terça-feira, junho 24, 2008

2ª semana milenar

E chego cá novamente. Vinda de outra semana turnética. Desta vez rumo ao triângulo mineiro e todo o seu calor. Três apresentações mui particulares. Cinco dias mui doidos! rs

Foi assim: TPM, estresse, sono, vai pra lá, vem pra cá... ufa! Quanta nuance... mas no fim bom, e querendo mais, rs.

Milenium da Cia. de Yepocá in MBC 2008



(foto: Mariana Lima)

Ituiutaba

92.727 habitantes
2.587 km² de território
(IBGE - 2007)

Cidade já conhecida. Mesmo hotel e mesmos restaurantes. Mesma praça. Mesmo público? Acho que não... Na verdade não sei se foi só mesmo minha impressão, mas parecia que tanto do lado de cá quanto do lado de lá estava tudo meio desandado. É que a apresentação foi um engodo só. Tudo errado, truncado. Texto, música, cena, vídeo... tudo. Que desespero, ráiva, frustração. Meu Deus, não sei por que isso tudo aconteceu. Tenho pra mim que aquela antiga apreensão do diretor foi-se presente: entamos achando que tínhamos ganhado o público e tudo o mais. Grande erro nosso. Grande! Ou talvez foi mesmo as tpms da maioria das mulheres juntas, rs. Que coisa!

(foto: Fernanda Linsk)

Uberlândia

608.369 habitantes
4.116 km² de território
(IBGE 2007)

Dia novo, energias mais estabilizadas, assim como os humores. Uma viagem um pouquinho longa. Paisagens lindas. Muitas fotas (depois posto-as). Uma amiga da trupe na cidade. Jardim da prça gostoso pra brincar. Camarão no almoço (uhu!). Dia gostoso, ventinho fresco e coisa e tal. À noite talvez pelo medo de se repetir o espetáculo do dia anterior, fomos mais cuidadosos. As energias mais equilibradas resultaram num espetáculo esquilibrado. As brincadeiras foram bem recebidas, mas ainda um pouco lentas as cenas sentimentais. O que é horrível pra quem fica atrás das cortinas... rs. Mas as nos finais das contas foi tudo bem. Muito melhor mesmo que o anterior. Jantar e cama, como de praxe.

(foto: Mariana Lima)


Patrocínio

81.589 habitanttes
2.867 km² de território
(IBGE 2007)

Famosa entre a organização pelos recordes de público, esta cidade não deixou por merecer o título. Cinco mil (5.000) pessoas compareceram na praça para conferir. Este dia sim foi incrível! Meu Deus, de arrepiar. Todas as piadas no tempo certo e os risos ótimos. O jogo de cintura segurou bem os errinhos que não eram pra ser normais, mas todo mundo afinado e enfim um ESPETÁCULO. Ai, como gostaria de colocar aqui minhas impressões de forma mais visível, mas é impossível, rs. Talvez nunca consiga, já que o nosso diretor é tão contra qualquer produto cultural solto por aqui na net...

Resultado final: teve bom... quero mais, rs.

(foto: Jessica Tamieti)


Próximas cidades:
08.07 – Juiz de Fora
09.07 – São João Del Rei
10.07 – Pará de Minas

sábado, junho 14, 2008

ente

Tem gente que mente pro bem.
Tem gente que mente por mal. pro mau.

Tu, pra quê mente?

segunda-feira, junho 09, 2008

questão

"Ado, aado. Cada um no seu quadrado"

O cúmulo do individualismo...

segunda-feira, junho 02, 2008

1ª viagem a Milenium

Voltei de viagem. Foi tudo bem, tudo ótimo... como havia de ser, rs. Nos apresentamos em Poços de Caldas e em Varginha. Pena qua não deu para conhecer direito a terra das águas quentes, nem fazer contato com seres extraterrestres. Peninha, rs.

Elogios... entrevistas. Tudo ótimo, rs. Só mesmo um cansaço que eu nem achei que ia sentir. Minha sexta e sábado foram de completo sono e descanço... (perdi um show bacanésimo do Tom Zé... outro da Monica Salmaso...)

Poços de Caldas

Estréia verdadeira. Público enchendo a praça. Frio. Nervoso. Resa, pulinho. Aquecimento vocal de uns, silêncio absoluto de outros. E algumas surpresas do evento...

Silêncio. Uma noção completamente diferente de cena, de palco, pois estou quase sempre atrás de todo o cenário. Meu Deus, será que o público está gostando?? Não consigo ouvir nenhum risinho que seja. Mas com o tempo eles vêm. E as coisas começam a andar.
Apesar do ritmo lento deste dia, há de ser dito que foi muito melhor que a pré-estréia. Salvo uns problemas técnicos... o ritmo... o locutor... os vídeos.... rs. É ... estréia! Ufa!


Varginha

Um clima mais ameno. Montagem adiantada. Entrevista na TV ... rapidinho. Importante. Tarde voa... noite chega. Praça cheia. Pouco atraso. Corta cena e corta tema. Ritmo mais bem encaixado. Corre tudo bem... tudo jóia. Redondo, ou quase assim. Até o fim, quando, e para meu espanto, todos petrificados prestavam tanta atenção que quase me comovi. Sorri verdadeiro não só pelo êxito, mas por que era lindo aquilo ali...

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Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades

Entenda:


Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?


Estamos inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras até o fim do ano. Milenium é da Cia de Yepocá.


Próximas cidade:
17.06 – Ituiutaba
18.06 – Uberlândia
19.06 – Patrocínio

a CRUEL Deborah Colker


Sempre gostei de dança contemporânea. Há alguns anos acompanhava sempre que tinha jeito um programa na TV E (hoje TV Brasil) dedicado a esse tipo de dança. Eram incríveis os movimentos e sempre com uma história de fundo para ilustrar, para dar sentido. As noites de sábado eram assim, vendo dança na TV. Mas assistir de fato a um espetáculo desses eu nunca tinha tido a oportunidade. Até que a Cia Deborah Colker resolveu se apresentar aqui em BH. E é claro que eu fui! (11/05/08 ... pra localizar) rs.

Cruel é o amor e suas nuances. As relações afetivas entre homens e mulheres. Seus pormenores e pormaiores. A mulher que não consegue encontrar um par de dança, que não consegue encontrar um namorado. Áh, quem dirá marido. Eles que traem elas. O vice versa. O homem tentado pela ‘outra’. Quantas ‘outras’ serão necessárias? O amor, o desejo são cruéis. Dilaceram corações e, às vezes, a carne.

O amor é cruel, é verdade. Mas nem todos são catastróficos ou malévolos. Surpreenda-se: há amores possíveis! Existem pessoas felizes e amantes. O amor também pode ser bom... E talvez por isso mesmo torna-se cruel com o passar do tempo. Vai saber. Graças a Deus cada amor é diferente, rs.


Em dois movimentos é fácil ter essa percepção. Cruel é maravilhoso exprimindo todos sentimentos cruéis de amores vividos e viventes. Um resumo sentimental e preciso. É baile, são pares, mesa e espelhos enormes. Azul, vermelho. Lindo. Trilha sonora incrível, figurinos, iluminação e cenário sem nada a dever seu olhar. Tudo lindo. Olhe e dance, mesmo que por dentro.

quarta-feira, maio 21, 2008

questão

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Kitsch. Eu sou. Você também.
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terça-feira, maio 20, 2008

natureza selvagem

É como um sonho. Largar tudo e fugir prum lugar calmo e livre. É negar uma vida por um ideal. Into The Wild é assim pra mim, livre como o vento e calmo, sempre calmo.

É ter consciência do que fazer, do que pode ser feito pra ser feliz enfim. Ele queria ser feliz, quem não quer? Largar as obrigações familiares, sociais, o trabalho. Todos esses vínculos na maioria desnecessários para ser feliz, mas exigidos pela vida social, que tem todas suas regras. Essas regras que deixam qualquer um sonhador de um mundo livre, sem burocracias, sem falsidades
sociais, sem meias palavras de uma vida de mentira. Não ter de vestir-se bem sempre, não precisar de um carro, de restaurante, de lojas, de consumir qualquer coisa desnecessária.

A vida é muito simples. É simplesmente viver. Para isso basta comer e manter a saúde sempre bem, e para isso não precisamos de vestidos caros, jóias, Mercedes, nada disso. Sentimos fome do mesmo jeito que um sem teto de baixo da ponte, a única diferença (e me incluo nessa) é que na maioria das vezes podemos comer quando estamos com fome, eles não. E por que isso? Por que não podem comer quando se rasgam por dentro de tanta fome? E emagrecem cada vez mais sem poder sustentar o próprio peso.

Voltamos ao antigo tema escolar, mas não menos importante ou recorrente na vida cotidiana: tudo é culpa do capitalismo? Será mesmo a melhor forma de viver? Será mesmo que tanta oferta, tanta “liberdade” de compra e venda é necessária? O problema é que a idéia desse modelo não previa um preceito humano, o da sobrevivência em detrimento de outro. Não somos uma espécie muito solidária, apesar de sempre vivermos em comunidades e dependermos sumariamente uns dos outros. Esse instinto de sobrevivência está atrelado a significados especificamente humanos e de um universo cruel. É preciso estar melhor perante o outro, não igual. Nunca igual. Queremos ser sempre superiores e isso é sobrevivência.

O que mais me embeleza os olhos quando vejo a trajetória de Chris é que ele não teve medo de “não sobreviver” e foi atrás de uma vida que era muito melhor. Renunciou objetos de valor e até mesmo o amor de outras pessoas. Renunciou o que achava falso, desnecessário e no fim descobriu a verdade nas entrelinhas da vida. Tudo poderia ser posto de lado, o material, mas as pessoas e o amor? Como poderia? Renunciar também ao amor? Não, o amor é além disso tudo. Muito além.

Christopher McCandless foi um jovem que realizou um sonho e descobriu como é a vida. Um poeta, filósofo, desbravador. Corajoso e boa fé. Não sei mais como descrevê-lo. Lindo, um rapaz lindo por dentro e por fora.

Aos 23 anos, logo depois de se formar na faculdade, que inclusive fez para satisfazer o pai, decide abandonar tudo e seguir o caminho que acha mais certo. Tem um destino, o Alaska. Faz uma mala, doa todo o dinheiro pra uma instituição de caridade e enfrenta a estrada. Queima os documentos e o resto do dinheiro. Escolhe um novo nome e decide enfrentar o destino. Conhece
grandes amigos, faz outros. Ensina e aprende muito. Ao chegar na natureza gélida refugia-se e então a maior reflexão sobre a vida. A solidão, a natureza, o frio. Sempre tudo escrito pelos cantos por onde passou. Mas, alguns deslizes o deixam à deriva e o fim é trágico, porém em paz no final das contas. Missão feita e literalmente finda.

O mais bacana, ou trágico, é que a história toda é real. Realmente aconteceu e veio ao saber do mundo via um jornalista alpinista que pesquisou sobre Chris. Jon Krakauer então escreveu o livro Natureza Selvagem que foi roteirizado por Sean Penn. E mais, minha avó, que adora livros de aventura reais (já leu todos do Amyr Klink), leu este do Jon há anos atrás e fez várias explanações durante vários almoços de sexta. Então eu já conhecia a história quando me disseram que tinham feito o filme. Achei incrível e na hora em que assisti a película amei mais ainda...


Direção belíssima de Sean Penn. Trilha sonora original mais bela ainda de Eddie Vedder (ouço agora). Fotografia, atores, tudo. Perfeito. Ao menos pra me mostrar que os sonhos podem ser vividos e que ainda existe amor e jeito no mundo.

sexta-feira, maio 16, 2008

novas

Estou na maior correria dormindo 5 horas por dia. Acho que estou até meio pálida, rs. Mas isso é por pouco tempo. Pois estamos finalizando mais um espetáculo teatral. E até a quarta feira que vem ainda estarei no maior 'vuco-vuco', rs. Estou devendo um monte de conteúdo aqui, mas o tempo está realmente difícil.

Como no ano passado (quem se lembra da peça Hypólita - uma história de amor ), estamos novamente inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras. A peça se chama Milenium e, como Hypólita, também é da Cia de Yepocá.

Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?

Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades.

A estréia será em Poços de Caldas, no dia 28.05, logo depois vamos para Varginha, no dia 29. As datas estarão sempre disponíveis na barra lateral deste blog. Se passarmos aí por perto, adoraria que fosse nos ver, rs.

É isso. Merda pra gente, muuuuita merda, rs. (um dia explico essa expressão, para aqueles que não conhecem)

** (fotos em breve! rs)

terça-feira, maio 13, 2008

questão

Nada além de esconderijo, tudo bem.

Houve uma época em que me escondia sempre. Aquela espressão intensa, séria demais. Nunca olhava ao lado, desviava os olhos dos outros. É, bem sei, tudo bem. E até houve quem disse que essa cara amarrada era só um jeito de viver na pior. Tudo bem, eu bem sei. Mas, o que me intriga mesmo é se aos outros olhos me mudei ou continuo escondendo-me. Tudo bem, pode dizer. Pode ferir ou não. Mas, tudo bem, eu sei... É nada além de esconderijo mesmo, rs.

*escutchê! Nada Além - Porongas (ótimas letras, ótimas canções)

sábado, maio 03, 2008

eu neguinha


o que fez de mim morbidamente só?
foi sol demais ou vento demais?
ainda não encherguei o mais além
pode ser que haja uma resposta
talvez seja só a ressaca

lembro do simulacro
de todas aquelas reflexões
e isso não é um poema
eu só gosto de escrever tudo separado
e eu queria praticar esportes

o que se faz para ser mais normal
saber conversar
não se guardar tanto
acompanhar o big brother
torcer no futebol

preciso emagrecer
preciso dormir
preciso beber ou fumar?
o que agrega as pessoas?
o que as faz aproximar?

é só mesmo uma sensação horrível
de que falta tudo, de que tudo foi
entre-safra, recuo da onda do mar
uma vontade de ser criança
e brigar por não querer comer abóbora

quanto tempo?
quanto resta pra me achar novamente
ou me perder?
eu guardo no bolso as histórias de D. Sinhá
talvez seja o momento de me atualizar...



* Cibelle - Minha Neguinha

quarta-feira, abril 23, 2008

Ratato o quê?

Eu nunca escondi meu amor pelos desenhos. Mesmo crescida, ou supostamente crescida, ainda gosto de deliciar um bom desenho. Pode ser longa, curta, não importa. Mas, o mais importante, é que tenha uma boa história.

Me lembro de grandes desenhos que me acompanharam durante etapas da vida. Doug, Scooby Doo, X-Men... Mais tarde veio o Fantástico Mundo de Bob, As Meninas Super Poderosas, e outros que nem lembro mais. Os mais atuais, Três Espiãs, Jack Chan. Mas, voltemos aos longas.

Rei Leão, Toy Story, Mulan, Shrek, Tarzan, A Fuga das Galinhas, Os Incríveis... são tantos que nem me lembro de todos. E com o tempo eles também foram mudando. Todas as canções que antigamente tinham em quase toda mudança de cena não existe mais, talvez só na série Shrek e mesmo assim só pra criticar esse modelo. Cada vez estão parecidos com filmes. Não são direcionados mais só para crianças, como numa época isso era bem claro. Hoje o desenho é para toda a família. Faz piada para a mãe, o pai e para os filhos das mais variadas idades. Sempre discutem também questões sociais e sentimentais importantes e inerentes a todo e qualquer ser humano.

Mas, dessa vez, estou falando de um especial que me tocou em vários pontos que antes não tinham sido tocados. É normal pensarmos sempre numa história de amor que tenha um herói, ou pelo menos um anti-herói (Shrek?). Foi exatamente o que me chamou atenção neste longa. Essa falta de herói. E isso me encantou muito. Quando li a sinopse e vi o cartaz, pensei logo que fosse um ratinho que ajudava um cozinheiro num restaurante e que este seria o "salvador da história" salvando uma receita ou o emprego do rapaz. Estava enganada. Tudo se trata simplesmente de uma história de humildade e amizade. Sobre a capacidade de quem quer que seja de fazer as coisas, mesmo que todos digam que é impossível. E o nosso querido Remy prova que qualquer um realmente pode cozinhar. O mais lindo, pra mim...

Ratatouille é um filme singelo e incrível de cabo a rabo! As belas feições do ratinho (meu Deus, como se parece com minha cachorrinha!!), a linda trilha sonora... e o tema do enredo: culinária! Achei de uma sensibilidade mesmo incrível. Não vemos muitos filmes sobre culinária por aí. E isso no desenho é mesmo uma coisa muito bacana!

Para quem ainda não viu, o filme trata-se de um ratinho que vive uma vida de rato. Mas o que ele gosta mesmo é de cozinhar e é isso que ele quer fazer na vida. Mas, seu pai e família o reprimem pelo contato com os humanos. Entretanto devido a um incidente ele se separa de toda a família e vai parar justamente no restaurante de seu grande ídolo, e finado, chef, o Gusteau's. Eis a oportunidade de realizar um sonho...

Ah... mas não sei como dizer o resto da história sem prometer grandes expectativas ou dar falsas impressões. Apesar da minha memória estar revivendo praticamente todo o filme e estar ouvindo a belíssima trilha sonora, não posso entregar o ouro assim tão fácil, ham. E talvez seja por isso mesmo que me deliciei tanto com ele, pois não li nada além da sinopse atrás do DVD. Para sanar então essa minha falta de informação, recomendo mesmo é que assistam. É isso. E depois baixem a trilha também, rs.
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p.s.: logo vem o comentário do filme "Natureza Selvagem"... prometi, né... rs

terça-feira, abril 22, 2008

dose a dose


é preciso dosar a energia
dosar a força e a vontade

abre os braços, pule alto
dance ao ritmo ou sem ele

grite ou se debata
fale muito ou quase nada

mas dose tudo, dose tudo
para não sobrar nem faltar nada

domingo, abril 13, 2008

5ª frase da página 161

Recebi há um tempo do Howes a bacana brincadeira de pegar um livro [que goste ou não... que esteja lendo ou não...], abrir na página 161, e postar no blog a 5ª frase completa da página. Achei bacanésimo! Quem inventou foi feliz. Posto aqui:

"Meu cérebro estava tão empolgado pelas experiências de invisibilização que não levantei um dedo para lhe reabilitar a memória."


O livro é "O Homem Invisível" de H. G. Wells [não conhecia até pegar o livro num sebo e compra-lo por 10 contos, e depois de uma pesquisa na rede descobri que se trata de Herbert George Wells, autor de outros sucessos como "A Máquina do Tempo" e "Guerra dos Mundos"], e tem tradução do nosso querido, e brasileiríssimo, Monteiro Lobato [acho que foi mais por causa deste que acabei me interessando pelo livro].

Não sei dizer muito sobre a história, ainda não o li, só mesmo ouvi alguns parágrafos na voz de minha mãe, que lia recostada na cama para a neta que se encontrava tristonha por não ter ido nadar por conta de um resfriado. E só sei de um homem que se hospedou numa cidade erma, onde neva muito. Tal este que despertou tamanha curiosidade nos nativos do lugar, pois se encontra totalmente enfaixado, literalmente da cabeça aos pés. E na sua bagagem trouxe inúmeros frascos estranhos para possíveis experiências científicas. Agora, vamos ver o que acontece... rs.


sexta-feira, abril 11, 2008

coisas

Eu ia fazer uma crítica sobre um filme que vi há um tempo e que achei muito, muito bonito mesmo. Aliás, acho que agora estou enrolando, por que antes era um processo de digestão, e agora já está digerido, rs. Mas, mesmo assim, sinto em dizer que não estou no clima neste momento. Para isso, teria de estar pelo menos ouvindo a bela trilha sonora de Eddie Vedder. E estou ouvindo o álbum Eco do Drexler e logo colocarei minha coletânea da Julieta Venegas. Completamente diferente, né?! Entretanto não precisa ficar triste, não. E nessa altura do campeonato deve até fazer uma idéia de que filme estou falando, não? Hum... não? Ok, eu conto.

Estou me referindo ao magnífico Into The Wild, ou em português, Natureza Selvagem. O filme é tão bom que nem mudaram a idéia do título original. A película ainda não foi lançada nos cinemas daqui, não que eu tenha ouvido falar. Tive a oportunidade de assisti-lo, digamos, de forma não oficial. Mas, chega. Isso tudo fica pra depois, se não falarei tudo que estou com preguiça de formular e vai ficar uma bosta...

Somente gostaria de compartilhar umas intimidades profissionais. Faço estágio toda tarde na Agência de Produção Jornalística da minha faculdade, e trabalho usando a todo momento o sistema da faculdade e a Internet. E num é que ontem, no dia de fechamento da revista na qual sou colaboradora, a energia simplesmente acaba?! Pois é. Sem Internet, sem sistema, sem luz, sem nada. Não houve como fazer nada!! Ficamos, eu e minha companheira, de acabar e mandar os textos hoje de manhã. Acabamos perdendo aula e eu perdi o maior bafafá do semestre! Uma 'coletiva' com o apresentador do programa televisivo Minas Urgente, da Rede Band Minas, Ricardo Sapia. Conhece o programa do Datena? Pois é, igual, mas o seu apresentador não tem escrúpulos de dizer suas absurdas opiniões a respeito de ética, que era o tema da conversa. E desviando a todo momento o foco do assunto para emitir (novamente) opiniões absurdas sobre a homossexualidade (colocou até as costelas de Adão em questão). Além de ter coragem de falar que fez faculdade de jornalismo para aprender a ler e escrever. Perdi e só sei disso tudo pelo que me disseram meus colegas.
Pois é queridos! Que coisa, não? Mas as matérias ficaram muito boas, depois coloco uma dela aqui. É sobre a Sociedade Independente da Música (SIM) e sobre seus detalhes.

sexta-feira, abril 04, 2008

um diálogo tal

_ e apesar de tudo, então? como vai ser?
_ como está indo.
_ num vai fazer nada?
_ não.
_ nada? vai ficar aí parada com o bundão na cadeira? toda confortável?
_ é...
_ não acredito! como pode?!!
_ é isso, não posso. não consigo, não posso.
_ uhm... pode. você só não quer querer.