quinta-feira, fevereiro 07, 2008

então, o amor contagioso?!

Quem iria pensar em não enfrentar filas quilométricas na porta de um hospital enquanto sofre de males que necessitam de cuidados urgentes? Ou pagar um preço salgado para passar na frente da fila e ser atendido por uma quase máquina, um robô? Aqui é assim e talvez em todo o mundo... menos no Instituto Gesundheit do Dr. Patch Adams.

Uma vida por um mundo melhor, por igualdades, por melhores condições e qualidade de vida, por melhores relações entre as pessoas, principalmente entre médico e paciente. Uma fé inabalável e uma confiança incrível nas pessoas e no amor, é o que fazem de Hunter Patch Adams um cara a se respeitar e admirar.

Sessenta e poucos anos, cabelos grisalhos longos, roupas multicoloridas e uma língua afiada. Humor e seriedade equilibrados nas medidas ideais, nas medidas para a cura. É assim que vejo aquele médico meio amalucado que tanto gostei pelo filme que leva teu nome. Era no corpo de Robin Williams o incrível. Como pode alguém fazer o sonho de um paciente se realizar numa piscina de macarrão para nadar? Mas isso é só um pouco do que aquele homem é... incrível é a palavra, rs.

Foi no Roda Viva que o conheci “pessoalmente”, na última terça, quando reprisaram um programa exibido em novembro passado. Ele ali não deixando nenhum espaço, nenhuma brecha, respondendo tudo e esclarecendo tudo a todos. Sua filosofia, suas ações, seu caráter e opiniões. Fez-me enxergar que não sou a única a sonhar num mundo melhor, muito melhor para todos. Mas, diferente dele, que sabe o que fazer, como e onde, ainda não tinha descoberto minha utilidade, minha função, meu papel. Não sabia como intervir, como fazer com que algo aconteça enfim.

Entretanto, algo que ele citou me fez animar novamente. Disse ter uma enorme biblioteca e que todos pensariam ter nela livros de ciência e filosofias avançadas. Mas, não. Ele tem poesia, tem romances, tem arte. Ele se alimenta disso por que são coisas que foram feitas para, pelo, por, e do amor. Amor. É o que move tudo, e principalmente a cura. A chave para tudo, para o que se pensa utópico, para o que se diz sonho e impossível. E é possível e está em toda parte, em todas as pessoas, em todo lugar, bastando a nós enxergá-lo.

Então tudo se resume ao amor. E o que é o amor? Pecamos ao tentar defini-lo, e é aí que realmente falhamos. Ao tentar delineá-lo esquecemos de vive-lo. E quanto tempo perdido! Perdemos tempo tentando nos enriquecer, tentando ser o que está além do que realmente somos. Tentando ter o que somente interessa aos desejos. Esquecemos dos significados mais tenros dos sentimentos. Dos ‘bons dias’ e ‘obrigados’. Mas, o que nos fez assim? Por que somos assim? Haverá jeito de não ser desse modo, afinal??

Essa sociedade de consumo que consome tudo, até a falsa saúde. Não precisa necessitar, apenas consumir para se parecer com algo que definitivamente não é. Então acaba resultando em algo artificial, sem significado. Sem nada. Sem conteúdo, sem recheio, sem nada. E estes não pensam, por que se pensassem, “oras, por que vou ter um plano de saúde se consigo manter minha vida saudável?”, não se sentiriam infelizes. É preciso pensar antes de qualquer coisa, antes de comprar, antes de falar, antes de ver, antes de qualquer coisa. Pense. Pensemos mais.

Por pensar, e que seja pouco ou muito, escrevo isso tudo aqui. E não estou mais tão intrigada com meu papel nesse objetivo de melhorar o mundo. Não. Sei exatamente o que tenho a fazer. Arte. Simples não? Rs. Arte... música... continuarei cantando e escrevendo histórias de amor, jornalisticamente ou não. Tocando não somente para alegrar as pessoas, mas para levá-las um pouco de conforto e paz. Um pouco mais de razão e mágica para se sentirem bem, e para contagiar os outros assim sucessivamente. E sei que não ganharei rios de dinheiro com isso, mas sei que será o suficiente. Sim, o amor suficiente para amar.

Agora sei por que os Doutores da Alegria tanto me cativaram, e Patch Adams também. Sei o que tenho de fazer. Sei. E diria a todos para pensar também e acharem seus afazeres, suas funções pra melhorar as coisas, pra melhorar o mundo, mesmo que isso pareça tão utópico, tão impossível. Pensem.


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Àqueles que querem conhecer Patch Adams, visitem:
Entrevista da Veja com patch Adams
Patch Adams & the Gesundheit! Institute
Comissão Organizadora do Patch - COPatch
Patch Adams, O Amor é Contagioso - o filme
Patch Adams - Wikipédia

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

mayra andrade

Uma garota que adorei conhecer sua música. Lindo, linda.

Uma jovem cabo-verdana nascida em Cuba que canta em crioulo cabo-verdano e que tem um pé no Brasil, pelos músicos que a acompanham e pela musicalidade, que na minha opinião, não fosse a língua passaria por brasileira.

Visite o site também.

carnaval brasileiro, oras

Me pego pensando e perguntando se sou realmente daqui, do Brasil. Talvez por não gostar tanto assim de carnaval, uma das coisas que identificam um brasileiro. Ou talvez por não ter lá um corpo escultural, rs. Ou ainda por não ser amante de futebol (torço mesmo só na copa, mas estou pensando em parar com isso também). Mas adoro caipirinha sim e feijão tropeiro...

Mas voltemos ao carnaval. Tanta gente fica o ano inteiro esperando os incríveis 5 dias (ou mais!) de completo esbaldar (em todos os sentidos, é claro)... Deve ser o tipo de música repetitiva e irritante, ou aqueles corpos suados todos relando uns nos outros... Não sei, mas não morro pelo carnaval, não mesmo.

Pra falar a verdade sempre sou pega de surpresa quando o carnaval chega. Primeiro pela data, que cada ano é diferente, depois porque me faltam amigos suficientemente animados pra me contagiar, rs. Nunca estou em um bloco e nem tenho fantasia pronta. Mas se quero sair abro aquele baú velho lá no sótão e tem tudo lá, desde cigana até gueixa, rs.

Na rua as coisas ficam mais tensas. Um mundo de homens ouriçados com suas latinhas e liquidos não identificados em recipientes diversos, pode ser um pet 2 litros ou mesmo aquelas mochilinhas de armazenar água de ciclistas. Então passa um bando de meninas gritando tresloucadas e fantasiadas de coelhinha da playboy. E eu lúcida alí no meio? aiai... "Moço, me dá uma cerveja bem gelada." E estou um pouco anestesiada.

O funk, o axé, isso tiramos de letra, mas aquelas cantadas nojentas e os olhares, isso é duresa. O jeito é não parar de andar pulando desgovernadamente sempre em bando de três ou mais pessoas. Procurar os vazios que dá na rua e pular ali no meio, correr pra ver a bateria de perto ou simplesmente sair andando.

O meu carnaval foi sempre do "Piranhas do Morro", se é que posso dizer, meu bloco do coração e de bairro! O melhor bloco caricato do carnaval de Sabará, e o mais engraçado com certeza. Uma das melhores coisas é sair só pra ver as fantasias daqueles que pulam com o bloco, cada uma melhor que a outra. Mas este ano não saí não. Aqui é só chuva e os ânimos não estavam (ou estão) muito alegres. Reservei esses dias para fazer umas gravações da minha banda, Fofoca Erudita. E fiquei lá no estudio armado na casa da minha irmã quando vim pra cá e recebi a notícia do maior desastre do carnaval sabarense.

Na noite de sábado, um carro de som perde o freio numa ladeira e atropela 14 pessoas matando 2 crianças. Me senti no vazio com a notícia. Talvez por ter uma sobrinha com a idade das garotas ou pelo fato de ter sido num local tão ícone da cidade, cheio de lembranças boas, e cheio de gente conhecida. Triste, muito triste. Então no dia seguinte o carnaval mudou e uma certa nuvem tomou conta daqui. Não para de chover. Os carros de som foram proibidos pela prefeitura e o trajeto dos blocos também sofreram alterações.

Carnaval é bom, mas as pessoas esquecem de que aquilo ali num é um sonho, é vida real também. Não é por que estão alcolizadas é que tá tudo bem e tal... Tudo tem consequencia, tudo tem risco, tudo é real. Não tô botando a culpa em ninguém, mas é que paira uma certa inconsequencia nas pessoas durante esses dias.

Na verdade, fora as catástrofes, concordo com a Jaya a respeito do carnaval. E a sorte minha é que aqui o carnaval é de rua e meio rústico comparado aos trios elétricos da Bahia, que de certa forma tenho lá minha curiosidade de conhecer, rs.

terça-feira, janeiro 29, 2008

bobos

__ é parar pra pensar e por um instante me achar boba. será que alguém nunca se achou bobo demais? duvido, mesmo se responderem que sim. e se é normal, por que é tão ruim? chega a ser patético num é? se sentir completamente bobo. meio sem jeito de num ser.
__ bom, normal é, num é?! num acho tão terrível assim... bom, se você não se sentir bobo você num vai perceber não ser, entende?
__ mas se sentir assim é frio, desconfortável. é como se olhar no espelho e ver que tá muito mais gorda que imaginava. é passar mal de tanto comer sorvete.
__ é como tomar um porre e sentir ressaca. é... patético... mas normal.
__ e quem não é normal? se é que há alguém assim, claro. não se sente bobo ou se sente assim a todo momento? aliás, o que é, quem é normal afinal?! rs
__ bom... ninguém é normal né... rs
__ ninguém.
__ boba!
__ bobo... rs

terça-feira, janeiro 15, 2008

ah, meu deus.
quanta coisa mal dita.
ou não dita... ainda?!
mas, parabéns.
é teu dia.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

será que é japonês?

Não, ele não tem cara de japonês. É que assim de primeira impressão parecia, o olho meio fechadinho. Devia ser por causa dos óculos grossos, mas agora em outro ângulo... vejo melhor. Não, ele inclusive num tem nada de japonês, talvez só o cabelo liso, a magreza exagerada... poderia ser, quem sabe?! A voz é grave ao mesmo tempo que não é. Aliás, como será a voz de um japonês? Nos filmes costumam ser grossas e eles falam tão forte, parecendo briga. Mas e se fosse, sei lá, coreano? Como é a voz de um coreano? Em toda minha vida só conheci um, um namorado, ex-namorado, de uma prima. Aliás, aqui em minas tem poucos orientais, a não ser aqueles que vieram recentemente pelo comércio popular. E mesmo assim estão distantes de mim. E acho que são chineses. Engraçado, ontem uma colega me disse que não gosta de filmes orientais por que não consegue distinguir os personagens. Diz que são muito parecidos e se confunde. Mas nem todos são assim. Eu gosto de filmes japoneses e tá passando um no cinema que quero muito ir ver. Não me lembro o nome, mas dá pra pegar uma sessão depois do serviço. Vou ver se da pr'eu ir o quanto antes. Uhm...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Pão de Queijo

Eu tinha te reservado o maior pão de queijo, e no sofá a almofada mais macia. Era de se esperar que uma pequena pessoa não fosse levada a sério. Desde meus doze anos e a mesma altura, mas já não dizem a mesma coisa. Observei quando saiu correndo pra pegar o ônibus. Te ofereci uma bala no meio da conversa doida e corrida. Te olhei e desviei o olhar quando virou. Sua franja caindo no rosto e minha faixa que escorregava. Pensei em cinema mas você preferiu dormir. Me deixou plantada em pé do lado de fora. Pensei que quisesse ficar mais horas e você foi mandando beijos e correndo de Allstar verde na chuva. Não queria que se molhasse, mas nem falei nada. Guardei a cadeira ao lado pra você se sentar mas quando vi estava do outro lado. Me preocupei em me perfumar mas você nem notou. Te comprei um chocolate e comi por ansiedade. Te liguei e só dava ocupado. Bati a campainha e tomei chuva lá fora. Não sei, sou pequena demais? São meus cabelos? Meu gosto ou um desgosto? Nada sei e você nada. Ah, aquele pão de queijo eu comi também.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

bora...

Nossa, desde o ano passado não escrevo nada aqui.... hehe, não resisti...

Pronto, passou. E a contabilidade foi boa.
Chorei pra caramba, ri por demais.
Fui feliz, me entristeci e feliz ei-me de novo.
O blog se fortaleceu.
Conheci gente muito bacana.
Viajei pra caramba.
Compus muitas canções.
Fiz pessoas chorarem com elas,
e outras rirem gargalhadas.
Uma parceria musical incrível.
Subi no palco várias vezes.
Perdi a voz e depois voltou.

Trabalhei assim.
Não perdi festas nem reuniões.
Os amigos voltaram.
Adoeci e melhorei.
Melhor ano da facu.
A Fofoca Erudita voltou como era.
Esquema três ensaios mas com um só.
Três ou quatro horas tocando, ái.
Andei muito mesmo de ônibus.
Durmi muito fora.
Vi Móveis Coloniais de Acaju ao vivo!
Festivais, teatros, shows.
Noites mal dormidas.
Devaneei-me com a Suite para os Orixás numa quinta.
Dancei pra caramba com Pife Muderno na outra.
Quis comprar uma câmera fotográfica.
Comprei um pandeiro.
Aprendi a tocar, uai.
Os amigos continuaram.
Madrugadas afora.
Fiz novos bons.
Comecei a tirar carteira e só vou acabar agora...
Motorizarei-me! verás... e adeus ônibus! hehe

E tô aqui de novo! 2008... vão bora....

domingo, dezembro 16, 2007

choro do core


Posso confessar de vez a manteiga derretida da infância em que chorava por qualquer coisa. Mas dessa vez os motivos são outros que não joelhos ralados ou simplesmente não poder brincar com os brinquedos do meu irmão. Não, agora os motivos se fazem mais profundos e às vezes sem nem explicação, simplesmente é sentido. Uma canção, um olhar sincero, um gesto amigo, qualquer coisa me comove, e talvez agora mais do que antes.
Há dois dias assisti a um filme que me dilacerou por dentro. Não pude entender a primeiro momento o porque mas meu estado era catártico e não pude esconder, nem mesmo explicar a quem o percebeu. Mas agora compreendo o que me tocou e que me deixou quase catatônica. E posso explicar.

O filme era "Batismo de Sangue", de Helvécio Ratton, e com a presença do diretor, dois atores e o frade que os ajudou nos laboratório para um bate-papo depois. Eu me assentei e assisti. Cenas descaradas de tortura, de loucura, de poder, de rendição. Não sei descrever, talvez por ter me tocado tanto eu tenha bloqueado algumas coisas que não quero lembrar?! Fato é o que me tocou foi a nossa impotência frente a certo poderes, no caso o poder militar, o poder da força, da ameaça, do terror. Estamos completamente à mercê. Impotentes. Não foi medo que me deu de acontecer comigo ou com quem eu goste, mas me deu uma revolta de que alguém possa fazer tamanhas barbaridades e que mesmo assim não tenha sido punido. Conheço pessoas, casos, que sofreram tortura na juventude e encontrou seus torutradores em supermercados com a família felizes como se não tivessem nada feito. Tamanha a friesa? O que é? O que faz de uma pessoa tratar a outra com tanto ódio, tanta violência? Será natural do ser humano? Um espécie de botão que pode ser acionado a qualquer momento e seremos tão violentos quantos? Na história da humanidade sempre houveram estes toturadores e talvez nunca sejam extintos. Seria eu mesma capaz de tal babárie em alguma situação extrema? Ontem conversei com um senhor que me contava de sua própria experiencia da ditadura e que os 'rebeldes' também praticavam a tortura igual ou tão pior que os militares. Me lembro de "Tropa de Elite", "guerra é guerra e tem de estar preparado pra tudo". Isso me deixa muito triste.
Esse poder sobre os outros é que me espinha, me faz revolta. Assim como os casos de pedofilia. Crianças sem 'maldade', sem defesa à mercê de mentes perversas que têm a confiança dos pais. Meus Deus, isso me entristece, me revolta profundamente. São professores, padres, tios, padrastos, até mesmo alguns pais. Por quê? Nem quero saber. Mas me faz chorar, mesmo que naõ me caiam lágrimas, choro por dentro. Por Tito, por Beto, pelas crianaçs traumatizadas, por Nascimento, por Matias. É triste por que parece que nunca vai acabar e sempre vamos saber de mais e mais casos que agora estão escondidos.

Mas apesar disso tudo, o outro lado me comove tanto quanto. No dia seguinte a sessão era dos "Doutores da Alegria", e apesar de ser a segunda vez que assistia ao documentário, chorei. Dessa vez, pela beleza, a leveza, pelo sorriso. Pessoas que têm os mesmos instintos violentos segundo uma parte da psicologia capazes de elevar vidas ou finais de vida num ambiente tão carregado que é um hospital. Minha profunda admiração consolidou com a sensibilidade temporal. Meu espírito clown reavivou aqui dentro. A resposta para a indignação anterior estava ali diante meus olhos molhados. Mesmo não sendo a solução para o problema da impotencia social ou infantil, é um modo de fazer as coisas melhorarem. Um sorriso, uma bobeira, um comentário na hora certa, um nariz vermelho. O peito se encheu do ar novo e chorei recorfortada, com uma resposta à frente.

Então depois do jantar um amigo, e eterno inspirador, me deu a possibilidade de externar meu nariz vermelho novamente. Não sei o que será, mas confio nele, sei que posso, e sei que será bom. A emoção acalmou e recobri o certo ponto de controle que temos sobre ela.
Os filmes foram vistos no 2° ENA / Cinema na Praça, em Sabará-MG.
* Björk - "Joga", "Isobel", "Venus as a Boy"

quarta-feira, dezembro 12, 2007

cinema e animação de graça!

Poucas atualizações por conta de uma boa programação cultural [e ainda em tempo]: 2° ENA - Encontro Nacional de Animação e Cinema na Praça em Sabará.



Pela animação e pela formação de cultura em geral, a ONG Casa da Animação promove em parceria com a prefeitura de Sabará o 2° ENA conjugado com o Cinema na Praça entre os dias 10 e 15 de dezembro [agora].



Filmes como Saneamento Básico de Jorge Furtado, Wood & Stock de Otto Guerra estão entre as exibições em plena praça pública dentro de uma tenda especialmente montada. Muito bate-papo a respeito do mundo da animação e sobre os filmes com os própros diretores. Além disso há também uma oficina de animação e outra de vídeo-documentário, tais que resultarão em curtas, exibidos no último dia de evento.


Mais informações no site da Casa, http://www.casadaanimacao.com.br/

Toda a programação gratuita.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

entrada franca? to dentro!

Um novo site para os mineiros aproveitarem! O Guia Entrada Franca! Pelas próprias palavras do site:
"É com muito prazer que apresentamos aos mineiros, o primeiro portal virtual sobre eventos culturais gratuitos de Minas Gerais. Música, teatro, cinema, exposições, debates, festivais, literatura, dança, artes plásticas, cursos, eventos, festas populares. Todos os serviços que dizem respeito à cultura, vocês vão encontrar aqui no www.guiaentradafranca.com.br. Chegamos com a pretensão de ser uma ferramenta, um site de busca, de fácil acesso a tudo o que acontece no universo cultural da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma capital em verdadeira ebulição cultural. E queremos mais. O objetivo é nos tornar um veículo de comunicação virtual de referência na área de cultura e eventos, além de fomentar o debate cultural, através da produção, disseminação e monitoramento de atividades culturais gratuitas. Mas só poderemos trilhar este caminho de sucesso com a sua participação. A interatividade é fator decisivo para seguirmos em frente nesta trajetória. Para isto, estamos receptivos a sugestões, críticas, debates, informações e tudo mais que possa aproximar a cada dia o universo cultural gratuito à população de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Sejam bem-vindos! - Guia Entrada Franca"
bacana né?
pois é, aproveite!

quarta-feira, novembro 28, 2007

tango

ela dançava tango na penumbra da sala vazia
tomava uma garrava de licor de jabuticaba
cartas sovieticas espalhadas pelo chão
o esmalte escarlate ainda secavs nas unhas dos pés

devia ser domingo, assim, à noite
chuva fina e grossa
o chão de taco soltava poeira
ela tinha sinusite

no braço esquerdo uma tatuagem de pirata
galante e charmoso
na virilha uma tartaruga em preto e branco
desenhada à mão

os cabelos negros lisos caiam sobre a face
os olhos fechados e a resipiração turva
movimentos sinergicos
corpo inerte à força involuntária

tinha um pé de jabuticaba na casa da avó
sempre subia no pé e apanhava mais que chupava
lembra da criança, pelo álcool do licor,
pé descalço e joelho esfolado

o tango acaba
o bandoleon da as ultimas notas
agora sabe e sente
almodóvar iria gostar-te.

sexta-feira, novembro 16, 2007

invenção

inventei um sonho de nós dois, eu e você
aquele seu olhar de lado me embreagava
enquanto, a pretexto de trabalho,
sua técnica me ensinava

inventei o que você disse
quando chegou mais perto
quando fez que vinha
quando cheirou meus cabelos

inventei sua reação
quando virei e te encontrei o rosto
e você não pôde evitar
um beijo na bochecha, o mais gostoso

inventei o beijo
inventei o sonho
mas se vier
eu deixo isso tudo pra lá...

sábado, novembro 10, 2007

culturamente falando...

Acho mesmo é que estou um pouco triste. Ainda não pude ir ao Teia 2007 e provavelmente nem irei. Sou assumidamente contra esse lance de encontros e festivais! É muita coisa boa em poucos dias, quase simultâneas e quase nos mesmos lugares. É impossível você escolher o mais bacana de se ver. É cruel ter de escolher. E é mais cruel ainda certas coisas acontecerem quando simplesmente não dá pra ir!!! Acho mesmo é que to puta com isso!!

Há um tempo quero escrever sobre os grandes shows que pude ir nos últimos meses, mas alguns fatores de organização mental me impediram. Creio que agora dê ao menos para citar exemplares trabalhos.

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Tive a oportunidade de ir a um show que talvez tenha mudado grande parte da minha visão a respeito da música e de como fazê-la. É verdade que para esses lados musicais desde que conheci, em 2002, a Orquestra Popular de Câmara, vinha tomando-a como referência. Mas eis que me surge em plena quinta-feira, no teatro da minha pacata cidade, a Suíte para os Orixás, uma junção perfeita de um dos meus músicos prediletos, Esdra Ferreira, com o grande flautista e arranjador Mauro Rodrigues. O que se pode dizer? Fico sem palavras. Sério, por isso a demora em escrever sobre.

Em miúdos, foi um sexteto no palco e talvez somente umas 100 pessoas de platéia. Neném (Esdra) Ferreira na bateria, Mauro Rodrigues na flauta, Kiko Mitre no baixo elétrico, Sérgio Aluotto no vibrafone, Ricardo Cheib na percussão e Guda na percussão. Era como se a cada canção fosse a última, assim quase impossível parar de bater palmas. Climas perfeitos, sentimentais, grandiosos e minimalistas. Detalhes, tudo era detalhes e ao olhar para o palco mal sabíamos em quem dar ênfase observativa. Seriam os contratempos da percussão ou os toques leves no vibrafone?! Nem pisquei. Nem pisquei.

No encarte uma breve explicação do que vem a ser o álbum e para cada orixá uma ilustração de acordo com sua personalidade.

"Esta música foi composta a partir de cantos originais de candomblé das nações de Keto e Angola. O material foi recolhido através de Neném, Ogã do terreiro de Santa Joana D'arc. Nas variações, improvisações e desenvolvimentos criados a partir desse material, tratamos de compor uma música que respeitosamente corresponda à identidade de cada orixá e suas relações." (texto dentro do encarte)

*Fica a preciosa dica:
"Suíte para os orixás" - Esdra Ferreira e Mauro Rodrigues - (2006)
"Orquestra Popular de Câmara" - Orquestra Popular de Câmara - (1998)
"Danças, Jogos e Canções" - Orquestra Popular de Câmara - (2003) [infelizmente ainda não pude ouvir ele todo]

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No mês seguinte e no mesmo teatro, também num quinta-feira, só que dessa vez chuvosa, presenciei "Paru" do Carlos Malta & Pife Muderno. Confesso que ao ler a programação do "Sabará Musical - Edição Sopros" [projeto que nos trouxe também a 'Suíte'] me ative a este show simplesmente por conter em sua ficha técnica o nome de Marcos Suzano, o mito do pandeiro.

E fui lá eu crente de que veria ali na frente o cara mais foda dos últimos tempos naquele instrumento precioso. Mas logo algumas músicas passaram, e eu me divertindo bastante, o 'líder' Carlos nos avisou prontamente que Marcos estava lá em algum lugar do mundo passando adiante todo seu virtuosismo pandeirístico e que acá estava um de seus aprendizes, Bernardo Aguiar. Tudo bem, pensei, adoro o som de pífanos mesmo... E num é que dali pra frente esse tal de Bernardo com cara de nerd fez miséria do couro e platinelas?! Arrepiei-me toda! O menino é mesmo bão e tiro o chapéu! Guardei o nome e saberei daqui pra frente, rs.

Mas não só o pandeiro me encantou. Como disse, adoro o som de um pife, de dois ainda... Incrível, incrível mesmo! A musicalidade que pode sair de tão simples instrumentos. Mas não só as flautas de bambú nordestinas permearam a apresentação, às vezes flauta transversa baixo e as duas grandes indígenas, de nome Uruá.

Durval Pereira na sua dança alegre com a zabumba esperta. Foi a que mais me diverti, quase pulei da cadeira pra dançar e as palmas da mão ficaram muito vermelhas de bate-las. Afinal, 'Durval é o bicho!'

Ao fim de tudo lá vem o Malta, só. Agora o tom é sério e é preciso fôlego. Uma breve história a respeito da Uruá e de toda sua significância pessoal. Dedicatórias e os sons, masculino e feminino. Lindo e profundo. De arrepiar e bater muita palma, não menos.

Mas antes de acabar tudo ainda, nós, o público, queríamos mais e mais! O quinteto voltou ao palco e começou um cortejo em direção à entrada do teatro. Tudo ali acústico e à flor da pele. A expressão mais viva do popular, da interação com o público, o mais bacana que poderia acontecer. Muito bom. Nem pisquei. Nem pisquei.

*Fica a preciosa dica:

"Paru" - Carlos Malta & Pife Muderno - (2005)


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Belo Horizonte
Evento: Encontros Musicais - João Donato, Naná Vasconcelos, Juarez Moreira e Toninho Ferragutti
Data: 5 e 6 de novembro
Horário: Segunda e terça-feira, às 21h
Local: Palácio das Artes , no Grande Teatro

Ouvi no rádio que o maior percussionista de todos os tempos iria vir a BH assim, de graça, não pude perder. Tudo bem que tinha muita coisa a fazer de faculdade, mas a oportunidade era única... e gratuita.

Fui lá eu na segunda, com irmã e cunhado. Cada um tocou duas canções solo e as outras junto numa permutação organizada, apesar das confusões de Juarez. Cada um no seu estilo e nuances incríveis. Ao fim, todos juntos, tocaram a minha preferida do Juarez, 'Baião Barroco'. Imagine! Muito bom... Áh, nem pisquei, rs.

*Fica a preciosa dica:
"Bom Dia" - Juarez Moreira - (1989) [Neném e Kiko Mitre estão junto de Juarez já há vários anos no trio Juarez Moreira Trio]
"Sanfonemas" - Tonihno Ferragutti - (1998) [Toninho participou do álbum homônimo da Orquestra Popular de Câmara]
"Chegada" - Naná Vasconcelos - (2005) [Naná também participou do álbum homônimo da Orquestra Popular de Câmara]

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Por enquanto é só, ufah.

terça-feira, novembro 06, 2007

tempo

sem tempo para postar
sem idéia bacana
um monte de coisa pra fazer
aprendi a fazer tapioca
e é muito bom!
ví o naná vasconcelos tocando
nossa...
vai e vem danado
calor, chuva
e tal...