007

quase tudo queimou

Aqui do lado de casa, quando na minha infância passeava por entre as árvores e brincava no laguinho, que pra mim era enorme e incrivelmente profundo, me sentia completamente feliz. Uma felicidade que me invadia e que durava dias no peito. Me sentia dona daquele lugar, de cada cipó, de cada pedra arredondada que catávamos pelo caminho. Me sentia total conhecedora de seus segredos, de suas armadilhas e belezas. Sabia de histórias e inventava outras pra contar. Eu era amazona, escoteira, índia, nativa... Adorava aquelas tardes inteiras que fazíamos a tradicional trilha carregando um piquenique inteiro em mochilas do He-Man, She-Ra ou o Michey Mouse. Guiados pela pessoa mais doce e gentil que conhecíamos, a gente subia, corria, brincava e era no final do dia que aquela alegria descansava depois do banho.

Foram muitas caminhadas e pés imundos dentro de chinelos mais imundos ainda. O santuário é a Chácara do Lessa, que de uns anos pra cá tem sido mais bem cuidada pelos órgãos responsáveis. Obras modernizaram as coisas e cercaram tudo direitinho. Mas é seca agora e não chove há um bom tempo. A minha mata pegou fogo. Foram de três a quatro dias queimando e eu daqui olhando no meu pouco tempo. E pedi aos céus, mas muita fumaça, cinza e o coração partido.

Primeiro foi um susto e depois dor. Confesso que nem fui à porta ver como ficou, talvez ainda vá. Bastasse eu ter crescido e não viver mais aquilo, mas as crianças de hoje nem terão o prazer de conhecer a minha floresta. Não mais, não do jeito que era. Não do jeito que ela era minha. Apesar de dês das obras as coisas já não continuarem as mesmas, agora tudo piorou.... muito triste.

Espero que às primeiras gota ela se sinta capaz de reviver. A minha mata. A minha chácara. E a cada broto novo sejam novas infâncias, novas lembranças, e que seja de mais um monte de gente. rs

quarta-feira, setembro 26, 2007

o que acontece no mundo

E eu aqui preocupada com meu fiozinho... hoje me balancei outra vez, perdendo o fio. Juro, devo estar em crise! Não sei o que quero, não sei direito pronde to indo, o que vou me tornar. É, tornar, por que a sensação é de que estou me preparando para uma grande transformação. E sei que as coisas não são assim, tudo é um processo na vida e nós somos invariavelmente metamorfoses ambulantes. Mas quando achei que pelo menos tinha achado uma vertente isso é posto em dúvida. Áhhh, vontade de num ter de viver em sociedade e suas regras comportamentais e etc.. aff... E eu aqui pensando todas minhas abobrinhas e o mundo fervendo lá fora.

Algumas ossadas de pré-adolescentes achadas por aí em matas. Em Betim um caso que acompanhei desde o inicio. Na Inglaterra pais são suspeitos por morte de filha. No Rio, muito mais recente, crueldade sem explicação. Sabe lá em quantos lugares e quantas crianças fazem parte de histórias similares... Isso me arrepia profundamente, da cabeça aos pés.

Aulas fora de classe. Nenhuma vontade de ir. Nenhum tesão pelo assunto ou o processo pelo qual vamos trabalha-lo. Teorias embananantes, mas super interessantes.

Muito sono. Coisas acumuladas. Desejos não saciados. Vontede de ir, vir, voltar... calma...

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Mundo suspenção
Suspiro pra freiar
forte ímpeto de correr
como doida pra me safar
satisfazendo o desejo quieto
quase adormecido dentro do eu
exatamente por que
quero mas não posso
poder não nada fazer.
Suspiro pra esquecer
este mundo de doer
deitado sobre a cinza
carbonizada de um futuro
fraturado, impassível
inócuo mas certo
compacto e próximo.
Suspenso-me pra poder
parar e observar
oculta quem se aproxima
apropriadamente sorrateira
sorrindo e rindo baixo
barrando minha percepção
pra poder me pegar.
Suspensa me resguardo
respirando fundo
ficando quieta
quase um túmulo.
Espero o tempo e
ela vai por enquanto
embora bem sei
sempre volta,
vem um dia pra ficar.

domingo, setembro 16, 2007

you need it, do it.

"É preciso dar vazão aos sentimentos", eu gosto dessa frase... rs

sexta-feira, setembro 14, 2007

pronde foi tudo?

Não sei nem por onde começar, e talvez seja esse mesmo o ponto. Não começar nada e continuar simplesmente como antes. Mas no mínimo é um pensamento broxante... Imagine ver-se à frente novidades além e ainda assim querer ficar na passividade do não movimento? Avante minha filha! Mova-se.

Confesso ter sentido pelos últimos tempos uma sensação de finito, de sem saída, de cansaço, de estafo. Talvez por ter passado pelo término de atividades incríveis ou por estar nos limites de certas situações. Não sei delimitar, não sei dizer. Mas agora tenho que dar rumo. Tomar um caminho não definitivo, mas decisivo. Novos projetos, novas pessoas, novas idéias, novos lugares. Aproveitar as espontâniedades das coisas e deixar de bobera. rs

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Hoje estive conversando com um amigo e nós discutíamos o rumo das coisas do mundo. Pretensioso? rs Éramos divagadores apenas. Mas com toda essa essa nova idéia de responsabilidade planetária. Cuidar do mundo, do meio ambiente, do social... Isso acaba conosco quando há análise. E uma das breves conclusões é que estamos lascados de verdade e sabe lá até quando a humanidade vai aguentar tanta mudança do mundo. Digo, somos totais responsáveis pelas mudanças, mas somos também as principais vítimas a longo prazo. Meu, que falta de planejamento... rs. É até irônico. Tanta gente planeja uma carreira, uma família e num tá nem aí pro futuro ambiental dessa bola no espaço. É irônico e não tiro meu corpo fora. Estou aqui colocando meus bofes mentais e poderia estar prestando algum serviço útil a tanta gente que necessita. Mas às vezes penso que sou da classe intelectual do movimento, e isso me conforta e tira a sensação de invalidez. Mas como ia dizendo, muita gente [a maioria delas] num tá nem aí pro futuro que nos aguarda, para onde estamos caminhando. E quando falo dessa gente, falo dos bonados, dos detentores de poderes políticos ou econômicos que regem a sociedade capitalista. ...

Falando nestes e de sua falta de responsabilidade para com as futuras gerações, chegamos a tal ponto na conversa que uma consideração foi feita. A todo momento as pessoas questionam por que da juventude atual não se interessar por política. Por não temos militância nas universidades e não sermos politicamente ativos, participando de partidos ou em campanhas eleitorais. Me perguntei se isso é realmente uma realidade da maioria. Então pensei nos jovens de 1960 e toda sua revolução contra a ditadura e todo o engajamento político e revolucionário... Esses mesmos jovens, ou muitos deles, são os sessentões de hoje e que têm poder junto à política atual. Ministros, deputados, jornalistas, empresários. São os militantes heróis de outrora nem um pouco preocupados com o futuro do planeta. ... Uma consideração sem profundidade ou estudo científico, mas uma consideração. A pensar...

Me pergunto qual meu papel nesse mundo. O que faço é só mesmo falar sobre os assuntos ou mostrar algo mais profundo por meio da arte. Ainda acredito que a arte pode libertar as pessoas [e aí me lembro da 'teoria crítica'] e que é só questão de popularizarmos algo realmente bom e não simplesmente fast food. Sei que não é fácil e nem sei se posso me por a encargo de, mas faço o mínimo, ou o máximo que posso.

...

terça-feira, setembro 11, 2007

nem vem que num...

eu ia escrever algo tal qual sentia, ou pensava. mas agora desisto por não querer que qualquer alma viva leia meus pensamentos. nem vou dizer por quê desisti de escrever nem muito menos o que, ou sobre o que iria escrever. penso um monte de coisas e isso se acumula, isso é certo. e tem hora que isso tem que sair. não, não estou puta. mas também não tão passiva. na verdade também não direi como estou. quanto atrevimento querer saber isso. só digo assim: se há um, há o oposto. e se permanece desse jeito, seja lá como for, há muito tempo às vezes pode ser que dure pra sempre. mas veja lá, às vezes. a certeza é uma burrice. quantos ditados populares existem por causa disso? nem sei dizer e nem é preciso. eu só queria dizer justamente o que não mais quero. que fique subintendido ou nem isso. neste momento nem é minha inteção me fazer entender. só espremo tudo num coador valita e vejo o que sái de lá. às vezes nem açúcar. eu só queria cortar meu cabelo e me enchergar renovada. talvez perder peso até. e me lembrar que meu pai tinha razão quando falava de gilberto gil. justamente foi assim. adriana do calcanhar sabia de tudo o tempo todo e nem pra avisar. e o pior é que avisou e eu até decorei. então como explicar-me? fica assim, no ar. por que já disse que num vou dizer nada! só isso pra me aliviar.

quarta-feira, setembro 05, 2007

dialogando

_ eu não me permito tanta coisa. me perdi no caminho.
_ calma, tem volta. solução...
_ queria ser criança de novo. dizer o que vou ser quando crescer.
_ eu gostava de colorir. coloria tudo. meu caderno era tão caprichado. (rs)
_ por quê está rindo?
_ é bom lembrar...
_ lembra de lêpotéca?
_ não. essa não sei mais.
_ você tá tão velho.
_ temos a mesma idade.
_ eu lembro de lêpotéca!
_ mas num lembra de outras coisas...
_ como o quê?
_ de como brinca roba-bandeira, por exemplo.
_ eu sabia... (rs)
_ (rs)

...

_ o tempo passa rápido. a gente nem aproveita.
_ o pior é esquecer tanta coisa bôa.
_ inevitável. tem tantas outras coisas pra se guardar na cabeça...
_ até a gente começar a esquecer essas também. (hahaha)
_ é (hahaha)


[não consegui acabar esse diálogo...]

domingo, setembro 02, 2007

GRAND FINALE

Nesta sexta e sábado acabamos de acabar a turnê MBC 2007 com a peça "Hypólita - uma história de amor".


Sexta, 31/08/2007. Pedro Leopoldo.

O dia todo por conta da noite. Calor demais, calor demais. Tudo pronto cedo, e como de costume. Apresentação em horário tradicional. Primeira cena e já estão rindo. Que maravilha!! E então as coisas correram. Sem perder a linha nem o ritmo. Tudo ótimo.

Desmontagem e um jantar bacana no restaurante bacana. Comida gostosa e musica ao vivo. Bacana, mas muito sono... Dormirrr.

Sábado, 01/09/2007. Belo Horizonte.

Já de manhã bem cedo saídos de Pedro Leopoldo fomos rumo à praça Duque de Caxias no Santê. Sol, muito sol. Montagem mais cedo por causa da mudança de horário especial. Almoço no Bolão. Passagem de som debaixo de sol escaldante. Cantora com problemas na voz. Tudo meio rápido demais. Tudo bem, tudo pronto. A programação estava para começar às 17:30, mas por motivos não esclarecidos para comigo, começamos mais tarde.

Primeira cena e alguma dispersão. Aos poucos o público se interessou. Amigos e parentes na platéia, quanta responsabilidade! Minha perna custou a parar de tremer... Mas tudo certo, tudo ótimo.

Depois alguns cumprimentos e abraços. Tudo muito bom e a sensação de tarefa terminada com sucesso. Então o show do Paulinho Pedra Azul. Esperamos que acabasse para podermos desmontar.

Desmontamos tudo e tivemos ainda que esperar muito pelo transporte do nosso equipamento... Por eu passei muito mal e não pude ficar nem para a despedida da turnê com o grupo. Mas vamos marcar ainda um dia em que todos estarão aptos pra tomar umas... e outras.

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Foram ao todo 13 cidade mineiras, de leste a oeste. Viagens longas, viagens curtas. Poltronas macias, travesseiros altos, colchões de mola e cansaço. Resfriados e dores de cabeça. Pé cortado, tijolo quebrado, cadê o retorno, fim. Acabou os jantares tardios e a procura incansável pela nota 'série D'. A fome e vontade de fazer xixi antes dos espetáculos. As montagens apressadas e as folgadas. Maquiagens e resas. Acabou dança afro e cidadão planetário. Acabou "por hora, senhor meritíssimo"! Pois, mesmo sem saber quando, voltaremos ao mesmo diário...


Nós da Cia de Yepocá agradecemos a todos que trabalharam para que tudo desse certo, pra mostrar que o sorriso é a melhor terapia, pra falar que o mundo ainda tem jeito se cuidarmos bem dele. Agradecemos ao Banco Mercantil do Brasil e à ArtBhz Produtora pela oportunidade. Agradecemos aos profissionais de backstage que fizeram tudo acontecer. Agradecemos aos colegas de turnê pelo companheirismo.

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"Hypólita - uma história de amor"

Ficha Técnica e Artística:

Concepção geral, dramaturgia e direção :__ Bruno Godinho
Assessoria jurídica (dramaturgia) : __ Humberto Leandro Melo de Sousa
Assistência de direção, preparação corporal : __ Débora Vieira
Direção musical : __ Mariana Lima

Elenco :
- Bruno Godinho
- Camilo Rocha
- Fernanda Linsk
- Juli Buli
- Gal Carvalho
- Luísa Goreti
- Mariana Lima
- Welington Sabino

Trilha sonora original : __ Bruno Godinho e Mariana Lima
Programação visual, concepção adereços e figurinos : __ Juli Buli
Concepção cenográfica : __ Bruno Godinho e Juli Buli
Confecção adereços e coordenação cenotécnica : __ Camilo Rocha
Cenotécnica : __ Nilson Santos
Iluminação : __ Henrique Machado
Coordenação de produção : __ Luísa Goreti

Produção e Realização : __ CIA DE YEPOCÁ



Este foi o último post sobre a turnê MBC 2007 da Hypólita, mas espero poder em breve escrever mais sobre ela e suas andanças.

quarta-feira, agosto 29, 2007

por onde

onde anda?
me fazia sorrir
me sentir bem comigo mesma
mesmo sem saber o que era.

onde você se escondeu?
procuro
por trás das portas
entre as cordas

por onde ando
pra onde olho
tudo falta cor
calor

algumas notas me fazem acreditar que algo continua em mim
algo tão forte impossível de sair
mas me perco e logo esse vento de chuva leva o mínimo cheiro
sensação de que vai tudo cair, de que vai tudo sair por aí sem voltar

cebola alho
sal e óleo
fogo água
vinho e pão

onde fui parar
qual cor do mar
pronde devo olhar
quando posso sonhar?

tomo um gole d'água
tomo um banho enorme
queria ter uma banheira de malte
queria ter em quê me agarrar

o trabalho pouco me anima
o conhecimento tão pouco
saber não me faz mais feliz
não é o que quis pra mim

o que é isso?
é algo em que possa ser?
ou ficou subjetivo?
tudo é tão sem porquê...

pronde foi
quando vem
esse transito não faz bem algum
e 'tudo que vem é pro bem' ?

show da fofoca

E foi tudo ótimo.
Alguns problemas prévios com equipamento de som, mas tudo no lugar e som passado e regulado.
Um pouco devagar pra pegar clima e fazer com que cantassem junto. Os amigos reunidos nas mesas à frente... Algumas clássicas, outras de arranjos inusitados. A galera gostando por fim, meio, até a última. E foram tantas ultimas até que meu cérebro já não obedecia nem aos meus próprios comandos tão bobos. 'Ode to my family' e finito. Meu deus! Horas a fio e o êxito de gostarem e quererem mais e mais. Fica o gosto.


Em breve mais...
Fofoca Erudita

domingo, agosto 12, 2007

show


Show da Fofoca Erudita no Bar do Porão, em Sabará.
(R. São Pedro 102, Centro - 3671.1752)
Dia 25 de agosto, sábado.
Vai começar às 21h e varar até o bar fechar.
Entrada Franca.


Dessa vez a Fofoca convida Tiago Reis.
Ex integrante da banda e grande amigo, atualmente Tiago é guitarrista da banda Trianon.

O repertório é levemente misturado, indo do bom rock ao samba canção de melhor qualidade. Arranjos simples e descontraídos como numa conversa de bar. Canções próprias, atuais e de outrora. Tudo simples e muito bom.
A Fofoca Erudita é minha banda.
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Pra quem não sabe Sabará é vizinha de Belo Horizonte, 15 km de distância.

mudança de datas

Por motivos maiores da organização, os espetáculos Hypólita - uma história de amor nas cidades de Pedro Leopoldo e Belo Horizonte mudaram de data.

Fica assim:
31/08 - Pedro Leopoldo
01/09 - BELO HORIZONTE [Pç Duque de Caxias - Bairro Santa Teresa, 17:30h]

Em Belo Horizonte terminamos a turnê Mercantil do Brasil Cultural 2007, que já passou por 11 cidade mineiras emocionando muita gente. Depois disso vamos à procura por outras oportunidades.

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Quarta Semana
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E pronto, a turnê de Hypólita está no fim. As viagens pelo menos acabaram-se. Dias 7, 8 e 9 de agosto estivemos em Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Congonhas, na ordem. Alguns imprevistos, mas no final das contas tudo certo.
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Segunda feira, seis de agosto de dois mil e sete. Pude almoçar em casa pois a viagem era curta e sairíamos às duas do Espaço Yepocá. Tudo certo e fomos para Barbacena. Que cidade grande, com transito complicado, muito carros e ruas estreitas. Hotel em frente à praça da apresentação. Tudo certo tudo ótimo. O resto de dia tranquilo. Jantar no restaurante ao lado do hotel, que comodidade!
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Terça e a manhã foi com o sono muito rápido. As coisas montadas e o dia escorrido. À noite as coisas correram fluidas e um pouco estranhas por ter tido tanto tempo sem ensaios. Mas pela improvisação, as coisas que estavam fora da memória foram inventadas.
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Quarta e fomos já cedo para Conselheiro Lafaiete. Chegamos e fomos direto conhecer a praça, que foi uma no alto da cidade onde habita seu Cristo de braços abertos de muitos metros. Almoçamos e fomos pro hotel. No horário já habitual fomos passar o som e ficar para a noite direto. Começamos o espetáculo e logo na primeira cena um imprevisto. Pouca manha para improviso nessas horas nos desestimulou temporariamente, mas que público! Concentrados parece que nem perceberam o erro... rs. Continuamos e quando o meio vinha a chave de luz do lugar caiu. Putz! Arrego, cagaço! A energia foi muita para a antiga chave. Mas a equipa, uma incrível equipe!, conseguiu ligar algumas luzes e os microfones. Entretanto tudo voltou meio desregulado, o que resultou num engodo artístico, pelo menos para a trupe. Luzes e retornos desregulados e canções desafinadas, descompaçadas. Arrego, cagaço! Mas que público! Maravilhos e compreensivo, nem um piu. Acabamos aos trancos e a energia no final meio atordoada. E como diz um amigo, "tudo que vem é pro bem". Deixei estar.
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Quinta e rumo a Congonhas. Sono, cansaço. Cidade bonita e escondida. Lugar incrível para a noite. E daquele jeito, dia corrido, descanço escasso, montagem, espera. À noite um clima perfeito. Interação perfeita. Sem muito a dizer, o espetáculo foi ótimo, um dos melhores. A platéia, o lugar, a equipe, a companhia. Tudo leve e gostoso. O que foi de errado no dia anterior, foi de certo neste. ... Jantar com boa parte do pessoal, descontração e dormir muito, muito tarde.
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Sexta e volta à capital. Viagem tranquila e despreocupada. Depois ainda um ensaio de outra peça da Yepocá. Bacana demás. E enfim casa, doce casa.

Saudades dessa bagunça toda que é viajar com essa galera. rs
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A peça Hypólita - uma história de amor da Cia de Yepocá foi patrocinada no processo de criação pelo Banco Mercantil do Brasil e está inserida no projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007.