sábado, dezembro 27, 2008

questões de pequeno ou grande porte

Estou achando isso tudo um pouco muito chato... ou triste. E na verdade nem sei se alguém vem até aqui e lê alguma coisa de fato... (?)

Nos últimos meses investi muito em tornar esse espaço numa coisa respeitável, mas acho que não tive muito êxito. De que adianta se ninguém vem até aqui? Aliás, até cadastrei naqueles sites que abrigam milhões de blogs, mas minha paciência é restrita no que diz respeito a explorar esses serviços.

Também ando me sentindo um tanto triste e impaciente comigo mesma. Tenho muitas coisas a serem feitas mas não tenho saco para fazê-las. Acho que sempre fico meio assim no final do ano. É como se num tivesse jeito de melhorar as coisas que fiz durante o ano, por que ele simplesmente está acabando.

E também tem essas festas e todas as pessoas gastando todas suas economias para presentear outras que nem se sabe se vão valorizar o presente. Aff... Tem também os compromissos de família. Obrigatórios...

Tem as festas que você ouve de longe e que sempre parecem mais animadas e mais interessantes que a sua. Isso se você estiver ou tiver um... Tem a chuva e um clima chato pra cacete.

Aí você vê um filme... fica andando de meias dentro de casa... lê um livro inteiro... Come muuuito chocolate, panetone, chocotone, pernil, lombo, peru... etc. Ou seja, você engorda! E isso é deprimente... rs... mas é gostoso, rs.

Então se lembra que se tivesse alguém realmente importante e amável, e amada e que te amasse por perto, poderia compartilhar essas sensações... ou com o furor do amor não senti-las.

Mas como estou só, não espero sentir nada além desse gosto de tédio. E já começar a marcar os compromissos para janeiro... Que, querendo ou não, promete boas coisas já de começo (mesmo que isso seja só ilusão). Veremos.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

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um momento de silêncio.
não pelos outros
por mim.

é que às vezes fica pesado demais.
e nem sei o que mais pesa
deve ser eu...

nem um capuccino
nem um bom filme
me curou.

talvez só mesmo
esse ficar sozinha
sem ruído nem vento

apesar da chuva
da água
do clima

por isso, silêncio!
que meus pensamentos
já me ensurdecem.



sexta-feira, dezembro 05, 2008

O mudo no cinema

Nos primórdios do cinema, final do sec XIX, a 7ª arte ainda não dispunha de recursos para empregar o som no filme, só a imagem. Mas nem por isso as exibições se passavam em completo silêncio. A trilha sonora era tocada ao vivo nas salas de exibição por pequenas orquestras ou por um pianista. Esse elemento externo dava mais sentido e emoção às cenas, levando o público à compreensão total da história. Esse era o “Cinema Mudo”.


Quem não se lembra de Charlie Chaplin e todo seu encanto mudo? Chaplin foi um dos poucos que resistiu ao emprego do som em seus filmes. Ao mesmo tempo em que essa nova tecnologia era febre nos EUA, Chaplin ainda fazia filmes mudos e nem por isso deixou de emocionar platéias fazendo grande sucesso. Além disso, com tanta destreza corporal, fazendo-se entender pelos movimentos do corpo, quem necessitaria de ouvir o que ele falava com a voz? Seu primeiro filme sonorizado foi Tempos Modernos, em 1936, mas muito timidamente. A sonorização era somente em alguns momentos, talvez para criticar justamente a falta de voz nas máquinas.


Até hoje, é fácil repararmos em elementos que nasceram junto do cinema mudo. As legendas são um exemplo. Como não era possível ouvir as falas dos personagens, o recurso de legendas era utilizado para auxiliar a compreensão do público para coisas que não fosse possível a mímica.

Mas, além disso, talvez o sentido do silêncio tenha se expandido com o passar dos tempos. Quantas cenas utilizam do absoluto silêncio para extremar sensações, emoções. O silêncio é muito utilizado em cenas de profunda comoção. Com tanta informação sonora de hoje em dia o emprego do silêncio absoluto pode causar mais impacto do que grandes produções sonoras. Me lembro do filme “O Demolidor”, adaptação dos quadrinhos para cinema. Quando o personagem principal fica cego na infância a cena do fato transcorre em profundo silêncio. O impacto que isso causa é muito interessante, pois o personagem estava ficando cego naquele momento, não surdo, porém para o espectador vê-lo ficar cego é mais importante do que ouvi-lo ficar cego, por isso o contraponto dos dois elementos.

Também o silêncio pode ser usado na construção de personagens que se deslocam na trama sem proferir mais do que 10 palavras. Me lembro da história do jardineiro do “Muito além do jardim”. Na história o personagem principal, Peter Sellers, praticamente não fala e é justamente esse seu silêncio que causa nas pessoas as mais variadas reações e interpretações. Ali o silêncio vale como 1000 palavras. O engraçado no filme, é que o jardineiro é uma pessoa que não entende do mundo, parece uma criança. Isso porque viveu a vida inteira até seus 40 anos na casa do patrão tendo somente a televisão como fonte de informação e o próprio patrão. Quando o patrão morre, ele se vê sozinho tendo de se virar. Daí começam as interpretações erradas das pessoas. Pensam que ele é isso ou aquilo. Ninguém pergunta e espera a resposta, e assim transcorre a história, cheia de interpretações errôneas.

Por outro lado, o silêncio pode ser esquecido completamente, como na maioria dos filmes de ação dos dias de hoje. O volume de informação sonora é tão grande que, às vezes, deixa de causar impacto no espectador, como julgo ser o intuito desses filmes. São barulhos e bombas, de motores automotivos, de socos, de gritos. Além das músicas frenéticas de conteúdo rítmico apenas com a intenção de excitar o espectador, deixando-o atento à toda ação. Nesses filmes os cortes de imagem geralmente acompanham a trilha sonora frenética, dando mais ênfase à excitação.

Esse uso exagerado da trilha sonora é também percebido no Expressionismo Alemão, quando a intenção era justamente impressionar o espectador. No Expressionismo as músicas são sempre muito grandiosas e tocadas por orquestras, eliminando os detalhes pequenos de um solo. As canções são intensas para não dispersar a atenção do público. Alguns críticos dizem esse elemento foi justamente usado dessa forma para que outras culturas entendessem melhor o que o filme propunha, pois nem todos iriam entender certos elementos típicos da cultura alemã. É certo que as músicas dessa escola impressionaram o público.

Alguns elementos da composição do cinema mudo ditaram e ditam até hoje certos climas para certos tipos de personagem. Por exemplo, sabemos bem a estrutura de acordes que são compostos quando um vilão aparece em cena. Geralmente o tom sombrio e perigoso é bem representado por tons menores, graves e mais lentos. O mesmo pode acontecer com sensações de medo, ou nesse caso, dependendo do medo, algo mais excitante. Um exemplo clássico para essa sensação é a trilha da cena do assassinado no chuveiro de “Psicose” de Hitchcock. Aqueles violinos frenéticos e ascendentes impressionam até hoje. Já para as sensações de alegria e amor os tons são maiores, mais agudos e cheios de vida no ritmo. As emoções foram muito bem representadas no Cinema Mudo justamente pela falta de falas dos personagens. E hoje, a mesma estrutura é percebida nos mais variados segmentos de representação. Mas, claro, sempre há exceções. No filme “Laranja Mecânica”, por exemplo, a 9ª Sinfonia de Beethoven vira a música do vilão sem respeitar essa estrutura básica, entretanto não tira a sensação de perigo quando ouvimos a composição na película.

O certo, até hoje, e talvez isso nunca mude, é que tanto o silêncio quanto os mais variados elementos sonoros são partes importantíssimas do cinema. Sem eles, talvez o cinema não fosse capaz de passar tanta emoção e causar tanta catarse. Que bom...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

outra divisa

Talvez pelo certo cansaço, talvez pelo tédio que anda acontecendo. Um vazio esgotante enche as horas e é como se passassem em branco. Um branco pastoso, denso e impenetrável. Será o vento de chuva? Será as últimas notas da canção na cabeça? Será mesmo só a sensação de uma nova divisa em nada e tudo é. Um vale, uma cerca









viva, um buraco no chão que deixa bem claro os esforços para ultrapassa-lo. O fim de mais um estágio e o presságio de um novo. Uma nova rotina, novas prioridades, novo prisma. E isso por que começa uma nova fase e continua uma velha que por mágica são separadas e unidas como nunca. Mais uma divisa e a dificil parte












de assimila-la e adptar a ela. Até que passe e venham novas renovadoras...


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sábado, novembro 29, 2008

A Fofoca Erudita

Nunca falei muito sobre minha banda aqui não é? E nem sei por que...

O nome é Fofoca Erudita e vocês podem encontrar links sobre ela por esse blog afora. A Fofoca é formada por mim e minha irmã Juli. Juntas fazemos uma música discontraída sem grandes pretenções...

Essa é a história da Fofoca Erudita. Como tudo começou......



E o primeiro clipe fofoqueiro. A música se chama Balde Encantado, mas na época do clipe ainda estava sem nome e ficou mesmo para contar a história da galinha.



Para saber mais acesse o site oficial.

sexta-feira, novembro 28, 2008

questão

O egoísmo é inerente ao ser humano?

terça-feira, novembro 25, 2008

O mundo ainda tem jeito!!

Nas minhas aulas de Tópicos em Comunicação deste semestre foram bastante transformadoras na minha vida. Me deparei com o estudo da realidade como nunca tinha me acontecido antes.

Nas aulas, regadas a discussões sobre as formas de governo e economia, sobretudo o vigente neoliberalismo, percebi que o mundo está realmente numa grande crise. E não somente econômica lá com os EUA. Não. A crise é social, educacional, emocional, de identidade, de cidadania e principalmente ambiental. E sobre este último ponto é que venho me manifestar agora.

Ontem resolvi ficar na TV até mais tarde, já que hoje não precisaria ir à aula. Passeei por vários canais, assisti vários pedaços de uma péssima programação. Mas enfim pousei na TV Cultura. Estava passando do programa A Invenção do Contemporâneo e me interessei logo na primeira frase que ouvi. Se tratava de uma palestra/conversa com Hugo Penteado, um economista ambientalista. Não pude nem me mexer ouvindo aquilo tudo. Um esclarecimento após o outro. Virei fã do cara, por assim dizer.

E hoje procurando na Internet achei uma entrevista dada a Marilia Gabriela no início deste ano. Vale a pena conferir toda a entrevista, mas deixarei aqui somente as primeiras partes.
















Agora só falta mudar meus hábitos. Espero também que ao ver esses vídeos vocês mudem também.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Na Divisa de cara nova


Senti que precisava de mais espaço para colocar todo o conteúdo que gostaria. Então taí a nossa nova coluninha à esquerda. Nela vão aparecer mais opções de navegação para o nosso querido leitor. Espero que gostem.

segunda-feira, novembro 17, 2008

pode saber!

Um abraço sincero é sempre apertado, pode saber!
Os corpos se encostam quase que por inteiro
os calores são trocados e os cheiros...

Um olhar sincero é sempre demorado, pode saber!
Os olhos se pousam e confidenciam
coisas inenarráveis e profundas.

Um beijo sincero é sempre devagar, pode saber!
Os lábios se tocam lentos, se sentem lentos
salivas se trocam lentas e minuciosamente.

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quarta-feira, novembro 12, 2008

notas

Uma das primeiras interações diretas com outros blog! O texto sobre o show do Marcelo Camelo aqui em Bh está no blog Meio Desligado, do amigo Marcelo Santiago. Designer e estudante (quase formado!!) de jornalismo, Marcelo está sempre interado nas últimas novidades do mundo alternativo musical.

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No último dia 29/10 um pessoal muito bacana veio a BH. Me refiro aos Barbatuques. E quase perco o show, mas um amigo deu o toque na desavisada aqui e fomos. Pra falar do show vou me resumir a uma expressão: "do caraleo!!!" Mas para outros detalhes, leia o texto no blog amigo diretamente do fundo do mar,
Em Um Bar no Fundo do Mar.

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Começa hoje a 1ª edição do Festival Favela É Isso Aí - Imagens da Cultura Popular. O festival vai de 12 a 21/11 com a programação toda gratuita. Além dos filmes outras atividades, como palestras e oficinas, acontecerão paralelamente a mostra.

"Produzido pela ONG Favela é Isso Aí, o festival selecionou filmes produzidos em diversos formatos e linguagens, de até 15 minutos, cujo foco principal são as comunidades de periferia do Brasil. A mostra exibirá filmes produzidos em Belo Horizonte, interior de Minas, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e estado de São Paulo." (
Favela é isso aí)

Local: Usina Unibanco de Cinema (Rua Aimorés, 2424, St. Agostinho - BH)
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Enquanto eu não estava na Terra o Festival Planeta Terra aconteceu. Trouxe os Breeders e eu quase nem fiquei sabendo... Ah, meu coraçãozinho! Tudo bem... Tem vez que a gente fica por fora mesmo. O foda é depois que tomamos consciencia! Ahrg...
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Radiohead vem ao Brasil! ... uhm... espectativas?

segunda-feira, novembro 10, 2008

cine indie #3

Indie 2008 _ São Paulo
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Para quem vive, mora, visita, ou está em São Paulo fique esperto que o Indie está por aí. Uma parte da programação da mostra que movimentou Belo Horizonte no mês passado chega à maior cidade da America Latina!!

Está rolando no CINESESC, de 6 a 12/11 . Cerca de 28 filmes serão exibidos em 34 sessões, numa realização conjunta com o SESC SP. Os ingressos estão a R$ 6,00 (inteira), R$ 3,00 (estudante e idosos), R$ 1,50 (Trabalhador do comércio e serviços matriculados e dependentes).
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(CINESESC - Rua Augusta, 2075 - São Paulo - SP)
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Confira a programação!


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Mas, como prometi continuarei aqui meus comentários sobre os filmes que assisti. Se você vai assistir a Mostra em SP, pelo menos dê uma passada de olho no ranking que fiz dos filmes que assisti na Mostra de cá.

Continuemos... agora com o 6º e 5º lugares!
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6° lugar

Como Ser ("How To Be", dir Oliver Irving, Reino Unido, 2008)

Na fila, antes de entrar na sala escura, uma moça passa cheia de pop cards distribuindo-os. Me ofereceu um e aceitei. Logo vi que se tratava do filme que iríamos assistir nos instantes seguintes. As fotos do cartão eram bonitas, bem produzidas e tudo. Me deu até mais ânimo para assistir à película.


Ao ler a sinopse confesso que fiquei no mínimo curiosa. Um cara que volta para a casa dos pais depois de romper com a namorada pra mim foi um tanto curioso. Ainda mais levando em consideração a foto do filme na programação da Mostra, ele na cama dos pais como uma criança com dificuldades de dormir, apesar de sua expressão de travessura no rosto (foto acima).

Fato é que o filme, pra mim, não acrescentou em nada. Uma história insossa... Nem os fatos dignos de uma boa comédia me comoveram...

É que Art é um músico frustrado. E, diga-se de passagem, ele nem chega perto de ser músico mesmo! rs. Mas às tantas ele volta à casa dos pais. O problema é que o jeito como é tratado pelos pais desencadeia (tardiamente) uma crise existencial no rapaz. Para tentar resolver tal crise ele se apóia em conselhos de um livro de auto-ajuda. Logo depois o próprio autor do livro vai morar na sua casa e da palpites o tempo todo na conduta de Art. E isso resolve alguma coisa? Nada.


A questão talvez do filme seja justamente mostrar como a geração de Art é (ou está?) desorientada quanto a tudo. Amor, profissão, amizade, família etc. Ele é um desorientado sem motivação, sem objetivo nem nada. Um cara que eu fugiria dele, rs. (ah... e parece que não toma banho há séculos!)

Chegou aqui no 6º lugar por essa falta de questionamento relevante para mim. Não que não questione nada, aliás, questiona justamente a posição de Art na sociedade. Mas é que pra mim não fez muito efeito. Só isso.

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5° lugar

Rio ("River", dir Mark Wihak, Canadá, 2007)

Um homem e uma mulher, afinal, podem ter uma amizade digna de grandes sentimentos?? Mas, só amizade? Será que tudo não passa de um estágio anterior ao amor? Ou é tudo amor, mas sem sexo? Amizade e amor, qual a diferença?

Uma história de amizade. Profunda e super recíproca, até chegar a confundir um dos lados. Está a grande questão de Rio. Regada a fotografias e poemas, a relação de dois amigos transcorre com o passar do tempo.


São dois jovens cheios de sonhos e expectativas e frustrações na vida. Com a amizade, cada um supre o vazio do outro numa relação cheia de signos às vezes difíceis de serem absorvidos e interpretados pelos próprios personagens.

Stan e Roz vivem juntos, mas como amigos somente. Quando Roz dorme com um cara estranho, Stan reage com uma crise de ciúmes que acaba com a confiança de amizade que cada um tinha pelo outro. Um ponto delicado e muito, muito sutil. Afinal, onde acaba a amizade e começa o amor? E o desejo? Onde fica?


Rio se passa e o espectador fica com uma certa sensação de inacabado. Eu fiquei. Por isso essa posição no ranking. Nada de grandes emoções, ou momentos de comoção total da platéia. Nenhum personagem de tirar suspiros ou provocar tamanha ira... Uma história que se aproximou da realidade pela falta desses itens quase fantásticos, próprios das novelas, cinemas e tal. Os personagens parecem pessoas comuns até demais. Com problemas comuns e nada demais... É isso. Nada, nada demais...

Se tivesse uma cor seria uhm... azul bebê. Ou cor de hospital. Sabe? Muito suave, quase imperceptível...

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Ainda temos 4 filmes na lista. Conforme o tempo e os acontecimentos permitirem... vou escrivinhando aqui, rs. Aguarde...

quarta-feira, novembro 05, 2008

Marcelo Camelo em BH

Acabo de pisar em casa e a vontade de descrever a experiência é tamanha que nem vou esperar o amanhã, com todo o meu ar descansado. Não, vai agora mesmo, rs.

Belo Horizonte, Minas Gerais - 05/11/2008
Show de Marcelo Camelo - Lançamento do álbum Sou
Palácio das Artes, 21:00h.
Grande teatro. Platéia II, fila II, cadeira 3.

Muitas pessoas conversando, procurando seus assentos. Amizades revistas, beijos trocados, fofocas contadas, piadinhas sem graça, expectativas à flor das peles. Um burburinho ensurdecedor. As luzes se apagam e mesmo antes de qualquer pessoa subir ao palco, os mais excitados já bradam suas tietagens.



Somente as luzes do centro estão acesas. Todas convertidas a um banco atrás de um microfone. Então entra a razão da noite. Marcelo, um cara magro e um pouco curvado, anda até o banco iluminado e pega seu violão. A imagem é linda e singela. Delicada, assim como o moço, que com tanta barba é difícil ver sorriso ou qualquer outra expressão assim delicada. E era pra ser aquele momento de profunda concentração no silencio oco do teatro, mas infelizmente alguns muitos da platéia pouco deixavam o show começar. Os gritos e palmas fora de hora chegaram a ser profundamente irritantes.

A principio a sensação total, em relação à tamanha manifestação do público, era de que aquele cara ali era realmente ovacionado e até idolatrado por alguns. Mas o tempo passou e o artista tentando fazer o seu papel, mas esses agitadores simplesmente não deixavam o espetáculo rolar. Queriam aparecer mais que o artista. Os gritos e os intermináveis aplausos atrapalhavam e deixavam o músico até sem jeito. Mas pouco a pouco esses foram se calando e deixando o moço falar e tocar... e cantar. É, em alguns momentos...


Apesar disso, devo dizer que Marcelo Camelo é um cara muito carismático em toda sua simplicidade e na tal timidez. Mas isso eu já tinha comprovado em outras ocasiões. O novo aqui, pra mim, foi a energia ao lado de uma banda muito diferente da Los Hermanos. Com sons mais delicados o Hurtmold ajudou a moldar a atmosfera do show e do disco, dando uma cara realmente nova para o trabalho do Camelo.

O disco Sou foi tocado quase que de cabo a rabo. Algumas do Hermanos, como não poderia ser diferente, fizeram parte do set list, para delírio dos tietes de plantão. E mais uma, que talvez tenha dado o clima mais intenso e incrível de todo o show, Despedida (nessa os aplausos e contorias super alvoroçadas sessaram um bocado... será que não sabiam a letra?).


Quase todas (quando eu digo todas é verdade!!) foram entoadas pelo forte coro animadíssimo (às vezes até frenético demais) da animada platéia. Canções como Janta, Copacabana, Menina Bordada, Vida Doce, Morena, Moça e as outras muitas. Às vezes era até impossível ouvir a voz do moço lá no palco, o que me deu até um pouco de raiva. Pô, tinha ido ali pra ver a performance dele, não de outros desconhecidos e desafinados que faziam questão de gritar as poesias... Sinseramente, me senti profundamente desrespeitada com platéia. E a sensação que tenho em relação ao Camelo é de que ele também não achou assim tão do caraleo essa intromissão do público...

Assim foi o show todo, que foi até rápido. No final algumas canções para finalizar de violão e voz mesmo. Mas aí todas as vozes estavam no meio, inclusive a minha. Pelo menos metade das pessoas deixaram seus assentos e foram se aproximando do palco. Cantando, dançando. Uma catarse carnavalesca em coletivo, rs. E pronto, ele se despediu e foi indo embora. Aí foi que aconteceu o que eu nem de longe previa. Os tietes subiram no palco atrás do ídolo... Achei deseducado... Fiquei sem entender...


Por fim teve bom, mas poderia ter sido melhor se aquela parte do público respeitasse a apresentação. E fico aqui tentando analisar o por quê de tamanho frisson... Uhm...


**fotos do companheiro de guerra João Pé de Feijão

sexta-feira, outubro 31, 2008

10 mãos e 1 piano


Ontem, uma noite de quinta sem chuva, sem vento, de calor e quase sem cor. Depois de um dia um pouco apático e sem graça minha noite foi cheia de beleza. É que fui ao teatro ver mais um show da série cordas do Sabará Musical, projeto que elogiei neste espaço outras vezes, rs.


E não podia ser diferente o bom gosto da curadoria do projeto. Mais uma vez uma incrível atração surpreendente. A Pianorquestra, e seus mil sons. 5 pessoas e suas 10 mãos envolvendo um piano, ali no meio do palco cheio de microfones de todos os tamanhos, tipos e em todos os lugares. O repertório basicamente brasileiro surpreendendo mesmo naquelas músicas super-conhecidas e de quase domínio público. John Lennon, Milton Nascimento, Toninho Horta e Villa Lobos foram alguns dos belamente interpretados com aquela leveza quase inimaginável.

Sons de cavaquinho, bumbo, harpa, violino... O piano virou uma orquestra completa e até mais complexa. Perguntado sobre o tempo em que as músicas são arranjadas, o músico e diretor artístico do grupo, Claudio Dauelsberg, responde que os arranjos são demorados e minuciosos, pois a atenção tem de ser dobrada quanto a espaço e as limitações físicas do instrumento.


Além da música, os elementos cênicos são de suma importância na construção de sentido das canções. A interação entre músicos/atores, melodias e instrumento dá o tom mais alegre e divertido da apresentação, muito distante da pomposidade de recitais eruditos de piano. E talvez aí, além do trabalho musical, seja o grande trunfo do grupo na conquista definitiva do público.
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E o publico... enlouquecido! São poucos os shows que temos a oportunidade de fazer parte de um grupo de pessoas que compartilham ali no momento um dos maiores prazeres da vida e dedicam as muitas palmas com completa admiração ao artista. Foram muitas palmas. E todas merecidíssimas. A cada música a manifestação da platéia quase não deixava o show continuar. E o sorriso das belas moças e do único moço não mentia o orgulho e um quê de timidez... Muita humildade... hehe. Muito lindo, gente! Parabéns.

Na saída do teatro comprei o DVD, e estou doida para desvendá-lo em casa logo. Espero que seja tão bom quanto o show, pra eu poder mostrar pra todo mundo a qualidade da música brasileira, da criatividade dos brasileiros e a beleza de projeto de 10 mãos e 1 piano, rs.

Para finalizar, mais um viva à cultura brasileira e um parabéns para a Bangalô, produtora do projeto. Pelo segundo ano consecutivo conseguiu levar a Sabará grandes nomes musicais do país e vem formando um público cada vez mais assíduo e maravilhado com as atrações.

segunda-feira, outubro 27, 2008

questão

Onde amarrei o meu burro?

sábado, outubro 25, 2008

nota policial

Foi assim. Me levaram dinheiro, celular, documentos. Talvez também uma parte de mim. Fiquei perplexa, atônita. Imóvel. Nem sei por quê. Então criamos coragem de sair do lugar, mesmo assustadíssimos. E os guardas até tentaram pega-los. Mas já era tarde, já tinham corrido o bastante. O nervosismo, a imaginação percorrendo por possibilidades que não ocorreram, mas que pela simples possibilidade me aterroriza até então. Não aconteceu nada demais, só levaram coisas materiais. Graças a Deus.

É que fui assaltada um dia desses. E aquele sentimento de culpa ainda me persegue. A gente se culpa pelo lugar e horário, mas quem será o realmente culpado? Nem sei se até poderia nomear os assaltantes para isso. Outros muito sucintos diriam que é culpa do sistema. Esse sistema... Não sei de quem é a culpa, só me sinto ainda culpada. Depois de conviver diariamente pela mídia com a notícia de um mundo violento, ainda dou sorte ao azar... Isso é motivo de culpa. Mas estou superando. Pouco a pouco. Sono a sono. O problema agora é só tirar as segundas vias de tudo o que me foi tirado. E é caro...