quarta-feira, setembro 26, 2007

o que acontece no mundo

E eu aqui preocupada com meu fiozinho... hoje me balancei outra vez, perdendo o fio. Juro, devo estar em crise! Não sei o que quero, não sei direito pronde to indo, o que vou me tornar. É, tornar, por que a sensação é de que estou me preparando para uma grande transformação. E sei que as coisas não são assim, tudo é um processo na vida e nós somos invariavelmente metamorfoses ambulantes. Mas quando achei que pelo menos tinha achado uma vertente isso é posto em dúvida. Áhhh, vontade de num ter de viver em sociedade e suas regras comportamentais e etc.. aff... E eu aqui pensando todas minhas abobrinhas e o mundo fervendo lá fora.

Algumas ossadas de pré-adolescentes achadas por aí em matas. Em Betim um caso que acompanhei desde o inicio. Na Inglaterra pais são suspeitos por morte de filha. No Rio, muito mais recente, crueldade sem explicação. Sabe lá em quantos lugares e quantas crianças fazem parte de histórias similares... Isso me arrepia profundamente, da cabeça aos pés.

Aulas fora de classe. Nenhuma vontade de ir. Nenhum tesão pelo assunto ou o processo pelo qual vamos trabalha-lo. Teorias embananantes, mas super interessantes.

Muito sono. Coisas acumuladas. Desejos não saciados. Vontede de ir, vir, voltar... calma...

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Mundo suspenção
Suspiro pra freiar
forte ímpeto de correr
como doida pra me safar
satisfazendo o desejo quieto
quase adormecido dentro do eu
exatamente por que
quero mas não posso
poder não nada fazer.
Suspiro pra esquecer
este mundo de doer
deitado sobre a cinza
carbonizada de um futuro
fraturado, impassível
inócuo mas certo
compacto e próximo.
Suspenso-me pra poder
parar e observar
oculta quem se aproxima
apropriadamente sorrateira
sorrindo e rindo baixo
barrando minha percepção
pra poder me pegar.
Suspensa me resguardo
respirando fundo
ficando quieta
quase um túmulo.
Espero o tempo e
ela vai por enquanto
embora bem sei
sempre volta,
vem um dia pra ficar.

domingo, setembro 16, 2007

you need it, do it.

"É preciso dar vazão aos sentimentos", eu gosto dessa frase... rs

sexta-feira, setembro 14, 2007

pronde foi tudo?

Não sei nem por onde começar, e talvez seja esse mesmo o ponto. Não começar nada e continuar simplesmente como antes. Mas no mínimo é um pensamento broxante... Imagine ver-se à frente novidades além e ainda assim querer ficar na passividade do não movimento? Avante minha filha! Mova-se.

Confesso ter sentido pelos últimos tempos uma sensação de finito, de sem saída, de cansaço, de estafo. Talvez por ter passado pelo término de atividades incríveis ou por estar nos limites de certas situações. Não sei delimitar, não sei dizer. Mas agora tenho que dar rumo. Tomar um caminho não definitivo, mas decisivo. Novos projetos, novas pessoas, novas idéias, novos lugares. Aproveitar as espontâniedades das coisas e deixar de bobera. rs

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Hoje estive conversando com um amigo e nós discutíamos o rumo das coisas do mundo. Pretensioso? rs Éramos divagadores apenas. Mas com toda essa essa nova idéia de responsabilidade planetária. Cuidar do mundo, do meio ambiente, do social... Isso acaba conosco quando há análise. E uma das breves conclusões é que estamos lascados de verdade e sabe lá até quando a humanidade vai aguentar tanta mudança do mundo. Digo, somos totais responsáveis pelas mudanças, mas somos também as principais vítimas a longo prazo. Meu, que falta de planejamento... rs. É até irônico. Tanta gente planeja uma carreira, uma família e num tá nem aí pro futuro ambiental dessa bola no espaço. É irônico e não tiro meu corpo fora. Estou aqui colocando meus bofes mentais e poderia estar prestando algum serviço útil a tanta gente que necessita. Mas às vezes penso que sou da classe intelectual do movimento, e isso me conforta e tira a sensação de invalidez. Mas como ia dizendo, muita gente [a maioria delas] num tá nem aí pro futuro que nos aguarda, para onde estamos caminhando. E quando falo dessa gente, falo dos bonados, dos detentores de poderes políticos ou econômicos que regem a sociedade capitalista. ...

Falando nestes e de sua falta de responsabilidade para com as futuras gerações, chegamos a tal ponto na conversa que uma consideração foi feita. A todo momento as pessoas questionam por que da juventude atual não se interessar por política. Por não temos militância nas universidades e não sermos politicamente ativos, participando de partidos ou em campanhas eleitorais. Me perguntei se isso é realmente uma realidade da maioria. Então pensei nos jovens de 1960 e toda sua revolução contra a ditadura e todo o engajamento político e revolucionário... Esses mesmos jovens, ou muitos deles, são os sessentões de hoje e que têm poder junto à política atual. Ministros, deputados, jornalistas, empresários. São os militantes heróis de outrora nem um pouco preocupados com o futuro do planeta. ... Uma consideração sem profundidade ou estudo científico, mas uma consideração. A pensar...

Me pergunto qual meu papel nesse mundo. O que faço é só mesmo falar sobre os assuntos ou mostrar algo mais profundo por meio da arte. Ainda acredito que a arte pode libertar as pessoas [e aí me lembro da 'teoria crítica'] e que é só questão de popularizarmos algo realmente bom e não simplesmente fast food. Sei que não é fácil e nem sei se posso me por a encargo de, mas faço o mínimo, ou o máximo que posso.

...

terça-feira, setembro 11, 2007

nem vem que num...

eu ia escrever algo tal qual sentia, ou pensava. mas agora desisto por não querer que qualquer alma viva leia meus pensamentos. nem vou dizer por quê desisti de escrever nem muito menos o que, ou sobre o que iria escrever. penso um monte de coisas e isso se acumula, isso é certo. e tem hora que isso tem que sair. não, não estou puta. mas também não tão passiva. na verdade também não direi como estou. quanto atrevimento querer saber isso. só digo assim: se há um, há o oposto. e se permanece desse jeito, seja lá como for, há muito tempo às vezes pode ser que dure pra sempre. mas veja lá, às vezes. a certeza é uma burrice. quantos ditados populares existem por causa disso? nem sei dizer e nem é preciso. eu só queria dizer justamente o que não mais quero. que fique subintendido ou nem isso. neste momento nem é minha inteção me fazer entender. só espremo tudo num coador valita e vejo o que sái de lá. às vezes nem açúcar. eu só queria cortar meu cabelo e me enchergar renovada. talvez perder peso até. e me lembrar que meu pai tinha razão quando falava de gilberto gil. justamente foi assim. adriana do calcanhar sabia de tudo o tempo todo e nem pra avisar. e o pior é que avisou e eu até decorei. então como explicar-me? fica assim, no ar. por que já disse que num vou dizer nada! só isso pra me aliviar.

quarta-feira, setembro 05, 2007

dialogando

_ eu não me permito tanta coisa. me perdi no caminho.
_ calma, tem volta. solução...
_ queria ser criança de novo. dizer o que vou ser quando crescer.
_ eu gostava de colorir. coloria tudo. meu caderno era tão caprichado. (rs)
_ por quê está rindo?
_ é bom lembrar...
_ lembra de lêpotéca?
_ não. essa não sei mais.
_ você tá tão velho.
_ temos a mesma idade.
_ eu lembro de lêpotéca!
_ mas num lembra de outras coisas...
_ como o quê?
_ de como brinca roba-bandeira, por exemplo.
_ eu sabia... (rs)
_ (rs)

...

_ o tempo passa rápido. a gente nem aproveita.
_ o pior é esquecer tanta coisa bôa.
_ inevitável. tem tantas outras coisas pra se guardar na cabeça...
_ até a gente começar a esquecer essas também. (hahaha)
_ é (hahaha)


[não consegui acabar esse diálogo...]

domingo, setembro 02, 2007

GRAND FINALE

Nesta sexta e sábado acabamos de acabar a turnê MBC 2007 com a peça "Hypólita - uma história de amor".


Sexta, 31/08/2007. Pedro Leopoldo.

O dia todo por conta da noite. Calor demais, calor demais. Tudo pronto cedo, e como de costume. Apresentação em horário tradicional. Primeira cena e já estão rindo. Que maravilha!! E então as coisas correram. Sem perder a linha nem o ritmo. Tudo ótimo.

Desmontagem e um jantar bacana no restaurante bacana. Comida gostosa e musica ao vivo. Bacana, mas muito sono... Dormirrr.

Sábado, 01/09/2007. Belo Horizonte.

Já de manhã bem cedo saídos de Pedro Leopoldo fomos rumo à praça Duque de Caxias no Santê. Sol, muito sol. Montagem mais cedo por causa da mudança de horário especial. Almoço no Bolão. Passagem de som debaixo de sol escaldante. Cantora com problemas na voz. Tudo meio rápido demais. Tudo bem, tudo pronto. A programação estava para começar às 17:30, mas por motivos não esclarecidos para comigo, começamos mais tarde.

Primeira cena e alguma dispersão. Aos poucos o público se interessou. Amigos e parentes na platéia, quanta responsabilidade! Minha perna custou a parar de tremer... Mas tudo certo, tudo ótimo.

Depois alguns cumprimentos e abraços. Tudo muito bom e a sensação de tarefa terminada com sucesso. Então o show do Paulinho Pedra Azul. Esperamos que acabasse para podermos desmontar.

Desmontamos tudo e tivemos ainda que esperar muito pelo transporte do nosso equipamento... Por eu passei muito mal e não pude ficar nem para a despedida da turnê com o grupo. Mas vamos marcar ainda um dia em que todos estarão aptos pra tomar umas... e outras.

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Foram ao todo 13 cidade mineiras, de leste a oeste. Viagens longas, viagens curtas. Poltronas macias, travesseiros altos, colchões de mola e cansaço. Resfriados e dores de cabeça. Pé cortado, tijolo quebrado, cadê o retorno, fim. Acabou os jantares tardios e a procura incansável pela nota 'série D'. A fome e vontade de fazer xixi antes dos espetáculos. As montagens apressadas e as folgadas. Maquiagens e resas. Acabou dança afro e cidadão planetário. Acabou "por hora, senhor meritíssimo"! Pois, mesmo sem saber quando, voltaremos ao mesmo diário...


Nós da Cia de Yepocá agradecemos a todos que trabalharam para que tudo desse certo, pra mostrar que o sorriso é a melhor terapia, pra falar que o mundo ainda tem jeito se cuidarmos bem dele. Agradecemos ao Banco Mercantil do Brasil e à ArtBhz Produtora pela oportunidade. Agradecemos aos profissionais de backstage que fizeram tudo acontecer. Agradecemos aos colegas de turnê pelo companheirismo.

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"Hypólita - uma história de amor"

Ficha Técnica e Artística:

Concepção geral, dramaturgia e direção :__ Bruno Godinho
Assessoria jurídica (dramaturgia) : __ Humberto Leandro Melo de Sousa
Assistência de direção, preparação corporal : __ Débora Vieira
Direção musical : __ Mariana Lima

Elenco :
- Bruno Godinho
- Camilo Rocha
- Fernanda Linsk
- Juli Buli
- Gal Carvalho
- Luísa Goreti
- Mariana Lima
- Welington Sabino

Trilha sonora original : __ Bruno Godinho e Mariana Lima
Programação visual, concepção adereços e figurinos : __ Juli Buli
Concepção cenográfica : __ Bruno Godinho e Juli Buli
Confecção adereços e coordenação cenotécnica : __ Camilo Rocha
Cenotécnica : __ Nilson Santos
Iluminação : __ Henrique Machado
Coordenação de produção : __ Luísa Goreti

Produção e Realização : __ CIA DE YEPOCÁ



Este foi o último post sobre a turnê MBC 2007 da Hypólita, mas espero poder em breve escrever mais sobre ela e suas andanças.

quarta-feira, agosto 29, 2007

por onde

onde anda?
me fazia sorrir
me sentir bem comigo mesma
mesmo sem saber o que era.

onde você se escondeu?
procuro
por trás das portas
entre as cordas

por onde ando
pra onde olho
tudo falta cor
calor

algumas notas me fazem acreditar que algo continua em mim
algo tão forte impossível de sair
mas me perco e logo esse vento de chuva leva o mínimo cheiro
sensação de que vai tudo cair, de que vai tudo sair por aí sem voltar

cebola alho
sal e óleo
fogo água
vinho e pão

onde fui parar
qual cor do mar
pronde devo olhar
quando posso sonhar?

tomo um gole d'água
tomo um banho enorme
queria ter uma banheira de malte
queria ter em quê me agarrar

o trabalho pouco me anima
o conhecimento tão pouco
saber não me faz mais feliz
não é o que quis pra mim

o que é isso?
é algo em que possa ser?
ou ficou subjetivo?
tudo é tão sem porquê...

pronde foi
quando vem
esse transito não faz bem algum
e 'tudo que vem é pro bem' ?

show da fofoca

E foi tudo ótimo.
Alguns problemas prévios com equipamento de som, mas tudo no lugar e som passado e regulado.
Um pouco devagar pra pegar clima e fazer com que cantassem junto. Os amigos reunidos nas mesas à frente... Algumas clássicas, outras de arranjos inusitados. A galera gostando por fim, meio, até a última. E foram tantas ultimas até que meu cérebro já não obedecia nem aos meus próprios comandos tão bobos. 'Ode to my family' e finito. Meu deus! Horas a fio e o êxito de gostarem e quererem mais e mais. Fica o gosto.


Em breve mais...
Fofoca Erudita

domingo, agosto 12, 2007

show


Show da Fofoca Erudita no Bar do Porão, em Sabará.
(R. São Pedro 102, Centro - 3671.1752)
Dia 25 de agosto, sábado.
Vai começar às 21h e varar até o bar fechar.
Entrada Franca.


Dessa vez a Fofoca convida Tiago Reis.
Ex integrante da banda e grande amigo, atualmente Tiago é guitarrista da banda Trianon.

O repertório é levemente misturado, indo do bom rock ao samba canção de melhor qualidade. Arranjos simples e descontraídos como numa conversa de bar. Canções próprias, atuais e de outrora. Tudo simples e muito bom.
A Fofoca Erudita é minha banda.
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Pra quem não sabe Sabará é vizinha de Belo Horizonte, 15 km de distância.

mudança de datas

Por motivos maiores da organização, os espetáculos Hypólita - uma história de amor nas cidades de Pedro Leopoldo e Belo Horizonte mudaram de data.

Fica assim:
31/08 - Pedro Leopoldo
01/09 - BELO HORIZONTE [Pç Duque de Caxias - Bairro Santa Teresa, 17:30h]

Em Belo Horizonte terminamos a turnê Mercantil do Brasil Cultural 2007, que já passou por 11 cidade mineiras emocionando muita gente. Depois disso vamos à procura por outras oportunidades.

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Quarta Semana
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E pronto, a turnê de Hypólita está no fim. As viagens pelo menos acabaram-se. Dias 7, 8 e 9 de agosto estivemos em Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Congonhas, na ordem. Alguns imprevistos, mas no final das contas tudo certo.
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Segunda feira, seis de agosto de dois mil e sete. Pude almoçar em casa pois a viagem era curta e sairíamos às duas do Espaço Yepocá. Tudo certo e fomos para Barbacena. Que cidade grande, com transito complicado, muito carros e ruas estreitas. Hotel em frente à praça da apresentação. Tudo certo tudo ótimo. O resto de dia tranquilo. Jantar no restaurante ao lado do hotel, que comodidade!
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Terça e a manhã foi com o sono muito rápido. As coisas montadas e o dia escorrido. À noite as coisas correram fluidas e um pouco estranhas por ter tido tanto tempo sem ensaios. Mas pela improvisação, as coisas que estavam fora da memória foram inventadas.
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Quarta e fomos já cedo para Conselheiro Lafaiete. Chegamos e fomos direto conhecer a praça, que foi uma no alto da cidade onde habita seu Cristo de braços abertos de muitos metros. Almoçamos e fomos pro hotel. No horário já habitual fomos passar o som e ficar para a noite direto. Começamos o espetáculo e logo na primeira cena um imprevisto. Pouca manha para improviso nessas horas nos desestimulou temporariamente, mas que público! Concentrados parece que nem perceberam o erro... rs. Continuamos e quando o meio vinha a chave de luz do lugar caiu. Putz! Arrego, cagaço! A energia foi muita para a antiga chave. Mas a equipa, uma incrível equipe!, conseguiu ligar algumas luzes e os microfones. Entretanto tudo voltou meio desregulado, o que resultou num engodo artístico, pelo menos para a trupe. Luzes e retornos desregulados e canções desafinadas, descompaçadas. Arrego, cagaço! Mas que público! Maravilhos e compreensivo, nem um piu. Acabamos aos trancos e a energia no final meio atordoada. E como diz um amigo, "tudo que vem é pro bem". Deixei estar.
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Quinta e rumo a Congonhas. Sono, cansaço. Cidade bonita e escondida. Lugar incrível para a noite. E daquele jeito, dia corrido, descanço escasso, montagem, espera. À noite um clima perfeito. Interação perfeita. Sem muito a dizer, o espetáculo foi ótimo, um dos melhores. A platéia, o lugar, a equipe, a companhia. Tudo leve e gostoso. O que foi de errado no dia anterior, foi de certo neste. ... Jantar com boa parte do pessoal, descontração e dormir muito, muito tarde.
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Sexta e volta à capital. Viagem tranquila e despreocupada. Depois ainda um ensaio de outra peça da Yepocá. Bacana demás. E enfim casa, doce casa.

Saudades dessa bagunça toda que é viajar com essa galera. rs
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A peça Hypólita - uma história de amor da Cia de Yepocá foi patrocinada no processo de criação pelo Banco Mercantil do Brasil e está inserida no projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007.

terça-feira, julho 31, 2007

elsa & fred

Ví essa película há alguns dias e enrolei para comenta-la até ainda.
Um senhor, uma senhora. Ambos sós. Mas por pouco tempo... rs.
Depois de assisti-la um momento de ternura me arrombou o coração sem poder nem segurar um "ai que lindo" à plateia ao lado. E se minha velhice eu pudesse escolher que eu fosse como Elsa, mas dizendo a verdade estou mais para Fred...

Eis um boa visão de 'melhor idade', lição de vida [por mais clichê que pareça a frase!], mas um amor de história com certeza! Incomum de se ver nas telas. Gracioso e tão alfinetante. A velhice é algo que se vive realmente hoje. Digo, nossas espectativas de vida aumentam a cada ano. E ser velho não é brincadeira... Ái Elsa, que saudade já.

Sobre a história nem vou comentar, deixo-lhes o encardo de conferir. Só aviso, não desiste se nos primeiros 20 a 30 minutos for meio chato. A trilha sonora é linda. Os atores surpreendentes. A fotografia, tudo... um gosto.

Elsa & Fred

segunda-feira, julho 30, 2007

Declare independence and make your own flag!


Seus trinta e três anos se afogam na água da bacia onde mergulha a cabeça toda manhã. Água gelada como o orvalho. Ali foge do mundo da casa, da família.

Seus trinta e três anos acumulam na barriga quando assiste o jogo na tv 29 polegadas. Ninguém toca no celular. O cheiro de carne moída da cozinha. O chinelo arrastando casa afora. Rosca de leite com café quente. Idas no supermercado e feira.

Seus cabelos ralos de trinta e três anos descem ralo abaixo. Banho demorado. Sabonete branco. Creme de barbear e leite de rosas. O mesmo pentiado.

Seu suor é de trinta e três anos. O futebol cada vez mais exigente. Colegas mais novos. Bolas mais novas. Gramado artificial. Sem torcida. Carro sem carona.

Viver com os pais é xadrez e chinelos. Sofas antigos. Quadros velhos. O de sempre em trinta e três anos.

Volta declare independence Björk

sexta-feira, julho 27, 2007

what i'm listening...


Silverchair - 'Reflections Of A Sound'

Silverchair - 'All Across The World'

[prefiro o ao vivo que o clipe, que é, digamos, desinteressante, pelo menos para mim... mas quem estiver muito curioso: clipe]

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Aproveitando a deixa, Young Modern, o mais novo moderno do Silverchair; faixa por faixa:

O álbum abre com Young Modern Station nervoso como o tradicional Silverchair pesado e melódico. Boa de se ouvir num dia em que esteja puto com alguma coisa, de preferência num dia de sol e que te dê ânimo de pular e bater cabeça, mas só um pouco, ok?!

Straight Lines é o single cheio de uhus e pianinhos bem salientes. Um pouco grandiosa, serviria para um mega show com fontes de água que subiriam nos altos da canção. Gostosa para dançar sozinho num dia normal.

If You Keep Losing Sleep é uma das mostras do que Daniel Jones pode fazer com uma orquestra atrás de si. O arranjo é incrível. Daria certo pra um filme de espião. Sinistro e lindo. Incomoda nas mudanças de tempos, mas perfeito nas transições com a voz anormal de Daniel, os xilofones e tarol.

Reflections Of A Sound é pra te pegar de primeira. Ouvindo junto da pessoa amada pode rolar uns amassos e beijos apaixonados. Balançando a cabeça de um lado pro outro ou grudado em quem quiser. E pra finalizar a última especialização de Daniel com seus uhus... É de ficar com um sorriso de fundo.

Com três atos Those Thieving Birds tira a obviedade das coisas, assim como Tune In The Brine do Diorama. Um orquestra incrível novamente fazendo as nuvens por onde andam Daniel e os passarinhos. Com um clima e o vento levou passando para um iupapa de um rock redondinho transformando depois para um novo moderno espinhoso. Completo e incrível. No final amável como um vôo suave de pássaros.

That Man That Knew Too Much é um rock gostoso. Pode estar bêbado ou não, vai curtir como deve-se. Me lembra algo das mandas de rock dos anos 70, cheia de sedução e tal. Mas as melodias não ficam pra trás e ainda tem uhus.

Wainting All Day é quase o embalos de sábado à noite da cadeira de prata. Bom pra bailes de debutantes ou festas da época de ouro. Redonda e doce como um brigadeiro. Dance colado nele ou nela. Declare todo seu amor e aproveite. Caberia numa trilha sonora de um desses seriados teens quando os relacionamentos se resolvem ou não, normalmente é sempre no final dos episódios.

Mind Reader é o rock mais rock. Mais 70's e é isso ai! Encaixaria para aqueles que curtem um rock com cerveja. Coloque no último volume e pule e gaste energia bastante!

Low são os besouros sentimentais. Um rock tradicionalmente balado. Também caberia num seriado teen. Os uhus denovo e pianos salientes e solinhos de guitarra bem suaves. Pode lembrar algo dos arranjos do Kid Abelha.

Insomnia é enérgica para dias ensolarados e toda energia para acompanhar os vocais. Itens eletronicos fazem ser quase para boates. Não me encantou mas cabe perfeitamente no set list.

All Across The Word é daquelas que te tocam mesmo sem entender nada da letra. A orquestra complementando tudo, o coral no refrão, as vozinhas de criança e as palmas quase imperceptíveis. A liberdade toda ali, parece que tudo vai acontecer na canção, Daniel faz o que quer e fica incrível. E o refrão é aquilo que todo mundo tem que aprender na vida... irônico por alguma obviedade.

Mesmo sendo uma crítica não profissional e feita por alguém tão passional vale a pena pelo menos testar. Ouça arrumando a casa, fazendo caminhada, tomando banho ou folheando uma revista. Seja como for ao menos duas ou três canções te cativam.

* nota de rodapé : Há muito tinha dito aqui neste espaço que, na época, se algo poderia me surpreender ainda este era o Barbatuques. Com essas palavras fiz críticas virem à tona e tentei algumas vezes, talvez em vão, explicar-me. Faço-me agora. Época, fase, tudo isso vai e vem e nós achamos as coisas e dizemos "com certeza". As músicas, pessoas e os dias continuam me surpreendendo e tomara que sempre seja assim, pois quando não for, e não sendo fase minha, estarei tristemente nos finalmentes. Digo não só por que Young Modern me surpreendeu mas para não ficar sem dizer, e mesmo que já seja tarde.

domingo, julho 22, 2007

madure


"Não sei dizer o que sinto". Essa frase era tão recorrente no seu vocabulário que quase não sabia dizer outra coisa quando pressionado. Foi a última coisa que disse quando foi vê-la na última folga. E por mais que seus olhos enchessem d'água não derramou uma única gota. Ela não pôde fazer nada além de deixa-lo ir sem nem mesmo discutir aquilo tudo. A porta se fechou e estava pro mundo novamente. E seria mais fácil se ele soubesse o que sentia, mas não estava mentindo, a mente num rebuliço e a pessoa totalmente sem rumo.

Quando jovem sabia que o mundo era tão grande e de tão grande teria muita coisa pra fazer durante toda vida, já que sairia por aí viajando e conhecendo tudo. Tinha seus vinte e pouco anos e já sabia de muita coisa. Era valente e sabia como lidar com as adversidades. Tudo quanto fosse problema ele sabia como resolver. Aspirinas na mochila, um pouco de uísque e pé na estrada. Tinha dias porém que aquele fervor todo baixava o faixo e como de clarão o vazio vinha forte e impiedoso. Noites em claro. Sonhos conturbados. Vazio. O que fizera da vida até ali num tinha trago ainda a satisfação de viver por viver. E o que devia fazer ele não sabia. Tamanha energia e valentia não lhe serviam de nada agora. Completamente solto no ar. Completamente só.

Se lembrou então um dia das coisas que deixou para trás. Um quarto bagunçado, um pai ranzinza, uma bike manca, livros e partituras e algo do qual nunca se esqueceria, ela. E era por ela que não dormia. Ou era isso que entendia. Entretanto, e como que por encanto, percebeu como a vida o via. E amarrado no emaranhado do amadurecimento se encontrou. Responsabilidades, dinheiro, jogos de interesse. A juventude por onde andara?! Se esvaía. Por aquele buraquinho chamado tempo...

Realmente não sabia o que sentia. Ou talvez não sabia o que fazer da vida. Ou era a vida que fazia dele o que queria. Com o coração na mão respirou fundo. Os pés gelados não o impediriam. Cento e oitenta graus e a campainha. Um novo rumo e pronto, se encontrou no que sentia.

d*_*b .: Seal_"you ar my kind" [in seal's winamp set list]

sexta-feira, julho 20, 2007

. l u t o .



17/07/2007 . 19h . SP . TAM . vôo JJ 3054 . Airbus A320 . 190 vítimas fatais

. em respeito àqueles .