terça-feira, janeiro 30, 2007

fotogenia


folheio aqui, ali. leio, não entendo nada. entendo o qual tem a ver com meu problema o resto vaga... há tantas fotos por aí, pessoas com suas pequenas câmeras apontam e apertam. fotografia é mesmo coisa solitária ou talvez daquele que está aparte de todos pra fotografar... às vezes queria ter uma, na verdade quero. como ando solitária... e acho lindo tanta coisa... prazer supérfulo. fotografar. na minha vida é, sería... mas ainda vou desfrutar disso... depois de muita coisa, mas vou. V O U . . .

questão

PORQUÊ EXISTE O A M O U R ?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

da-me un brillo

...é um vazio no peito que dá...
há algum tempo não recebo notícias.
eu aqui pensando tanto em mim mesma
e sei lá o que pode estar realmente acontecendo.

o corpo sedentário demais
e a mente ativa e ansiosa damais.
tantas coisas que levariam dias a explicar...
outras que só mesmo vendo, presenciando.

aí me pergunto assim distraidamente,
se isso realmente mudaria alguma coisa.
acho mesmo que nada voltará
e que daqui pra frente será mesmo tudo diferente.

não sei se arrepende disso tudo
ou mesmo saiba o que está acontecendo...
talvez nem tenha se dado conta,
mas acho que isso tem de mudar.

aqui são goteras, julgamentos, sapos e princesas
trovadores, arlequins e bobos da corte
dias e noites de pensamentos lúdicos
e a música que não sái de mim.

aprendi da gentileza que gera gentileza e amorrrrrr
que o esperto ao contrário vai se dar mal no juízo
como devo construir um muro
e quanto gasta de gasolina para ir ao Espírito Santo.

sei que minhas pernas não vão aguentar se eu continuar sem andar
que minha barriga vai continuar crescendo quanto mais eu como
que carne de panela é uma das maravilhas do mundo
e que talvez somente eu sei o que é ficar no ponto de ônibus
com uma chuva braba envolta.

como fazer um almoço para não sair à duas da tarde
e que deve esquentar a água do arroz antes do cozimento
amigos são amigos, irmãos são irmãos
e se esquecer-se das compras poder-se-ia ir ao vizinho...

o quanto da minha vida que perdeu,
perdi da tua ao reverso.
aprendi a rir de maneira diferente
mas rir em solo continua triste.

mas, o que passa aí que não me contas? ein...

quinta-feira, janeiro 18, 2007

explanando-me

Cada dia mais
a cada dia mais
cada dia A mais.
Um acorde, uma nota
um tempo fara do comum...
Uma palavra
uma intonação
um ponto interrogação
exclamações.
Fato é que daqui a pouco
e ao vivo
verão quem posso ser
se posso criar com tempo e prazer...
Talvez com um nariz de palhaço
e cara de páu...?
Talvez eletronicamente
no Trama virtual...?
Talvez num palco
frente à muita gente... Uáu!
Ai ai... ;-D

domingo, janeiro 14, 2007

vez por vez

Porque é assim...


Time after Time Cindy Lauper


Fazendo uma lista de filmes históricos da minha vida me deparei com a lembrança de Goonies. Nossa! Marcou minha infância e as brincadeiras... Vai a trilha bacana dele:

Goonies Are Good Enouth Cindy Lauper

sábado, janeiro 13, 2007

é assim...

você está só, somente assim, consigo mesma
e todo mundo à sua volta está junto
ficantes, namorados, super amigos, bebidas, hobbies...

você está gordinha
ainda não fez aquela coisa que há 2 anos se promete
está cheia de idéias e pouca disposição

escuta músicas sentimentais
pop, rock, samba, tango, flamenco, eletronica
se lembra de um monte de coisas e de situações

escreve poemas pensamentos
histórias impossíveis, sonhos verdejantes
canções estranhas falando aquilo que não gostamos de ouvir

liga a tevê e vê tanta bosta
liga o pecê e cái nas mesmas trilhas
o sono chega e a mesma cama

e no novo dia seguinte tudo começa novamente.

no fim, nada de mais,
só pensei que pudesse ficar melhor
se estivesse aqui quem me tira o sono

nada demais,
imagino o que faz longe daqui
e se realmente quereria o mesmo que eu...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

para começar bem

ah ah ah ah ah ah ah aaa...

Fidelity Regina Spector

aham... muuuuuuuito bom!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

sorrir

os dentes pra quê servem?
mastigar? mostrar? encher aboca?
sorrir!...

uhm...
é como comer rabanada ... abanar o rabo...
chupar picolé ... ronronar...


sentir-se bem é coisa pouca sem brincar.

rir...
brincadeira é coisa séria, já brincou hoje?

doutores da alegria - o filme

domingo, dezembro 17, 2006

trip on net



Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona

quarta-feira, dezembro 13, 2006

all is full of love

No ônibus, uma garotinha estava em pé no corredor ao lado da cadeira que sua mãe estava sentada segurando a outra filha, ainda bebê, no colo. Não sei, 5 ou 6 anos no máximo. O rosto era inesprecivo e caído, como se aquilo fosse uma amarga rotina. Olhava para os lados sem rumo e às vezes pro consolo materno. A mãe só se preocupava com a vista da janela do veículo. Estavam separadas por um homem largo e alto.
O ar condicionado estava muito forte e eu sentia meus pés gelados entre os chinelos. Minha cabeça doía ao mínimos movimentos e o barulho do motor fazia piorar. Entre abrir e fechar meus olhos via a cena desfigurada. O pescoço doía pela noite mal dormida e sem jeito do banco.
O olho abre e algo incomoda. Uma pequena de olhar desamparado posta-se no meio do corredor segurando nos canos amarelos aos balanços da máquina. Não conseguem enxerga-la confusa em meio a tanto despreso. As demais pessoas do ônibus. Selvagerismo individual. Estudantes, assalariados, aposentados, donas de casa indo e vindo e tão invisível.
Meu lugar, tão temporário, não vale a pena se tiver de enxergar aquelas perninhas doerem de ficar em pé. Me lembro da infância e de como era protegida. Agora, crascida, sei que muitos não têm um terço do que tive. Saber disso dói tanto quanto ver aquela cena de indiferença.
Me levanto e ofereço a assento pra garota. Ela aceita ainda inespreciva e não sabe dizer obrigada. Não há um sorriso, nem mesmo um voto de confiança por mim. Somente senta e espera chegar o ponto de descer. A mãe nem percebe quando isso acontece. Talvez nem percebesse que é muito imcômodo pruma pequena criatura passar por testes físicos como andar de ônibus em pé.
Passamos por cima dos sentimentos e necessidades dos outros muito preocupados com o que queremos e o que é supostamente melhor para nós. Tudo nós, somente nós. "Eu, Mim".
soundtrack#1 All Is Full of Love Björk
programa: TVE Brasil em parceria com o Instituto Interamericano del Niño exibe uma série de sete vídeos para a promoção dos direitos das crianças. Nas vozes de Gilberto Gil, Fernanda Takai, Luiz Melodia, o coral "As Princesas de Petrópolis", Bruno Golvêia, Margareth Meneses, Joyce, Jorge Vercílio e Ná Ozétti as animações ganham vida e um poder incrível de significado. As animações podem ser vistas pelo site do programa ou durante a programação da TVE.
trilha#2Eu Quero AprenderFernanda Takai

domingo, dezembro 03, 2006


Estamira


Quantas vezes já parou pra pensar no controle remoto superior? Esse trocadilho, essa esperteza ao contrário? Quantas vezes se perguntou sobre esse seu Deus? Já reparou no lixo que você joga no lixo?
Seria difícil reproduzir com tamanha voracidade sua filosofia e ódio pela podridão humana. Muito mais esclarecida que muita gente e muito mais inteligente que muito doutor. Não é rica, não é bem compreendida, mas se diz feliz. E com razão, pelo simples fato de não ter de se submeter a essa "esperteza ao contrário" se sente em paz. Paz relativa essa, pois a cada momento é uma briga, uma explosão de revolta contra tanta desgraça no mundo. Os astros a protegem.
Áh Estamira, bela Estamira.


["Estamira", Brasil, 2005]

*tímpanos O Céu, o Sol e o Mar Mombojó

terça-feira, novembro 28, 2006

cine femme I

Com o espírito bastante femiminino, alguns filmes para quem goste. Os últimos que assisti.
Pão e Tulipas
[Pane e Tulipani, IT/FRA, 2000]
_
Rosalba é dona de casa numa pequena cidade na Itália. Ela viaja com a família muma excursão de ônibus, mas numa parada num restaurante é esquecida pelo marido e os filhos. Ali ela decide voltar para casa de carona, já que o marido não voltará para buscá-la. No meio do caminho resolve conhecer Veneza, a cidade de seus sonhos. Lá faz alguns amigos e arruma um trabalho, resolvendo tirar férias de casa. O marido desesperado por ter de lavar as próprias cuecas e não encontrar comida na mesa depois do trabalho, contrata um detetive para trazer de volta a esposa. Mal sabe ele que Rosalba está feliz e voltou até a tocar acordeon, seu instrumento de infância. Uma história singela e bonita com sutil humor. Uma dona de casa cansada de estar apagada pela família e casa que a consomem.
Sob o Sol de Toscana
[Under the Tuscan Sun, EUA, 2003]
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Frances Mayes vive um pós divórcio conturbado. À beira da depressão e sem ânimo nem dinheiro é presenteada por uma amiga com uma viagem de 10 dias para Toscana, na Itália. Relutante, aceita. Chegando lá se distrai com tamanha beleza do lugar, as pessoas, os cinos das igrejas, os girassóis. Então resolve comprar uma casa velha, que encontra no meio do caminho, e morar lá. A partir daí sua vida começa a mudar. Amizades inesperadas e surpreendentes. Outro clima, outra cultura, outra língua. Tuda começa a reviver dentro de si e então a felicidade volta.

nervos de aço

Ainda não sei onde enfiar tanta preguiça. Com irritação por causa dos hormônios e frustração pela vida que estou levando. Ontem, ainda em tempo, alguns planos foram rascunhados. Hoje mais idéias me animaram e creio que em breve, muito em breve, vou sair desse marasmo e GANHAR O MUNDO!!! Tudo bem, nem tanto, mas se não tiver tanta pretenção é bem possível eu nem se quer sair do lugar...
Organização
Sabe quando você tem muitas preocupações na cabeça e isso começa a te irritar e você começa a se irritar também com as pessoas à sua volta? Deram o nome disso de STRESS, aportuguesado estresse. Doença do século globalizado e engolido pelo "tempo é dinheiro". É difícil ver alguém hoje em dia que nunca passou por uma crise de estresse. Há aqueles que ainda vão mais profundo chegando a derrames cerebrais ou depressões profundas. Não, não estou nesse estágio mas os músculos nos ombros reclamam diariamente por tanta tensão.
Cheguei em casa ontem e vi a casa revirada! Graças a Deus não foi um assalto ou um tufão, foi minha mãe. Ela simplesmente está mudando a maioria dos móveis de lugar e isso bagunça tudo, tu-do! Mas até aí tudo bem, o problema é quando a nossa ajuda é muito socilitada e isso para uma pessoa à beira de uma ataque de nervos é a gota d'água. Bom, creio que não é bem o meu caso, e isso até me surpreende. Meus nervos não se alteraram e levei na boa os chamados. Acho que minha tpm tá meio estranha hoje, rs. Aproveitei a arrumação pra arrumar minhas coisas também, assim pelo menos minha mãe viu que eu estava numa arrumação e me deixou em paz a maiorira do tempo.
Férias
Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias. Eu preciso de férias.
E ainda tenho provas e aulas até dia 15! Eu preciso de férias!
Filme
Por causa da bagunça da casa, do stress e do mundo globalizado.
EDUKATORS YOUR DAYS OF PLENTY ARE NUMBERED!

quarta-feira, novembro 22, 2006

conto do vigário

Bom, primeiro eu pensei em escrever ou transcrever um dos meus contos. Depois eu lembrei dessa expressão 'conto do vigário' e me perguntei de onde vinha isso e qual o significado original. Não consegui me responder e a pergunta foi perdendo força como são com as perguntas despretenciosas e irrelevantes, apesar d'eu ter algum interesse curioso nisso. Então com a palavra vigário me lembrei de alguns padres dos quais me fiz saber de suas vidas.

Padre Amaro
Este jovem e recém formado padre vai para uma cidadezinha de interior. Lá ele se encontra com uma sociedade conservadora e perfeita para o domínio católico. Com o poder de observação de um próprio interesseiro ele descobre altos e baixos do clero dali. Mas, como há interesses e deve-se zelar pelo bem clericano antes do bem da sociedade democrática, ele retém todo o novo conhecimento para si, talvez assim poderá usufruir de uma chantagenzinha se precisar?
Eis que o jovem começa a reparar numa bela moça muito católica e filantrópica que lhe serve o almoço todos os dias. É bonita, de uns 19 anos e ainda inocente demais para entender que padre é homem mas também é padre. Ente olhares furtivos e palavras estratégicas no ritual de acasalamento ele aderem ao movimento do amor livre, muito praticado nas sociedades hippies. Numa aconchegante casa semi abandonada têm maravilhosas e caliente aulas de religião amorosa. Tudo no mais completo sigilo. Até que um superior do moço descobre tudo e ameaça a denuncia ao bispo. A chantagem funciona. Passam-se meses de relacionamento extra-clerical e a garota descobre a gravidez. O desespero os acomete e a decisão é pelo aborto clandestino!!! Às 2 da madrugada, guiados por uma senhora do mundo inferior, vão ao destino mortal do bebê. Ela entra bem e sai com uma emorragia que não pára. Ele tenta leva-la a um hospital mas morre em seus braços.
Ele inventa para a cidade que o filho era do transviado namorado que a abandonou grávida. Celebra sua missa de despedida e continua padre. Mentindo para todos e até a si mesmo...
Santo Frei Malthus
Esse era amigo de um reporter de apaixonado por uma prostituta! Um cara da pesada. E ainda se martirizava por conta da paixão e do sapato da cinderela desde a noite do exorcismo. Quem é a amada? Ninguém menos que Hilda Furacão, o terror de Belo Horizonte nos anos cinquenta. E ele ainda se envolveu com o movimento comunista sendo preso diversas vezes sobe acusações de atos subversivos e coisas do tipo. Enquanto ela, que viveu a rotina da zona boêmia durante 5 anos e era também apaixonada pelo santo, sumiu do mapa depois de largar a vida de prostituta. A verdade é que ele é mesmo um santo e Deus estava fazendo de tudo para ele não se corromper. No dia em que o casal iria se encontrar para viver livremente seu amor, Frei Malthus é preso pelos militares. O encontro nunca aconteceu, mas creio que fora ali o amor mais bonito de um padre e uma mulher.

segunda-feira, novembro 20, 2006

agressividade

HOJE VAMOS FALAR SOBRE MODA!!

Você já ouviu falar sobre uma banda relativamente nova que está fazendo sucesso até no estrangeiro? Calma, eu falo o nome. 'Cansei de ser sexy'. Permitam-me um comentário, puts que parildas! O trem é ruim de com força! E conheço uma pá de gente que gosta disso... Vai entender?

Entre as modas não posso deixar de citar algumas coisinhas:
Sabe o calor de verão quando faz-se 35 graus, e você se encontra em tal situação, a maiorira delas em lugares públicos e debaixo do sol, que o seu maior desejo é de tirar toda aquela roupa e ficar curtindo um nu refrescante debaixo de uma sombra de árvore? Áh, se estiver dizendo que não tem vontade de fazer isso é um puta mentiroso! E então você olha para todos os lados à procura de não sei o quê para aliviar aquela sensação e adivinha o vê? Puts! Pessoas de preto, coturno, cabelos tampando toda a ventilação possível nos lugares mais quentes, assim como a nuca. Então você olha para aquelas pessoas que passariam um ótimo inverno ou outono vestindo tais roupas e simplesmente sente mais calor! Dá pra imaginar? É um terror psicológico. Àh........

Mas no fim, à tarde, por que ainda estamos em tempos molhados, cái daquelas chuvinhas gostosas e você finalmente se refresca. Ô delícia. Eis a recompensa.