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quinta-feira, março 05, 2009

Onde está você?

Onde está você que vai me pegar na saída da faculdade?
Que vai me presentear com um bombom derretido de calor?
Que vai rir comigo do penteado matinal... rs.
Que vai me pedir pra apagar a luz.
Que vai me dizer verdades incoerentes.
Que vai me irritar nos finais de semana.
Que vai fazer mexido na madrugada para nos abastecer.
Que vai ouvir minhas canções.
E vai dizer sinceramente o que acha delas.
E vai entender minhas coisas loucas.
E vai querer me ter por perto.
E vai me escrever mensagens poéticas.
E vai ler as minhas.
E vai achar tudo muito natural.
E vai conversar sobre a relatividade das coisas sem qualquer certeza.
E que eu vou fazer carinho.
E vou contar os pipinos.
E vou contar piadas sem graça e vai rir de mim...
E vou ouvir os pormenores.
E vou fazer chá quente com torradas pra nós.
E vou te encontrar.
E a gente vai ser feliz. rs





terça-feira, fevereiro 10, 2009

Dois dias

Já fazem dois dias que não o vejo. Saiu pela porta nervoso. Bateu com tanta força que achei que ia desfazê-la em migalhas. O meu coração ta assim, em migalhas. E pra piorar ele some.

É que brigamos, sabe. Feio. Acho que toda briga é feia, aliás. Sabe daquelas que num tem nem culpado e as partes saem igualmente machucadas? Pois é. Foi uma dessas. São as brigas mais difíceis. Mais dilacerantes.

A casa é nova. Não, não é propriamente nova, mas é nova pra mim. Acabei de me mudar. Não dava mais pra viver com aquelas meninas. Criavam muitos problemas pra mim. Já estava entrando em colapso quando vi o anúncio no jornal. Telefonei umas três vezes pra conseguir falar com o vendedor. Foi quando ouvi a voz dele pela primeira vez.

Ele parecia gentil, suave, sabe. De primeira só gostei da voz, mas quando nos encontramos, pra ele me mostrar a casa, foi outra coisa. Outra sensação, outra... Não sei descrever. Minha pulsação aumentou e minhas pupilas se abriram atentas. Uma adrenalina controlada e profundamente prazerosa. Não havia nunca experimentado tamanha sensação. O que foi isso?!...

Então conversamos um pouco. Ele me mostrou o ambiente e me falou da vizinhança. Sem perceber eu já estava deixando os cabelos me caírem sobre os olhos charmosamente. Minha postura mudara e meu modo de falar nunca esteve tão comedido. Nem percebi, mas fazia charme pro tal moço. E ele... ele percebia.

Ele é assim mais ou menos da minha altura. Os cabelos lisos despenteados e por cortar. A barba é realmente mal feita, creio que não haja tempo. O vestuário é simples. Calça jeans e camisa de uma cor só. Nesse dia era verde, minha cor predileta. Os olhos são um pouco caídos mas com um ar de brincadeira. Nada nele parece ser pesado ou sério demais. Nada nele parece ser difícil ou ruim.

Aí meu charme deu certo. Saímos algumas vezes. Outras mais e já estávamos o suficientemente íntimos, rs. Ele é uma graça. Faz coisas que nunca vi homem nenhum fazer. Quando vem pra cá sempre me traz uma florzinha que eu boto num vasinho na sala. A casa fica mais bonita quando ele vem. O tom de amarelo de fim de tarde permeia o ambiente. Fica lindo.

Mas, faz dois dias que não o vejo. Ontem me deu a sensação de que nunca mais o verei. Hoje o fim de tarde foi azul frio. E... Um minuto, a campainha tocou. Vou ver.

... Pronto! Num preciso mais me preocupar. Ele chegou. Vamos conversar e acertar as coisas. Depois mando notícias. Bejos.



Foto: Juliana Buli

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Este texto foi inspirado num ensaio fotográfico que minha irmã, Juliana Buli, fez no Prado, bairro onde mora em BH. Visite o site dela e descubra suas outras artes.


terça-feira, janeiro 20, 2009

carta

é que seu chêro me tonteia. seu pelo, sua cor. então me explica por que, se tô aqui inteira e você parece não me ver. mesmo que me olhe sempre no fundo do olhos, intensamente. é que seu cheiro me tonteia. sua pele, sua cor. qual a química que te deixa assim? e eu quase me rendo toda. quase por que num sei ainda se posso. se você pode... ah, como eu queria que se rendesse logo a mim.

quinta-feira, agosto 14, 2008

notas curtas

E o amor continua como mote das mais variadas canções, de todos os estilos. Ouço agora a Titane cantando "O Amor" que fala para fecharmos a porta na cara dele... Não esperava essa, sinceramente. Já ouvi lamentos de amor, choros ressentidos, perdas e ganhos, mas essa agora de fugir do sentimento é no mínimo engraçado. Ainda mais na voz de uma pessoa que na minha infância era sinonimo de extrema candura que dava até nos nervos. Mas é certo que nunca procurei ouvi-la mais atentamente, especialmente depois de ter crescido. Me lembro bem de ir a shows de amigos do meu pai em que ela fazia participações e tal, e nessas ocasiões eu posso dizer que não me satisfazia no quesito gosto nem um pouco.

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Falando da Titane... parece que finalmente está numa fase bem pop. Começando pelos arranjos cheios de efeitos e colagens inusitadas e acabando na distribuição online e gratuita do último álbum pelo site da mineira.

Mas o novo CD, ANA, tem poesia e coisas interessantes de se ouvir dizer e quem sabe sair repetindo por aí, principalmente a canção "Uma Confábula". Além é claro das boas utilizações de marimbas e cellos.

Uhm. Mas esse jeito de cantar que as vezes lembra aqueles cantores do metal melódico tipo Angra.... continua a não me satisfazer.

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Quem não está deixando pra dormir mais tarde só pra acompanhar um bocado a mais das incríveis Olimpíadas de Pequim? Eu estou e isso está sendo até caro, rs. Já faltei algumas aulas da faculdade e isso vai fazer falta no futuro... rs

No basquete feminino uma pena o último jogo contra a Letônia perdendo de 1 só pontinho!! Mas torcemos firmemente!

Pelas meninas do volei de praia, Larissa e Ana Paula, continuamos na disputa e eu acompanhando como posso! Bora meninas!

Na ginástica artística levamos o 8º por equipe, mas já valeu demais o espetáculo pros nossos olhos. Esperamos os meninos fazerem mais show.

Que Michael Phelps é esse?! Poutz! rs
Pesista vira o braço direito pra trás. Cantora chinesa vira playback. Coreógrafo chinês é acusado de plágio. E ainda tem muito caldo...

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No meu player novos nomes, e preste muita atenção! Tinariwen e Penguin Cafe Orchestra. O primeiro tuareg e o segundo londrino. Os dois incrivelmente diferentes e muito lindos...
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Tem também a Camille, a Emilie Simon e Emily Loizeau... não disse de nenhuma delas por aqui não, né?!
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Depois coloco aqui mais detalhes e hiperlinks e etc.

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Fui nesta segunda ao show da Orquestra Misturada no projeto bacana Música Independente lá no Palácio das Artes (BH). Mais um projeto encabeçado pelo incrível flautista, compositor e arranjador Mauro Rodrigues. Quem conhece a peça sabe que coisa pouca não é, inclusive foram várias as vezes em que me arrepiei ali da platéia. Muito bom. Recomendo.
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Como tem jornalista nesse mundo! Às vezes penso por que estou entrando nessa e me descontento com as possibilidades. Entretanto me abre algumas possibilidades de esquina, daquelas que a profissão ainda não abriu os olhos totalmente ou simplesmente ignora... Boa perspectiva não? Pelo menos me anima. E olha que quase todos esses posts foram feitos em horário de "serviço" jornalístico. Devo não levar o jeito mesmo...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

então, o amor contagioso?!

Quem iria pensar em não enfrentar filas quilométricas na porta de um hospital enquanto sofre de males que necessitam de cuidados urgentes? Ou pagar um preço salgado para passar na frente da fila e ser atendido por uma quase máquina, um robô? Aqui é assim e talvez em todo o mundo... menos no Instituto Gesundheit do Dr. Patch Adams.

Uma vida por um mundo melhor, por igualdades, por melhores condições e qualidade de vida, por melhores relações entre as pessoas, principalmente entre médico e paciente. Uma fé inabalável e uma confiança incrível nas pessoas e no amor, é o que fazem de Hunter Patch Adams um cara a se respeitar e admirar.

Sessenta e poucos anos, cabelos grisalhos longos, roupas multicoloridas e uma língua afiada. Humor e seriedade equilibrados nas medidas ideais, nas medidas para a cura. É assim que vejo aquele médico meio amalucado que tanto gostei pelo filme que leva teu nome. Era no corpo de Robin Williams o incrível. Como pode alguém fazer o sonho de um paciente se realizar numa piscina de macarrão para nadar? Mas isso é só um pouco do que aquele homem é... incrível é a palavra, rs.

Foi no Roda Viva que o conheci “pessoalmente”, na última terça, quando reprisaram um programa exibido em novembro passado. Ele ali não deixando nenhum espaço, nenhuma brecha, respondendo tudo e esclarecendo tudo a todos. Sua filosofia, suas ações, seu caráter e opiniões. Fez-me enxergar que não sou a única a sonhar num mundo melhor, muito melhor para todos. Mas, diferente dele, que sabe o que fazer, como e onde, ainda não tinha descoberto minha utilidade, minha função, meu papel. Não sabia como intervir, como fazer com que algo aconteça enfim.

Entretanto, algo que ele citou me fez animar novamente. Disse ter uma enorme biblioteca e que todos pensariam ter nela livros de ciência e filosofias avançadas. Mas, não. Ele tem poesia, tem romances, tem arte. Ele se alimenta disso por que são coisas que foram feitas para, pelo, por, e do amor. Amor. É o que move tudo, e principalmente a cura. A chave para tudo, para o que se pensa utópico, para o que se diz sonho e impossível. E é possível e está em toda parte, em todas as pessoas, em todo lugar, bastando a nós enxergá-lo.

Então tudo se resume ao amor. E o que é o amor? Pecamos ao tentar defini-lo, e é aí que realmente falhamos. Ao tentar delineá-lo esquecemos de vive-lo. E quanto tempo perdido! Perdemos tempo tentando nos enriquecer, tentando ser o que está além do que realmente somos. Tentando ter o que somente interessa aos desejos. Esquecemos dos significados mais tenros dos sentimentos. Dos ‘bons dias’ e ‘obrigados’. Mas, o que nos fez assim? Por que somos assim? Haverá jeito de não ser desse modo, afinal??

Essa sociedade de consumo que consome tudo, até a falsa saúde. Não precisa necessitar, apenas consumir para se parecer com algo que definitivamente não é. Então acaba resultando em algo artificial, sem significado. Sem nada. Sem conteúdo, sem recheio, sem nada. E estes não pensam, por que se pensassem, “oras, por que vou ter um plano de saúde se consigo manter minha vida saudável?”, não se sentiriam infelizes. É preciso pensar antes de qualquer coisa, antes de comprar, antes de falar, antes de ver, antes de qualquer coisa. Pense. Pensemos mais.

Por pensar, e que seja pouco ou muito, escrevo isso tudo aqui. E não estou mais tão intrigada com meu papel nesse objetivo de melhorar o mundo. Não. Sei exatamente o que tenho a fazer. Arte. Simples não? Rs. Arte... música... continuarei cantando e escrevendo histórias de amor, jornalisticamente ou não. Tocando não somente para alegrar as pessoas, mas para levá-las um pouco de conforto e paz. Um pouco mais de razão e mágica para se sentirem bem, e para contagiar os outros assim sucessivamente. E sei que não ganharei rios de dinheiro com isso, mas sei que será o suficiente. Sim, o amor suficiente para amar.

Agora sei por que os Doutores da Alegria tanto me cativaram, e Patch Adams também. Sei o que tenho de fazer. Sei. E diria a todos para pensar também e acharem seus afazeres, suas funções pra melhorar as coisas, pra melhorar o mundo, mesmo que isso pareça tão utópico, tão impossível. Pensem.


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Àqueles que querem conhecer Patch Adams, visitem:
Entrevista da Veja com patch Adams
Patch Adams & the Gesundheit! Institute
Comissão Organizadora do Patch - COPatch
Patch Adams, O Amor é Contagioso - o filme
Patch Adams - Wikipédia