sexta-feira, maio 29, 2009

quantificando as coisas

dois passos nas pontas dos pés
cinco palmos pra cair no chão

três voltas em volta de si
dez vezes mais tonta ficou

quatro dias sem comer rosquinhas
sete noites sem acender a luz

seis contos no bolso esquerdo
nove desejos sem solução

oito metros do fundo do poço
um minuto pra então se perder

sábado, maio 23, 2009

Critica de "O homem que conhecia as mulheres"

Por Peco Ferger


É um livro completamente diferente de tudo que eu já li. O caleidoscópio do caos. Além da linguagem objetiva, bem sensual de Marcelo Rubens Paiva que eu conheço por "Feliz ano velho", "Bala na agulha" e "Blecaute", a história se divide em diversas crônicas, uma completando a outra. Abusando de palavras de baixo calão e que muitas vezes descamba para a putaria generalizada, o autor manteve ao longo das histórias uma sensualidade curta, objetiva e veloz, adicionando ao livro aqueles ingredientes que prendem o leitor do início ao fim.

Assim que comecei a leitura, já queria saber quem era esse homem que conhecia as mulheres. Imaginei-me em uma festa e, na medida que fui entrando, pessoas foram se aproximando e se apresentando, formalmente. Eram todas mulheres. Cada uma com seu perfil, algumas sozinhas, outras acompanhadas por outras mulheres. Ouvi histórias, entendi e desentendi problemas, aflições e medos até que, chegando ao balcão e pedindo uma bebida, conheci o homem. Ao final de tudo, saí por uma porta onde vi a cidade de São Paulo ao fundo, contornando toda a beleza existente e tornando tudo mais fácil de admirar naquele antro de coisas ruins.

Resumindo, o livro é quase que uma festa. Há frequentadores de todos os tipos, histórias e diálogos para, no fim, chegar ao ponto-chave que é o homem que, de tanto conhecer as mulheres, perdeu o encanto por elas. Segundo ele, porque o encanto nada mais é que o mistério. Realmente! Você ficaria com alguém com quem não pudesse mais se surpreender?

Dentre as tantas histórias, não poderia faltar altas doses de humor. Coisas corriqueiras, cheias de ironias e críticas sociais nos fazem quase que imaginar o próprio autor em uma roda de bar, a contar os dizeres. Dentre os pontos altos, pude rir muito em meio à um diálogo:

A atendente de telemarketing ligou para o cara:
- Por favor, ajude a casa tal a sustentar o Jonas. Você pode doar 50, 100 ou 200 reais e o menino ficará feliz com sua doação. Ele tem fome.
O cara respondeu:
- Dá um biscoito pra ele.


Enfim, em meio a desgastes loucos, relações tortas, injustiças com graça e uma declaração de amor à cidade de São Paulo, o livro é imperdível. E nem pense em usá-lo para conhecer as mulheres. É fria. Isso, nem ouvindo as músicas do Chico.


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Peco Ferger é amante da literatura e escreve poesias nos momentos de inspiração. Ainda não tem um blog, mas terá em breve, colocando no ar outros pensamentos e devaneios. A meu convite, escreveu essa crítica especialmente pro Na Divisa.

sexta-feira, maio 22, 2009

questão respondida

Penso, logo persisto.

quarta-feira, maio 20, 2009

Curta temporada de Hypólita - uma história de amor

A peça Hypólita - uma história de amor, na qual atuo e sou responsável pela direção musical, além de ser co-compositora da trilha sonora, está de volta!! A Cia De Yepocá estréia curta temporada no Teatro Marília com o espetáculo cênico musical nos dias 1, 2 e 3 de junho (segunda, terça e quarta).


Concebido para o projeto Mercantil do Brasil Cultural 2007, circulou por 13 cidades mineiras em 2007, encantando público e crítica.

Hypólita - uma história de amor
comédia musical - classificação livre
1, 2 e 3 de junho
R$ 16,00 (inteira), R$ 8,00 (meia),
R$ 6,00 (convênio_contato com a produção ou apresentação do flyer)
Teatro Marília - Av. Alfredo Balena, 586, Centro - BH
(31) 3277.4697




Um homem é acusado por um crime aparentemente banal: a retirada de uma flor que, segundo especialistas da imaginária Gaia, desencadeará um desequilíbrio ambiental de proporção mundial. Como se trata de uma situação que envolve o futuro daquele lugar, será realizado um julgamento para decidir o destino do homem, que apenas colheu aquela singela flor para oferecer a uma desconhecida e bela mulher. Agora será de responsabilidade dos magistrados e, principalmente, do público presente, julgar se ele é culpado ou inocente.
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Um espetáculo cênico-musical que fala de coisas sérias, mas c
om um tom lúdico. A peça tem como proposta usar várias linguagens teatrais, com uma divertida interação entre atores e os nossos “espectadores-jurados”, que terão um papel decisivo no desfecho da história.



Conheça mais sobre a peça lendo o diário de bordo da turnê Mercantil do Brasil Cultural 2007 aqui. E, te espero por lá!!

quinta-feira, maio 07, 2009

Entrei na dança coletiva


No último dia 18 entrei para um dos coletivos mais atuantes na cena independente de BH e região, o Fórceps. Sim, é mesmo o nome. A princípio estranhamos, principalmente as mulheres, mas não há nada de ruim no lance.

Como está no próprio site do coletivo, "O Instituto Cultural Fórceps é um instrumento de valorização da produção cultural realizada de forma independente". Com o objetivo de promover o desenvolvimento da cena cultural independente, "fazer com que a população tenha acesso à produção cultural realizada fora dos grandes centros e que as pessoas envolvidas nessa cadeia produtiva se aproximem, troquem experiências visando a evolução coletiva e consigam obter renda com seus trabalhos, além de se inserirem no circuito cultural nacional."

Assim, entrei pra dança de mala e cuia. Eu e a Fofoca Erudita, meu projeto musical. Faço parte do núcleo de comunicação do coletivo, atualizando sempre que possível o blog. E logo logo teremos mais fofoca no ar... rs.

Entre as ações do coletivo, está o Festival Escambo, o Cinebrasa, a realização de várias festas, com show de bandas parceiras, e ações de fomento à cena independente.

Para conhecer mais o Fórceps, acompanhe o blog.

quarta-feira, maio 06, 2009

Mostra de cinema Outras Europas

Começou ontem a mostra de cinema Outras Europas, que acontece no Centro Cultural da UFMG, de 05 a 20/05. As sessões são gratuitas e acontecem às 19h, e logo depois comentadas por professores da UFMG.

Com espírito de transgressão, os filmes reunidos vão mostrar uma Europa muito além das fronteiras atuais, sejam ela políticas, culturais ou geográficas. Desta maneira, proporcionando um olhar diferente sobre o "velho continente" de hoje e convidando a uma reflexão sobre a Europa de amanhã.


Dentro da mostra acontece no dia 09 (sábado) a FESTA OROPA, com músicas da Europa e do mundo. Antes da festa, às 19 horas, será exibido o longa "Um dia na Europa" e logo depois, durante a festa, a coletânea de curtas "25 visões da Europa". Ingressos a R$10,00, no local.

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Mostra OUTRAS EUROPAS
De 5 a 20/05, às 19h
Entrada Franca
No Centro Cultural da UFMG
(Av. Santos Dumont, 174, Centro - BH - MG)



5 de maio (3a)
Europa é a nossa história (Europe, c'est Notre Histoire, França 1996, dir. F. Feron, J. M. Meurice, 58min) - Conferência: Prof. Leonardo Nemer (CEDIN), Prof. Leonardo Avritzer (FAFICH/UFMG), Prof. Georg Wink (DAAD-FALE/UFMG) - Coquetel (cortesia do Cônsul Honorário da Alemanha em Belo Horizonte e da Associação Cultural Ítalo-Brasileira de Minas Gerais - ACIBRA)

6 de maio (4a)
Terra Estrangeira (Brasil 1996, dir. Walter Salles, Daniela Thomas, 110min).
Comentário: Prof. João Pinto Furtado (FAFICH/UFMG)

7 de maio (5a)
O novo mundo
(Nuovo mondo, Itália 2006, dir. Emanuele Crialese, 120min).
Comentário: Prof. Tommaso Raso (FALE/UFMG)

8 de maio (6a)

Documentário Na-Masserìzie (Itália/Brasil, dir. Simone Cupello, 1993, 13min) e vídeo-instalação Del Cinemá na entrada do Centro Cultural, na presença da diretora e artista Simone Cupello Anansi, o sonho da Europa (Anansi, der Traum von Europa, Alemanha 2002, dir. Fritz Baumann, 80min). Comentário: Prof. César Guimarães (FAFICH/UFMG)

9 de maio (sáb) (repetição: 24 de maio)
Um dia na Europa (One day in Europe, Alemanha/Espanha 2005, dir. Hannes Stöhr, 95min)
Comentário: Prof. Georg Wink (DAAD-FALE/UFMG)

20h: "Festa Oropa: Música da Europa e do Mundo“ (djs Hassan & Al-Man) com vídeo-instalação "25 visões da Europa"

10 de maio (dom) 18h
Um olhar a cada dia (Le regard d'Ulysse, França/Grécia/Itália 1995, dir. Theo Angelopoulos, 170min) Comentário: Prof. Antônio O. Lopes (FALE/UFMG)

11 de maio (2a)
Desde que Otar partiu (Depuis qu’Otar est parti, Bélgica/França 2003, dir. Julie Bertucelli, 103min). Comentário: Prof. Wellington Costa (Presidente da Associação dos Professores de Francês de Minas Gerais FALE/UFMG)

12 de maio (3a) (repetição: 31 de maio)
Guerra dos Outros (Beautiful People, Reino Unido 1999, dir. Jasmin Dizdar, 107min)
Comentário: Prof. Élcio Cornelsen (FALE/UFMG)

13 de maio (4a)
Do outro lado (Auf der anderen Seite, Alemanha/Turquia 2007, dir. Fatih Akın, 122min)
Comentário: Prof. Georg Wink (DAAD-FALE/UFMG)

18 de maio (2a)
O Centro (Die Mitte, Alemanha/Polônia 2004, dir. Stanislaw Mucha, 85min)
Comentário: Prof. Georg Wink (DAAD-FALE/UFMG)

19 de maio (3a) (repetição: 30 de maio)
Expresso do Sul
(Sud Express, Espanha/Portugal 2005, Chema de la Peña, Gabriel Velázquez, 102 min). Comentário: Profa. Elisa Amorim (FALE/UFMG)

20 de maio (4a) (repetição: 23 de maio)
Exílios (Exils, França/Japão 2004, dir. Tony Gatlif, 104min)
Comentário: Prof. Wellington Costa (Presidente da Associação dos Professores de Francês de Minas Gerais FALE/UFMG)

quarta-feira, abril 29, 2009

abraçar

querer abraçar-te
aconchegar -me
agora
assim
não dá
mas tudo bem
guardo a vontade
pra virar saudade
e quando te ver
prender-me no teu jeito
perder-me nos teus braços
pra tudo ficar bem
e a saudade passar ligeira
como se o tempo parasse
só para nos ver abraçar.

segunda-feira, abril 27, 2009

Conexão 'Viva' e Festa 'animal'


Há uma semana atrás, exatamente na segunda passada, acontecia um encontro histórico na música independente. A primeira festa promovida pelo Circuito Mineiro de Música Independente reuniu no mesmo palco duas bandas de peso animal. Se tratava da Macaco Bong (MT) e Burro Morto (PB).

Primeiro a Burro dava suas notas de ritmos envolventes e uma vontade de dançar sem rumo me subia. Depois veio o estonteante show dos Macacos, mandando todo o 'bong' possível. Há muito não presenciava tamanha presença de palco (no caso, do guitarrista do Macaco Bong) e, de um modo geral, uma festa tão 'porrada'. Pra descarrego de qualquer pessoa que goste ao menos um pouco d
e peso.



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Na última semana aconteceu na capital mineira a maratona do Conexão Vivo, recheada de shows bacanas, oficinas e seminário. Tudo isso em nove derradeiros dias. Um pouco difícil de acompanhar, mas dentre a programação paralela e os compromissos profissionais, estive lá quando pude.

Na vasta programação consegui ir de fato em dois dias de show, duas oficinas e em uma das discussões do Seminário Internacional Música & Movimento. Entre aulas, ensaios teatrais, de enfrentar filas de ficar muito cansada conferi pedaços de shows, esbarrei em muita gente e conversei com outras.

O que ficou pra mim foi a incrível experiência de estar "nas mãos" do mestre Naná Vansconcelos no seu 'Orgânico Workshop', onde e quando reuniu muita gente à sua volta formando uma grande orquestra de vozes, palmas e pisadas pulsantes. Uma prova de que a música pode acontecer assim num jardim, sem precisar de partituras mas sim daquela dose boa de espontaneidade e criatividade.

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Fora essa semana agitadíssima, ando um bocado atarefada, o que justifica ao menos um pouco a falta de textos nesse espaço. Mas não se preocupe, mais cedo ou mais tarde eu sempre volto. rs

Fotos_Mariana Lima

segunda-feira, abril 13, 2009

diálogo fofo

- hoje acordei com o pensamento em ti.
- pensamento bom ou ruim?
- bom, claro, hehe.
- e eu fico com o pensamento em ti o tempo todo.
- ah, fofo!
- fofa! rs

(beijinhos...)

domingo, abril 12, 2009

Ser ou não ser cultural...

São comuns as indagações sobre o que é cultura, ou cultural. Toma-se, normalmente, por base a análise de alguns produtos culturais. Compara-se, por exemplo, um filme de grande sucesso popular, como "ET", e um mais "cult", como "Invasões Bárbaras". E as respostas e ponderações variam entre "esse é cultura, o outro não" e "o que é cultural ou não?". E a confusão é normal e recorrente nos mais variados meios sociais.


Partindo dessa discussão penso cá como a indústria cultural distorce as coisas. Como as pessoas não se permitem consumir produtos bons com medo de estarem se distanciando de suas raízes culturais. Ou mesmo não se permitem por acharem que é coisa chique e não pertence à sua classe social. Ok, deixe-me explicar.

Assim como pensar que "ET" não é cultura, é comum atribuir a expressão 'cult' àqueles que gostam de arte sem apelo popular. Mas, onde há a diferença entre um e outro produto? O que torna um produto mais 'cultural' que o outro? Ou o que faz pensar que existe cultura em algumas coisas e em outras não?


E a resposta está na ponta da língua. É... nada! Todos são produtos culturais. E além disso, o produto cultural não se prende à produção artística. A cultura está em todos os âmbitos e esferas sociais. E faz parte também de nossa cultura achar que um produto é ou não cultural. Então o problema aí está na noção do que é cultura.

Cultura é tudo aquilo que envolve a sociedade. Seus costumes, suas maneiras, os preconceitos, a postura diante de qualquer coisa. Tudo o que fazemos e pensamos é de acordo com a cultura na qual estamos inseridos e que ajudamos a construir e transformar. A cultura nunca está estática, sempre muda com as evoluções, o tempo e as pessoas que nela viveram e fizeram suas contribuições culturais.

Assim, não há diferenças em termos de 'quantidade' de cultura em um produto. Ou se ele é ou não é cultural. O que pode haver são diferenças em qualidade, o que não torna um produto mais cultural que o outro. E este quesito é amplamente discutido entre os mais variados meios sociais, levando muitas vezes o gosto pessoal como o critério de avaliação que mais pesa, tornando a discussão inacabável e pessoal.

Portanto (e para finalizar), recomendo a boa paciência e a mente sempre aberta. Não só para conhecer produtos culturais novos (artísticos) como também para entender o sucesso e a existência de produtos que não gostamos. Assim, coexistindo pacificamente com outras culturas e gostos culturais artísticos.

Assista "X-Men", "Todo Mundo Em pânico", "Volver", "O Exorcista" ou "9 Canções". Ouça Calipso, Pink Floyd, Chico Buarque ou Elvis presley. Conhecendo de tudo um pouco é que vamos construindo nosso senso crítico sobre o que é um bom produto cultural e o que não é. E não se sinta acanhado em dizer que um produto é bom ou ruim, afinal os critérios de avaliação são sempre pessoais (até dos críticos mais renomados!).


terça-feira, abril 07, 2009

carta ao leitor

Há um tempo um amigo reparou que este blog já teve tempos mais jornalísticos e que passa por uma fase meio carente dessas coisas. E é verdade. E pra falar francamente, nem sei bem por que... acho que ando meio sem tempo mesmo para refletir e escrever sobre fatos e coisas, culturais ou não.

Bom, esse post é só pra justificar minha falta de textos críticos e analíticos sobre cultura e mundo. Mas, se estiver sentindo falta de algo assim, sugiro clicar aqui à direita, um pouco mais pra baixo, na Editoria de Cinema, ou mesmo na Recomendo Mesmo e aproveitar minhas dicas na área.

Enquanto isso... vou indo. Quanto às atualizações jornalísticas, espero que em breve consiga postar algo à altura por aqui.

o mal do meu quarto

vou pintar meu quarto
mudar o armário
trocar os sapatos
mudar a luz.

tudo ali me deprime
tudo me torna mais pesada
me fecha num labirinto
numa sensação triste e morna
de que o dia já acabou
mesmo antes de se anunciar.

não há muito ânimo para novos acordes
la dentro novas cores não têm ar
minha cama vou girar
minha mesa vou arrastar
o lustre vou limpar
e o que estiver solto e sujo... já era.

terça-feira, março 31, 2009

meu espaço

no meu quarto tem um quadro
no canto da parede teias de aranha
em cima do armário um rádio
um livro do meu lado
um violão encostado
um pensamento inacabado

no meu quarto a luz entra toda pela manhã
uma pilha de roupas espera minha atenção
calçantes espalhados pelo caminho
poemas para possíveis amantes
papéis cheios de recados e lembretes
uma vontade imensa de ser além do que já sou



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segunda-feira, março 30, 2009

incômodo

estou cansada
um cansaço quase inexplicável
quase sem razão
quase sem tempo de não ser
estou machucada e nem sei
nem sei por que
onde, como foi que fiz
ou como me curar
me sinto sem forças
sem energia
como se só a correnteza
fosse mais forte
e me levasse sem regras
pra qualquer lugar
me sinto sonolenta
sem saber o que acontece
enquanto nos sonhos
vivo algo morno
não sei o porque
de estar aqui e fazer
assim ou assado
e nem o novo me encanta tanto mais
se não consigo desatar-me do velho.

sábado, março 28, 2009

poeta meu

meu poeta meu
só pra mim poetiza
meus cabelos
meus perfumes

poeta meu
diz coisas tão lindas
aconchegantes
umas delícias

escreve
e descreve
o que nos comove
o que nos fascina

e quando ao vivo
começa a acanhar
não deixo
um beijo no queixo
e pronto
um sorriso me dá