terça-feira, janeiro 29, 2008

bobos

__ é parar pra pensar e por um instante me achar boba. será que alguém nunca se achou bobo demais? duvido, mesmo se responderem que sim. e se é normal, por que é tão ruim? chega a ser patético num é? se sentir completamente bobo. meio sem jeito de num ser.
__ bom, normal é, num é?! num acho tão terrível assim... bom, se você não se sentir bobo você num vai perceber não ser, entende?
__ mas se sentir assim é frio, desconfortável. é como se olhar no espelho e ver que tá muito mais gorda que imaginava. é passar mal de tanto comer sorvete.
__ é como tomar um porre e sentir ressaca. é... patético... mas normal.
__ e quem não é normal? se é que há alguém assim, claro. não se sente bobo ou se sente assim a todo momento? aliás, o que é, quem é normal afinal?! rs
__ bom... ninguém é normal né... rs
__ ninguém.
__ boba!
__ bobo... rs

terça-feira, janeiro 15, 2008

ah, meu deus.
quanta coisa mal dita.
ou não dita... ainda?!
mas, parabéns.
é teu dia.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

será que é japonês?

Não, ele não tem cara de japonês. É que assim de primeira impressão parecia, o olho meio fechadinho. Devia ser por causa dos óculos grossos, mas agora em outro ângulo... vejo melhor. Não, ele inclusive num tem nada de japonês, talvez só o cabelo liso, a magreza exagerada... poderia ser, quem sabe?! A voz é grave ao mesmo tempo que não é. Aliás, como será a voz de um japonês? Nos filmes costumam ser grossas e eles falam tão forte, parecendo briga. Mas e se fosse, sei lá, coreano? Como é a voz de um coreano? Em toda minha vida só conheci um, um namorado, ex-namorado, de uma prima. Aliás, aqui em minas tem poucos orientais, a não ser aqueles que vieram recentemente pelo comércio popular. E mesmo assim estão distantes de mim. E acho que são chineses. Engraçado, ontem uma colega me disse que não gosta de filmes orientais por que não consegue distinguir os personagens. Diz que são muito parecidos e se confunde. Mas nem todos são assim. Eu gosto de filmes japoneses e tá passando um no cinema que quero muito ir ver. Não me lembro o nome, mas dá pra pegar uma sessão depois do serviço. Vou ver se da pr'eu ir o quanto antes. Uhm...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Pão de Queijo

Eu tinha te reservado o maior pão de queijo, e no sofá a almofada mais macia. Era de se esperar que uma pequena pessoa não fosse levada a sério. Desde meus doze anos e a mesma altura, mas já não dizem a mesma coisa. Observei quando saiu correndo pra pegar o ônibus. Te ofereci uma bala no meio da conversa doida e corrida. Te olhei e desviei o olhar quando virou. Sua franja caindo no rosto e minha faixa que escorregava. Pensei em cinema mas você preferiu dormir. Me deixou plantada em pé do lado de fora. Pensei que quisesse ficar mais horas e você foi mandando beijos e correndo de Allstar verde na chuva. Não queria que se molhasse, mas nem falei nada. Guardei a cadeira ao lado pra você se sentar mas quando vi estava do outro lado. Me preocupei em me perfumar mas você nem notou. Te comprei um chocolate e comi por ansiedade. Te liguei e só dava ocupado. Bati a campainha e tomei chuva lá fora. Não sei, sou pequena demais? São meus cabelos? Meu gosto ou um desgosto? Nada sei e você nada. Ah, aquele pão de queijo eu comi também.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

bora...

Nossa, desde o ano passado não escrevo nada aqui.... hehe, não resisti...

Pronto, passou. E a contabilidade foi boa.
Chorei pra caramba, ri por demais.
Fui feliz, me entristeci e feliz ei-me de novo.
O blog se fortaleceu.
Conheci gente muito bacana.
Viajei pra caramba.
Compus muitas canções.
Fiz pessoas chorarem com elas,
e outras rirem gargalhadas.
Uma parceria musical incrível.
Subi no palco várias vezes.
Perdi a voz e depois voltou.

Trabalhei assim.
Não perdi festas nem reuniões.
Os amigos voltaram.
Adoeci e melhorei.
Melhor ano da facu.
A Fofoca Erudita voltou como era.
Esquema três ensaios mas com um só.
Três ou quatro horas tocando, ái.
Andei muito mesmo de ônibus.
Durmi muito fora.
Vi Móveis Coloniais de Acaju ao vivo!
Festivais, teatros, shows.
Noites mal dormidas.
Devaneei-me com a Suite para os Orixás numa quinta.
Dancei pra caramba com Pife Muderno na outra.
Quis comprar uma câmera fotográfica.
Comprei um pandeiro.
Aprendi a tocar, uai.
Os amigos continuaram.
Madrugadas afora.
Fiz novos bons.
Comecei a tirar carteira e só vou acabar agora...
Motorizarei-me! verás... e adeus ônibus! hehe

E tô aqui de novo! 2008... vão bora....

domingo, dezembro 16, 2007

choro do core


Posso confessar de vez a manteiga derretida da infância em que chorava por qualquer coisa. Mas dessa vez os motivos são outros que não joelhos ralados ou simplesmente não poder brincar com os brinquedos do meu irmão. Não, agora os motivos se fazem mais profundos e às vezes sem nem explicação, simplesmente é sentido. Uma canção, um olhar sincero, um gesto amigo, qualquer coisa me comove, e talvez agora mais do que antes.
Há dois dias assisti a um filme que me dilacerou por dentro. Não pude entender a primeiro momento o porque mas meu estado era catártico e não pude esconder, nem mesmo explicar a quem o percebeu. Mas agora compreendo o que me tocou e que me deixou quase catatônica. E posso explicar.

O filme era "Batismo de Sangue", de Helvécio Ratton, e com a presença do diretor, dois atores e o frade que os ajudou nos laboratório para um bate-papo depois. Eu me assentei e assisti. Cenas descaradas de tortura, de loucura, de poder, de rendição. Não sei descrever, talvez por ter me tocado tanto eu tenha bloqueado algumas coisas que não quero lembrar?! Fato é o que me tocou foi a nossa impotência frente a certo poderes, no caso o poder militar, o poder da força, da ameaça, do terror. Estamos completamente à mercê. Impotentes. Não foi medo que me deu de acontecer comigo ou com quem eu goste, mas me deu uma revolta de que alguém possa fazer tamanhas barbaridades e que mesmo assim não tenha sido punido. Conheço pessoas, casos, que sofreram tortura na juventude e encontrou seus torutradores em supermercados com a família felizes como se não tivessem nada feito. Tamanha a friesa? O que é? O que faz de uma pessoa tratar a outra com tanto ódio, tanta violência? Será natural do ser humano? Um espécie de botão que pode ser acionado a qualquer momento e seremos tão violentos quantos? Na história da humanidade sempre houveram estes toturadores e talvez nunca sejam extintos. Seria eu mesma capaz de tal babárie em alguma situação extrema? Ontem conversei com um senhor que me contava de sua própria experiencia da ditadura e que os 'rebeldes' também praticavam a tortura igual ou tão pior que os militares. Me lembro de "Tropa de Elite", "guerra é guerra e tem de estar preparado pra tudo". Isso me deixa muito triste.
Esse poder sobre os outros é que me espinha, me faz revolta. Assim como os casos de pedofilia. Crianças sem 'maldade', sem defesa à mercê de mentes perversas que têm a confiança dos pais. Meus Deus, isso me entristece, me revolta profundamente. São professores, padres, tios, padrastos, até mesmo alguns pais. Por quê? Nem quero saber. Mas me faz chorar, mesmo que naõ me caiam lágrimas, choro por dentro. Por Tito, por Beto, pelas crianaçs traumatizadas, por Nascimento, por Matias. É triste por que parece que nunca vai acabar e sempre vamos saber de mais e mais casos que agora estão escondidos.

Mas apesar disso tudo, o outro lado me comove tanto quanto. No dia seguinte a sessão era dos "Doutores da Alegria", e apesar de ser a segunda vez que assistia ao documentário, chorei. Dessa vez, pela beleza, a leveza, pelo sorriso. Pessoas que têm os mesmos instintos violentos segundo uma parte da psicologia capazes de elevar vidas ou finais de vida num ambiente tão carregado que é um hospital. Minha profunda admiração consolidou com a sensibilidade temporal. Meu espírito clown reavivou aqui dentro. A resposta para a indignação anterior estava ali diante meus olhos molhados. Mesmo não sendo a solução para o problema da impotencia social ou infantil, é um modo de fazer as coisas melhorarem. Um sorriso, uma bobeira, um comentário na hora certa, um nariz vermelho. O peito se encheu do ar novo e chorei recorfortada, com uma resposta à frente.

Então depois do jantar um amigo, e eterno inspirador, me deu a possibilidade de externar meu nariz vermelho novamente. Não sei o que será, mas confio nele, sei que posso, e sei que será bom. A emoção acalmou e recobri o certo ponto de controle que temos sobre ela.
Os filmes foram vistos no 2° ENA / Cinema na Praça, em Sabará-MG.
* Björk - "Joga", "Isobel", "Venus as a Boy"

quarta-feira, dezembro 12, 2007

cinema e animação de graça!

Poucas atualizações por conta de uma boa programação cultural [e ainda em tempo]: 2° ENA - Encontro Nacional de Animação e Cinema na Praça em Sabará.



Pela animação e pela formação de cultura em geral, a ONG Casa da Animação promove em parceria com a prefeitura de Sabará o 2° ENA conjugado com o Cinema na Praça entre os dias 10 e 15 de dezembro [agora].



Filmes como Saneamento Básico de Jorge Furtado, Wood & Stock de Otto Guerra estão entre as exibições em plena praça pública dentro de uma tenda especialmente montada. Muito bate-papo a respeito do mundo da animação e sobre os filmes com os própros diretores. Além disso há também uma oficina de animação e outra de vídeo-documentário, tais que resultarão em curtas, exibidos no último dia de evento.


Mais informações no site da Casa, http://www.casadaanimacao.com.br/

Toda a programação gratuita.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

entrada franca? to dentro!

Um novo site para os mineiros aproveitarem! O Guia Entrada Franca! Pelas próprias palavras do site:
"É com muito prazer que apresentamos aos mineiros, o primeiro portal virtual sobre eventos culturais gratuitos de Minas Gerais. Música, teatro, cinema, exposições, debates, festivais, literatura, dança, artes plásticas, cursos, eventos, festas populares. Todos os serviços que dizem respeito à cultura, vocês vão encontrar aqui no www.guiaentradafranca.com.br. Chegamos com a pretensão de ser uma ferramenta, um site de busca, de fácil acesso a tudo o que acontece no universo cultural da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma capital em verdadeira ebulição cultural. E queremos mais. O objetivo é nos tornar um veículo de comunicação virtual de referência na área de cultura e eventos, além de fomentar o debate cultural, através da produção, disseminação e monitoramento de atividades culturais gratuitas. Mas só poderemos trilhar este caminho de sucesso com a sua participação. A interatividade é fator decisivo para seguirmos em frente nesta trajetória. Para isto, estamos receptivos a sugestões, críticas, debates, informações e tudo mais que possa aproximar a cada dia o universo cultural gratuito à população de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Sejam bem-vindos! - Guia Entrada Franca"
bacana né?
pois é, aproveite!

quarta-feira, novembro 28, 2007

tango

ela dançava tango na penumbra da sala vazia
tomava uma garrava de licor de jabuticaba
cartas sovieticas espalhadas pelo chão
o esmalte escarlate ainda secavs nas unhas dos pés

devia ser domingo, assim, à noite
chuva fina e grossa
o chão de taco soltava poeira
ela tinha sinusite

no braço esquerdo uma tatuagem de pirata
galante e charmoso
na virilha uma tartaruga em preto e branco
desenhada à mão

os cabelos negros lisos caiam sobre a face
os olhos fechados e a resipiração turva
movimentos sinergicos
corpo inerte à força involuntária

tinha um pé de jabuticaba na casa da avó
sempre subia no pé e apanhava mais que chupava
lembra da criança, pelo álcool do licor,
pé descalço e joelho esfolado

o tango acaba
o bandoleon da as ultimas notas
agora sabe e sente
almodóvar iria gostar-te.

sexta-feira, novembro 16, 2007

invenção

inventei um sonho de nós dois, eu e você
aquele seu olhar de lado me embreagava
enquanto, a pretexto de trabalho,
sua técnica me ensinava

inventei o que você disse
quando chegou mais perto
quando fez que vinha
quando cheirou meus cabelos

inventei sua reação
quando virei e te encontrei o rosto
e você não pôde evitar
um beijo na bochecha, o mais gostoso

inventei o beijo
inventei o sonho
mas se vier
eu deixo isso tudo pra lá...

sábado, novembro 10, 2007

culturamente falando...

Acho mesmo é que estou um pouco triste. Ainda não pude ir ao Teia 2007 e provavelmente nem irei. Sou assumidamente contra esse lance de encontros e festivais! É muita coisa boa em poucos dias, quase simultâneas e quase nos mesmos lugares. É impossível você escolher o mais bacana de se ver. É cruel ter de escolher. E é mais cruel ainda certas coisas acontecerem quando simplesmente não dá pra ir!!! Acho mesmo é que to puta com isso!!

Há um tempo quero escrever sobre os grandes shows que pude ir nos últimos meses, mas alguns fatores de organização mental me impediram. Creio que agora dê ao menos para citar exemplares trabalhos.

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Tive a oportunidade de ir a um show que talvez tenha mudado grande parte da minha visão a respeito da música e de como fazê-la. É verdade que para esses lados musicais desde que conheci, em 2002, a Orquestra Popular de Câmara, vinha tomando-a como referência. Mas eis que me surge em plena quinta-feira, no teatro da minha pacata cidade, a Suíte para os Orixás, uma junção perfeita de um dos meus músicos prediletos, Esdra Ferreira, com o grande flautista e arranjador Mauro Rodrigues. O que se pode dizer? Fico sem palavras. Sério, por isso a demora em escrever sobre.

Em miúdos, foi um sexteto no palco e talvez somente umas 100 pessoas de platéia. Neném (Esdra) Ferreira na bateria, Mauro Rodrigues na flauta, Kiko Mitre no baixo elétrico, Sérgio Aluotto no vibrafone, Ricardo Cheib na percussão e Guda na percussão. Era como se a cada canção fosse a última, assim quase impossível parar de bater palmas. Climas perfeitos, sentimentais, grandiosos e minimalistas. Detalhes, tudo era detalhes e ao olhar para o palco mal sabíamos em quem dar ênfase observativa. Seriam os contratempos da percussão ou os toques leves no vibrafone?! Nem pisquei. Nem pisquei.

No encarte uma breve explicação do que vem a ser o álbum e para cada orixá uma ilustração de acordo com sua personalidade.

"Esta música foi composta a partir de cantos originais de candomblé das nações de Keto e Angola. O material foi recolhido através de Neném, Ogã do terreiro de Santa Joana D'arc. Nas variações, improvisações e desenvolvimentos criados a partir desse material, tratamos de compor uma música que respeitosamente corresponda à identidade de cada orixá e suas relações." (texto dentro do encarte)

*Fica a preciosa dica:
"Suíte para os orixás" - Esdra Ferreira e Mauro Rodrigues - (2006)
"Orquestra Popular de Câmara" - Orquestra Popular de Câmara - (1998)
"Danças, Jogos e Canções" - Orquestra Popular de Câmara - (2003) [infelizmente ainda não pude ouvir ele todo]

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No mês seguinte e no mesmo teatro, também num quinta-feira, só que dessa vez chuvosa, presenciei "Paru" do Carlos Malta & Pife Muderno. Confesso que ao ler a programação do "Sabará Musical - Edição Sopros" [projeto que nos trouxe também a 'Suíte'] me ative a este show simplesmente por conter em sua ficha técnica o nome de Marcos Suzano, o mito do pandeiro.

E fui lá eu crente de que veria ali na frente o cara mais foda dos últimos tempos naquele instrumento precioso. Mas logo algumas músicas passaram, e eu me divertindo bastante, o 'líder' Carlos nos avisou prontamente que Marcos estava lá em algum lugar do mundo passando adiante todo seu virtuosismo pandeirístico e que acá estava um de seus aprendizes, Bernardo Aguiar. Tudo bem, pensei, adoro o som de pífanos mesmo... E num é que dali pra frente esse tal de Bernardo com cara de nerd fez miséria do couro e platinelas?! Arrepiei-me toda! O menino é mesmo bão e tiro o chapéu! Guardei o nome e saberei daqui pra frente, rs.

Mas não só o pandeiro me encantou. Como disse, adoro o som de um pife, de dois ainda... Incrível, incrível mesmo! A musicalidade que pode sair de tão simples instrumentos. Mas não só as flautas de bambú nordestinas permearam a apresentação, às vezes flauta transversa baixo e as duas grandes indígenas, de nome Uruá.

Durval Pereira na sua dança alegre com a zabumba esperta. Foi a que mais me diverti, quase pulei da cadeira pra dançar e as palmas da mão ficaram muito vermelhas de bate-las. Afinal, 'Durval é o bicho!'

Ao fim de tudo lá vem o Malta, só. Agora o tom é sério e é preciso fôlego. Uma breve história a respeito da Uruá e de toda sua significância pessoal. Dedicatórias e os sons, masculino e feminino. Lindo e profundo. De arrepiar e bater muita palma, não menos.

Mas antes de acabar tudo ainda, nós, o público, queríamos mais e mais! O quinteto voltou ao palco e começou um cortejo em direção à entrada do teatro. Tudo ali acústico e à flor da pele. A expressão mais viva do popular, da interação com o público, o mais bacana que poderia acontecer. Muito bom. Nem pisquei. Nem pisquei.

*Fica a preciosa dica:

"Paru" - Carlos Malta & Pife Muderno - (2005)


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Belo Horizonte
Evento: Encontros Musicais - João Donato, Naná Vasconcelos, Juarez Moreira e Toninho Ferragutti
Data: 5 e 6 de novembro
Horário: Segunda e terça-feira, às 21h
Local: Palácio das Artes , no Grande Teatro

Ouvi no rádio que o maior percussionista de todos os tempos iria vir a BH assim, de graça, não pude perder. Tudo bem que tinha muita coisa a fazer de faculdade, mas a oportunidade era única... e gratuita.

Fui lá eu na segunda, com irmã e cunhado. Cada um tocou duas canções solo e as outras junto numa permutação organizada, apesar das confusões de Juarez. Cada um no seu estilo e nuances incríveis. Ao fim, todos juntos, tocaram a minha preferida do Juarez, 'Baião Barroco'. Imagine! Muito bom... Áh, nem pisquei, rs.

*Fica a preciosa dica:
"Bom Dia" - Juarez Moreira - (1989) [Neném e Kiko Mitre estão junto de Juarez já há vários anos no trio Juarez Moreira Trio]
"Sanfonemas" - Tonihno Ferragutti - (1998) [Toninho participou do álbum homônimo da Orquestra Popular de Câmara]
"Chegada" - Naná Vasconcelos - (2005) [Naná também participou do álbum homônimo da Orquestra Popular de Câmara]

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Por enquanto é só, ufah.

terça-feira, novembro 06, 2007

tempo

sem tempo para postar
sem idéia bacana
um monte de coisa pra fazer
aprendi a fazer tapioca
e é muito bom!
ví o naná vasconcelos tocando
nossa...
vai e vem danado
calor, chuva
e tal...

sexta-feira, outubro 26, 2007

selos e prêmios e certificados blogueiros

Nos últimos tempos estão rolando pela comunidade blogueira uma série de prêmios, "As 7 Maravilhas de Blogosfera", "Certificado Blog", o "The Power of Schmooze Award" e mais recentemente o "Este Blog Vale a Pena Conferir". Entretanto, e como é de praxe e regra pra se receber os títulos, não indiquei os blogs correspondentes a cada um. Mesmo por quê não frequento muitos blogs, pois acho que temos de escolher poucos e bons blogs pra ir sempre e realmente interagir com seus autores.

As 7 Maravilhas de Blogosfera foi um concurso para eleger os 7 blogs mais bacanas de toda a net. Foi criado por uma portuguesa e 'vazou' pra outros países, inclusice o nosso querido Brasil. Na época a autora do prêmio cogitou [ou prometeu?] fazer um prêmio especial para blogs brasileiros, pois as indicações para os brazucas eram muitas, mas isso não aconteceu [ou pelo menos, eu não fiquei sabendo]. De toda forma, fui indicada pela maria renata e a amanda bia.


Certificado Blog é um certificado para os melhores blogs do momento virtual. Não consegui descobrir sua origem, mas há blog que cita ter visto esse prêmios além mar, em Portugal, denovo. Mas isso é bom e incrível, um novo tipo de sociedade organizada... rs. Indicada pela jaya.






The Power of Schmooze Award é para 'aqueles blogueiros que buscam um relacionamento, uma conexão social com os outros blogs e blogueiros, gastando um tempinho visitando e comentando nos outros espaços, travando um certo nível de amizade com os outros'. Acho que esse é o que mais condiz com essa Divisa. Indicada pela jaya.



Este Blog Vale a Pena Conferir 'é um presente do Santa Ironia para aqueles que não são apenas estranhos na blogosfera, mas amigos virtuais que também dão presentes, ou seja, os textos que produzem', denovo é cara da Divisa, rs. O criador foi devidamente achado e o link está bem no nome do selo. Indicada pela amanda bia.



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Assim sendo, agora indico os meus 5 blogs [por que a maioria indica 5 mesmo] favoritos para todos esses "títulos" [em ordem aleatória]:
- Vida Pública da Maria Renata
- É Só Saudade da Amanda Bia
- Pensamentos Circulares do Carlos Howes
- Muitos Desenhos da Mariana Massarani

produção jornalística

Livros e pneus, que receita é essa?

Misturar livros com os pneus foi a saída que Marcos Damascena encontrou para colocar em prática seu maior sonho

Num cômodo apinhado de livros de todos os tamanhos, gêneros, títulos e importâncias é que fui recebida numa manhã de sexta-feira, para conversar a respeito do maior sucesso do Bairro Caieira, em Sabará. Refiro-me à Borrachalioteca, uma biblioteca em meio a pneus e muita graxa, em uma típica borracharia.

Ao arrumar as cadeiras e uma pequena mesa para podermos conversar, Marcos Túlio Damascena logo me diz com todo entusiasmo que a Borrachalioteca está entre as 15 finalistas de 1855 projetos inscritos no Prêmio Viva Leitura 2007, que tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura no pais. Um sorriso largo mostrava tamanha satisfação com a notícia, ainda recente. Eu só pude elogiar.

Marcos é borracheiro hereditário. Seu pai é Joaquim Borracheiro por conta da profissão e foi quem ensinou ao filho o ofício para que os serviços na borracharia pudessem continuar. As coisas andavam sem ânimo e pagar um funcionário estava difícil.

Então, estava lá o Marcos trabalhando com os pneus e pensando nos livros. Daí veio a idéia da biblioteca dentro da borracharia. E além de borracheiro, tornou-se borrachaliotecário por gosto e invenção. E que idéia mais estranha, pensaram as pessoas na época, inclusive seu pai, que foi até contra, no início. Mas ele não se ateve aos comentários nem teve medo. Mandou uma carta à biblioteca pública de Sabará e logo recebeu a primeira doação de 70 livros. Foi o primeiro passo para realizar seu sonho, o de fazer leitores.

Quando criança, a literatura já fazia parte da vida do pequeno Marcos Túlio e seu gosto só aumentou com o passar dos anos e a Coleção Vagalume ia sendo totalmente devorada. Quando os sonhos vieram, sonhou que todos pudessem um dia ter acesso aos livros e que o gosto pela literatura fosse assim tão comum que houvesse leitores por todos os lados com seus livros de baixo do braço.

Eis a Borrachalioteca e o sonho se realizando. Sonho esse que confessa ter quase o engolido, quando já não cabiam tantos livros no pequeno espaço. As doações eram muitas, de todos os cantos e quase que diárias. Amigos, clientes, desconhecidos, todos interessados em abastecer aquela iniciativa que vinha dando tão certo. Pensou em doar tudo pra alguém, desistir dessa utopia, seguir outro rumo, mas resistiu firme à crise, com a ajuda dos amigos e dos leitores, principalmente. Então, um acordo com a Prefeitura de Sabará possibilitou o assentamento dos novos livros de cada dia. Um quarto ao lado da borracharia está sendo alugado desde fevereiro deste ano e tudo pôde continuar seu rumo como havia de ser.

Enquanto conversávamos, um rapaz nos interrompeu. Vinha numa bicicleta com uma mochila cheia de livros, queria fazer uma doação. Marcos anotou seu nome num caderno e estavam ali mais livros para o acervo. Um outro homem veio, pegou um livro e avisou que estava levando e que ele mesmo anotava. Na Borrachalioteca não há prazo pra entrega, e nem ficha do leitor. Segundo Marcos cada leitor tem seu tempo para ler e privá-lo disso é deixar de fazer mais um leitor. Diz ser uma relação de confiança, ele respeita os leitores e os leitores o respeitam e à biblioteca.

Este ano, a Borrachalioteca completou cinco anos de existência, registrou o nome jurídico como Instituto Aníbal Machado e está prestes a virar bem de utilidade publica. O acervo está avaliado em mais de 7000 livros e no novo cômodo já não há mais espaço. Mas, antes mesmo de Marcos ter uma nova crise, as coisas já foram se ajeitando sozinhas. Com ajuda da Mitra arquidiocesana de Belo Horizonte, em breve um prédio de três andares será construído para abrigar a borracharia, a biblioteca, um auditório e salas.

Além dos livros, a biblioteca também oferece, todas as quartas, as “Tardes Culturais” com uma contadora de história, Águida Alves. Faz tanto sucesso que algumas escolas da região já entraram no ritmo e são freqüentes as visitas de Águida nestas escolas. As crianças é que adoram.

Quem quiser visitar a inventiva Borrachalioteca, ela fica na Praça Paulo de Souza Lima, n. 22, Bairro Caieira em Sabará.

quarta-feira, outubro 24, 2007

crônica 'natureza morta'

Me sento num lugar privilegiado, então posso ver a maioria das pessoas que passam. Um cara gordo com uma expressão não muito animadora está sentado sozinho numa mesa redonda tomando um chopp. Sua figura é tão solitária que chego a pensar se ele está tão igual a mim observando os outros ou está mesmo pensando na vida, ou não tem o que fazer, ou sei lá. É alto e o rosto esta num aspecto de muito cansado, seus movimentos são lentos e contemplativos. Chego a ter um pouco de medo a respeito do que pensa, pra onde olha e pra quem dirige este olhar. O que faz ali naquele horário que não está trabalhando ou mesmo almoçando. Eu estou almoçando. Como muito tranquila sozinha no meu canto, assim como a maioria ali, apressados, calmos, de todos os jeitos. Mas esse homem bebe um copo de 500 ml de chopp sozinho, ao meio dia, numa terça-feira, num shopping relativamente movimentado. O que o traz aqui? Por que está sozinho? É aposentado? Está de folga? Sofre de alguma doença respiratória ou cardíaca? Por que me chama a atenção?? Por que quando olho pra ele chego até a pensar se é feliz ou não? Parece um homem frustrado em todos os âmbitos da vida, amorosamente, no trabalho e no futebol. É gordo, deve ter uns 50 anos e relaxado. Roupas de classe média mediana. Os hábitos não posso avaliar, se fica ali assentado o tempo todo. Mas o que passa por aquela cabeça? No que pensa? Por que, ãh?