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terça-feira, abril 07, 2009

carta ao leitor

Há um tempo um amigo reparou que este blog já teve tempos mais jornalísticos e que passa por uma fase meio carente dessas coisas. E é verdade. E pra falar francamente, nem sei bem por que... acho que ando meio sem tempo mesmo para refletir e escrever sobre fatos e coisas, culturais ou não.

Bom, esse post é só pra justificar minha falta de textos críticos e analíticos sobre cultura e mundo. Mas, se estiver sentindo falta de algo assim, sugiro clicar aqui à direita, um pouco mais pra baixo, na Editoria de Cinema, ou mesmo na Recomendo Mesmo e aproveitar minhas dicas na área.

Enquanto isso... vou indo. Quanto às atualizações jornalísticas, espero que em breve consiga postar algo à altura por aqui.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Dois dias

Já fazem dois dias que não o vejo. Saiu pela porta nervoso. Bateu com tanta força que achei que ia desfazê-la em migalhas. O meu coração ta assim, em migalhas. E pra piorar ele some.

É que brigamos, sabe. Feio. Acho que toda briga é feia, aliás. Sabe daquelas que num tem nem culpado e as partes saem igualmente machucadas? Pois é. Foi uma dessas. São as brigas mais difíceis. Mais dilacerantes.

A casa é nova. Não, não é propriamente nova, mas é nova pra mim. Acabei de me mudar. Não dava mais pra viver com aquelas meninas. Criavam muitos problemas pra mim. Já estava entrando em colapso quando vi o anúncio no jornal. Telefonei umas três vezes pra conseguir falar com o vendedor. Foi quando ouvi a voz dele pela primeira vez.

Ele parecia gentil, suave, sabe. De primeira só gostei da voz, mas quando nos encontramos, pra ele me mostrar a casa, foi outra coisa. Outra sensação, outra... Não sei descrever. Minha pulsação aumentou e minhas pupilas se abriram atentas. Uma adrenalina controlada e profundamente prazerosa. Não havia nunca experimentado tamanha sensação. O que foi isso?!...

Então conversamos um pouco. Ele me mostrou o ambiente e me falou da vizinhança. Sem perceber eu já estava deixando os cabelos me caírem sobre os olhos charmosamente. Minha postura mudara e meu modo de falar nunca esteve tão comedido. Nem percebi, mas fazia charme pro tal moço. E ele... ele percebia.

Ele é assim mais ou menos da minha altura. Os cabelos lisos despenteados e por cortar. A barba é realmente mal feita, creio que não haja tempo. O vestuário é simples. Calça jeans e camisa de uma cor só. Nesse dia era verde, minha cor predileta. Os olhos são um pouco caídos mas com um ar de brincadeira. Nada nele parece ser pesado ou sério demais. Nada nele parece ser difícil ou ruim.

Aí meu charme deu certo. Saímos algumas vezes. Outras mais e já estávamos o suficientemente íntimos, rs. Ele é uma graça. Faz coisas que nunca vi homem nenhum fazer. Quando vem pra cá sempre me traz uma florzinha que eu boto num vasinho na sala. A casa fica mais bonita quando ele vem. O tom de amarelo de fim de tarde permeia o ambiente. Fica lindo.

Mas, faz dois dias que não o vejo. Ontem me deu a sensação de que nunca mais o verei. Hoje o fim de tarde foi azul frio. E... Um minuto, a campainha tocou. Vou ver.

... Pronto! Num preciso mais me preocupar. Ele chegou. Vamos conversar e acertar as coisas. Depois mando notícias. Bejos.



Foto: Juliana Buli

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Este texto foi inspirado num ensaio fotográfico que minha irmã, Juliana Buli, fez no Prado, bairro onde mora em BH. Visite o site dela e descubra suas outras artes.


terça-feira, janeiro 20, 2009

carta

é que seu chêro me tonteia. seu pelo, sua cor. então me explica por que, se tô aqui inteira e você parece não me ver. mesmo que me olhe sempre no fundo do olhos, intensamente. é que seu cheiro me tonteia. sua pele, sua cor. qual a química que te deixa assim? e eu quase me rendo toda. quase por que num sei ainda se posso. se você pode... ah, como eu queria que se rendesse logo a mim.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

carta ao leitor


Acho que queria escrever mais um daqueles diálogos, mas acho que uma conversa assim seria melhor. O natural era eu me descrever sentimentalmente com um poema ou um conto bem simples, mas nem sei se o que sinto merece ser dito. É um misto de marasmo e superlotação. Me pego falando muito rápido quase sem conseguir pronunciar as palavras corretamente. Um sono tremendo por causa de noites pouco dormidas e os ombros rijos pela tensão que nem sei bem certo de onde vem. Isso é pouco ou normal, não sei, mas parece ser um começo de algo muito maior...

Pareço estar, assim me sinto, no portal de uma caminhada íngreme no meio do mato fechado, andando sobre pedras irregulares, carregando uma mochila um pouco pesada. E, apesar de já cansada, minha mente pede mais, pede muito mais. Leio o que posso, passo tardes descobrindo e redescobrindo coisas. É como se estivesse prestes a fazer uma grande descoberta. Como se idéias luminosas fossem me aparecer na frente a qualquer momento. Ô frio na barriga e um excitamento entusiástico. Nossa, nem sei. (...)

E aqui parece estar meio sem graça não é?! Está sem fotos, sem coloridos, e isso não cativa muito, texto demais. Assim que puder colorirei todos os posts que estiverem sem fotos ou desenho. Prometo tornar a leitura mais prazerosa, rs. Ou dar uma mudadinha no template, só pra variar, o que acham? (...)

Bom, agora me despeço. Muito bom conversar com vocês. Agora me sinto melhor, rs. Beijos, Eu.

(se pudesse ter sido manuscrita, teria sido)


-> p.s.: coloquei fotos em quase tudo, e escrevi nota lá em cima por causa disso.
p.s.2: A foto deste post retirei do site da revista Sagarana.