sexta-feira, março 07, 2008

Notinha:
Puderam perceber que colori imagens nos posts antigos, né? Pois é... Tava tão tedioso isso aqui só com letrinhas... rs. Agora fica mais agradável.

quarta-feira, março 05, 2008

fome tropical

Andei saciando uma fome antiga, aquela tropicalista. E eu que nem sabia que tinha, descobri há uns bons tempos quando me revelaram o nome para aquilo tudo que ouvia desde criança. Já sabia que era fã de Gilberto Gil e que Caetano era pai de canções lindas que já permeavam meu inconsciente. Então a ficha caiu que isso tudo era tropicalista. No meu intenso verão tropical interior, eis que tenho em mãos material suficiente para entender melhor o que foi aquilo tudo, aquilo tudo que sempre me tocou profundamente e tão simplesmente. Convido-os a conhecer o Tropicalismo, e meus ídolos de sempre.

Mas, antes ainda da degustação indicativa, umas palavras. Ao meu entender, e olha cá que não sou estudiosa do caso, nem profunda conhecedora. Direi somente o que sinto, o que para mim é a mais importante interpretação de uma obra. Não sou crítica e desde já não tenho essa pretensão, apesar de talvez lá em certo momento da vida possa a mim surgir esse rótulo.

O Tropicalismo para mim significa a vontade de incomodar, inda mais pela época em que surgiu. Serve para o questionamento, uma pergunta sem resposta redonda, de onde podem sair outras várias perguntas. Textos sem nexo e uma musicalidade que pode ser maravilhosamente redonda quanto cheia de quinas e nada agradável. Cores fortes ou insossas, curvas insinuantes. Nus artísticos e promíscuos. Cabelos sem penteado e o simples sentido de ser, sem parecer com outros, apesar de suas influencias por aí... e que digamos a verdade! Não há na história da humanidade algo simplesmente inventada do nada, tudo é fruto de épocas, e de tudo à sua volta. Tropicalismo pode ser a total loucura, como a mais intensa compreensão das coisas, uma maturidade para além das performances infantis. Uma despreocupação com a estética tradicional, uma nova estética, mas mais relaxada, mais pela diversão do que pela perfeição.

Tropicalismo é ser mutante, ser á-gil e veloso, inventando-se zé sem sair do tom, e rugindo como um leão!


--
Para aqueles que não entendem, não conhecem, nunca ouviram... uns poucos discos:

.'Tropicália ou Panis et Circencis' - Mutantes - 1968
.'Caetano Veloso' - Caetano Veloso - 1968
.'Expresso 2222' - Gilberto Gil - 1972
.'Transa' - Caetano Veloso - 1972
.'Gal Costa' - Gal Costa - 1969
.'Tom Zé' - Tom Zé - 1970
.'A Banda Tropicalista do Duprat' - Rogério Duprat - 1968
.'Doces Barbaros' - Gil, Caetano, Gal e Bethania

Recomendo baixar pelo ótimo 4shared .
Outras muitas coisas sobre o movimento, sobre as pessoas, a época e o resto, visite a Tropicália.

segunda-feira, março 03, 2008

diálogo feminino incisivo

_ acho que o que tem gritado aqui dentro é para viver mais, apesar de tudo...
_ sei... apesar de tudo mesmo, né?!
_ não sei, parece que tô parada, correndo em circulos...
_ deve ser o estress.
_ estress?
_ é.
_ fácil assim? minhas vontades estão quase me engolindo!
_ mas, tá tudo certo, no seu tempo. um passo maior e você cái!
_ mas, eu num sinto isso. parece que sou uma bobona de interior que num viveu um monte de coisa que devia ter vivido.
_ e num é isso o que você é?
_ ... uhm... é.
_ e você está vivendo muita coisa que muitas dessas pessoas de quem está falando nunca viverão, e nem sonhariam em viver! acalma mulher!
_ ... uhm... é.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Aaaaaaaaahhhh

Eu queria escrever um texto longo, cheio de informações e curiosidades. Mas, minha cabeça não me deixa pensar ou concentrar. Estou muito cansada e minha cabeça dói. Um mal estar de quem não dorme as horas suficientes e está se exigindo mais do que pode dar. Ou isso tudo é a tal época que chega de mansinho todo mês de 28 dias. Não sei, só penso em férias e descanso, só.

Gostaria de contar sobre assuntos que ando pensando ultimamente, mas nem sei se serei coerente com as ideias. Talvez preciso de mais tempo pra pensar, e isso faço bastante dentro dos ônibus diários.

Pra piorar as coisas, nas ultimas duas noites tenho acordado às 3 da madrugada pensando já ser a hora de levantar. Completamente despertada, olho o relógio e vejo que tenho lá ainda umas poucas horas. Mas então, pra levantar é um custo danado.



Além disso acho que estou resfriando. É, resfriando em pleno verão. Pois esse estágio, onde me encontro agora, é imerso num ar polar de sabe lá quantos graus negativos e nocivos às gargantas. Quando saio daqui sempre os choques térmicos. Inclusive deve ser uma das causas do meu excessivo cansaço.

Enfim, não estou morrendo, mas estou muito cansada. Pensando em viagens, férias e na minha confortável cama. Em ir ao cinema pra relaxar e com as músicas de trabalho insistentemente na cabeça. Quase num colapso... Aaahhhhhhh...

- > ps: foto do banco de imagens do Google.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

"É só o tempo ou o seu coração?"

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

seus olhos nos olhos meus

o lugar quase sempre é novo
apesar de ser o mesmo
mas me sinto sempre, ou quase
completamente deslocada.

não, não sou expansiva que quando chega
já vai puxando assunto dando risada.
tenho medo de te olhar nos olhos,
prefiro observar de longe.

e se me aproximo preciso de pretexto
e pretexto do bom, se não, me travo e não há conversa.
nunca fiz parte de nenhuma turma
e invejo, de certa forma, os que têm.

na verdade acho engraçado
essa capacidade de se revogar
pelo grupo, pelo líder ou pela causa
causa que é só social.

mas não te olho nos olhos por que tenho medo
medo que me olhe de volta
e que venha pra cima de mim
e que me deixe encabulada

que me faça perguntas embaraçadas
que caçoe de minha cara
e que depois saia andando
rindo com toda a turma em volta.

ou tenho medo de que goste de mim?
de querer me conhecer sem rir
de querer que eu goste de você
assim como gosta de mim?

só sei que quando os olhos se encontram
algo muito grande acontece
pois não consigo mante-los
e você desaparece.

(inspirado no texto "Sobre Ser Criança" do blog Desencontrando)

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

carta ao leitor


Acho que queria escrever mais um daqueles diálogos, mas acho que uma conversa assim seria melhor. O natural era eu me descrever sentimentalmente com um poema ou um conto bem simples, mas nem sei se o que sinto merece ser dito. É um misto de marasmo e superlotação. Me pego falando muito rápido quase sem conseguir pronunciar as palavras corretamente. Um sono tremendo por causa de noites pouco dormidas e os ombros rijos pela tensão que nem sei bem certo de onde vem. Isso é pouco ou normal, não sei, mas parece ser um começo de algo muito maior...

Pareço estar, assim me sinto, no portal de uma caminhada íngreme no meio do mato fechado, andando sobre pedras irregulares, carregando uma mochila um pouco pesada. E, apesar de já cansada, minha mente pede mais, pede muito mais. Leio o que posso, passo tardes descobrindo e redescobrindo coisas. É como se estivesse prestes a fazer uma grande descoberta. Como se idéias luminosas fossem me aparecer na frente a qualquer momento. Ô frio na barriga e um excitamento entusiástico. Nossa, nem sei. (...)

E aqui parece estar meio sem graça não é?! Está sem fotos, sem coloridos, e isso não cativa muito, texto demais. Assim que puder colorirei todos os posts que estiverem sem fotos ou desenho. Prometo tornar a leitura mais prazerosa, rs. Ou dar uma mudadinha no template, só pra variar, o que acham? (...)

Bom, agora me despeço. Muito bom conversar com vocês. Agora me sinto melhor, rs. Beijos, Eu.

(se pudesse ter sido manuscrita, teria sido)


-> p.s.: coloquei fotos em quase tudo, e escrevi nota lá em cima por causa disso.
p.s.2: A foto deste post retirei do site da revista Sagarana.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

então, o amor contagioso?!

Quem iria pensar em não enfrentar filas quilométricas na porta de um hospital enquanto sofre de males que necessitam de cuidados urgentes? Ou pagar um preço salgado para passar na frente da fila e ser atendido por uma quase máquina, um robô? Aqui é assim e talvez em todo o mundo... menos no Instituto Gesundheit do Dr. Patch Adams.

Uma vida por um mundo melhor, por igualdades, por melhores condições e qualidade de vida, por melhores relações entre as pessoas, principalmente entre médico e paciente. Uma fé inabalável e uma confiança incrível nas pessoas e no amor, é o que fazem de Hunter Patch Adams um cara a se respeitar e admirar.

Sessenta e poucos anos, cabelos grisalhos longos, roupas multicoloridas e uma língua afiada. Humor e seriedade equilibrados nas medidas ideais, nas medidas para a cura. É assim que vejo aquele médico meio amalucado que tanto gostei pelo filme que leva teu nome. Era no corpo de Robin Williams o incrível. Como pode alguém fazer o sonho de um paciente se realizar numa piscina de macarrão para nadar? Mas isso é só um pouco do que aquele homem é... incrível é a palavra, rs.

Foi no Roda Viva que o conheci “pessoalmente”, na última terça, quando reprisaram um programa exibido em novembro passado. Ele ali não deixando nenhum espaço, nenhuma brecha, respondendo tudo e esclarecendo tudo a todos. Sua filosofia, suas ações, seu caráter e opiniões. Fez-me enxergar que não sou a única a sonhar num mundo melhor, muito melhor para todos. Mas, diferente dele, que sabe o que fazer, como e onde, ainda não tinha descoberto minha utilidade, minha função, meu papel. Não sabia como intervir, como fazer com que algo aconteça enfim.

Entretanto, algo que ele citou me fez animar novamente. Disse ter uma enorme biblioteca e que todos pensariam ter nela livros de ciência e filosofias avançadas. Mas, não. Ele tem poesia, tem romances, tem arte. Ele se alimenta disso por que são coisas que foram feitas para, pelo, por, e do amor. Amor. É o que move tudo, e principalmente a cura. A chave para tudo, para o que se pensa utópico, para o que se diz sonho e impossível. E é possível e está em toda parte, em todas as pessoas, em todo lugar, bastando a nós enxergá-lo.

Então tudo se resume ao amor. E o que é o amor? Pecamos ao tentar defini-lo, e é aí que realmente falhamos. Ao tentar delineá-lo esquecemos de vive-lo. E quanto tempo perdido! Perdemos tempo tentando nos enriquecer, tentando ser o que está além do que realmente somos. Tentando ter o que somente interessa aos desejos. Esquecemos dos significados mais tenros dos sentimentos. Dos ‘bons dias’ e ‘obrigados’. Mas, o que nos fez assim? Por que somos assim? Haverá jeito de não ser desse modo, afinal??

Essa sociedade de consumo que consome tudo, até a falsa saúde. Não precisa necessitar, apenas consumir para se parecer com algo que definitivamente não é. Então acaba resultando em algo artificial, sem significado. Sem nada. Sem conteúdo, sem recheio, sem nada. E estes não pensam, por que se pensassem, “oras, por que vou ter um plano de saúde se consigo manter minha vida saudável?”, não se sentiriam infelizes. É preciso pensar antes de qualquer coisa, antes de comprar, antes de falar, antes de ver, antes de qualquer coisa. Pense. Pensemos mais.

Por pensar, e que seja pouco ou muito, escrevo isso tudo aqui. E não estou mais tão intrigada com meu papel nesse objetivo de melhorar o mundo. Não. Sei exatamente o que tenho a fazer. Arte. Simples não? Rs. Arte... música... continuarei cantando e escrevendo histórias de amor, jornalisticamente ou não. Tocando não somente para alegrar as pessoas, mas para levá-las um pouco de conforto e paz. Um pouco mais de razão e mágica para se sentirem bem, e para contagiar os outros assim sucessivamente. E sei que não ganharei rios de dinheiro com isso, mas sei que será o suficiente. Sim, o amor suficiente para amar.

Agora sei por que os Doutores da Alegria tanto me cativaram, e Patch Adams também. Sei o que tenho de fazer. Sei. E diria a todos para pensar também e acharem seus afazeres, suas funções pra melhorar as coisas, pra melhorar o mundo, mesmo que isso pareça tão utópico, tão impossível. Pensem.


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Àqueles que querem conhecer Patch Adams, visitem:
Entrevista da Veja com patch Adams
Patch Adams & the Gesundheit! Institute
Comissão Organizadora do Patch - COPatch
Patch Adams, O Amor é Contagioso - o filme
Patch Adams - Wikipédia

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

mayra andrade

Uma garota que adorei conhecer sua música. Lindo, linda.

Uma jovem cabo-verdana nascida em Cuba que canta em crioulo cabo-verdano e que tem um pé no Brasil, pelos músicos que a acompanham e pela musicalidade, que na minha opinião, não fosse a língua passaria por brasileira.

Visite o site também.

carnaval brasileiro, oras

Me pego pensando e perguntando se sou realmente daqui, do Brasil. Talvez por não gostar tanto assim de carnaval, uma das coisas que identificam um brasileiro. Ou talvez por não ter lá um corpo escultural, rs. Ou ainda por não ser amante de futebol (torço mesmo só na copa, mas estou pensando em parar com isso também). Mas adoro caipirinha sim e feijão tropeiro...

Mas voltemos ao carnaval. Tanta gente fica o ano inteiro esperando os incríveis 5 dias (ou mais!) de completo esbaldar (em todos os sentidos, é claro)... Deve ser o tipo de música repetitiva e irritante, ou aqueles corpos suados todos relando uns nos outros... Não sei, mas não morro pelo carnaval, não mesmo.

Pra falar a verdade sempre sou pega de surpresa quando o carnaval chega. Primeiro pela data, que cada ano é diferente, depois porque me faltam amigos suficientemente animados pra me contagiar, rs. Nunca estou em um bloco e nem tenho fantasia pronta. Mas se quero sair abro aquele baú velho lá no sótão e tem tudo lá, desde cigana até gueixa, rs.

Na rua as coisas ficam mais tensas. Um mundo de homens ouriçados com suas latinhas e liquidos não identificados em recipientes diversos, pode ser um pet 2 litros ou mesmo aquelas mochilinhas de armazenar água de ciclistas. Então passa um bando de meninas gritando tresloucadas e fantasiadas de coelhinha da playboy. E eu lúcida alí no meio? aiai... "Moço, me dá uma cerveja bem gelada." E estou um pouco anestesiada.

O funk, o axé, isso tiramos de letra, mas aquelas cantadas nojentas e os olhares, isso é duresa. O jeito é não parar de andar pulando desgovernadamente sempre em bando de três ou mais pessoas. Procurar os vazios que dá na rua e pular ali no meio, correr pra ver a bateria de perto ou simplesmente sair andando.

O meu carnaval foi sempre do "Piranhas do Morro", se é que posso dizer, meu bloco do coração e de bairro! O melhor bloco caricato do carnaval de Sabará, e o mais engraçado com certeza. Uma das melhores coisas é sair só pra ver as fantasias daqueles que pulam com o bloco, cada uma melhor que a outra. Mas este ano não saí não. Aqui é só chuva e os ânimos não estavam (ou estão) muito alegres. Reservei esses dias para fazer umas gravações da minha banda, Fofoca Erudita. E fiquei lá no estudio armado na casa da minha irmã quando vim pra cá e recebi a notícia do maior desastre do carnaval sabarense.

Na noite de sábado, um carro de som perde o freio numa ladeira e atropela 14 pessoas matando 2 crianças. Me senti no vazio com a notícia. Talvez por ter uma sobrinha com a idade das garotas ou pelo fato de ter sido num local tão ícone da cidade, cheio de lembranças boas, e cheio de gente conhecida. Triste, muito triste. Então no dia seguinte o carnaval mudou e uma certa nuvem tomou conta daqui. Não para de chover. Os carros de som foram proibidos pela prefeitura e o trajeto dos blocos também sofreram alterações.

Carnaval é bom, mas as pessoas esquecem de que aquilo ali num é um sonho, é vida real também. Não é por que estão alcolizadas é que tá tudo bem e tal... Tudo tem consequencia, tudo tem risco, tudo é real. Não tô botando a culpa em ninguém, mas é que paira uma certa inconsequencia nas pessoas durante esses dias.

Na verdade, fora as catástrofes, concordo com a Jaya a respeito do carnaval. E a sorte minha é que aqui o carnaval é de rua e meio rústico comparado aos trios elétricos da Bahia, que de certa forma tenho lá minha curiosidade de conhecer, rs.

terça-feira, janeiro 29, 2008

bobos

__ é parar pra pensar e por um instante me achar boba. será que alguém nunca se achou bobo demais? duvido, mesmo se responderem que sim. e se é normal, por que é tão ruim? chega a ser patético num é? se sentir completamente bobo. meio sem jeito de num ser.
__ bom, normal é, num é?! num acho tão terrível assim... bom, se você não se sentir bobo você num vai perceber não ser, entende?
__ mas se sentir assim é frio, desconfortável. é como se olhar no espelho e ver que tá muito mais gorda que imaginava. é passar mal de tanto comer sorvete.
__ é como tomar um porre e sentir ressaca. é... patético... mas normal.
__ e quem não é normal? se é que há alguém assim, claro. não se sente bobo ou se sente assim a todo momento? aliás, o que é, quem é normal afinal?! rs
__ bom... ninguém é normal né... rs
__ ninguém.
__ boba!
__ bobo... rs

terça-feira, janeiro 15, 2008

ah, meu deus.
quanta coisa mal dita.
ou não dita... ainda?!
mas, parabéns.
é teu dia.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

será que é japonês?

Não, ele não tem cara de japonês. É que assim de primeira impressão parecia, o olho meio fechadinho. Devia ser por causa dos óculos grossos, mas agora em outro ângulo... vejo melhor. Não, ele inclusive num tem nada de japonês, talvez só o cabelo liso, a magreza exagerada... poderia ser, quem sabe?! A voz é grave ao mesmo tempo que não é. Aliás, como será a voz de um japonês? Nos filmes costumam ser grossas e eles falam tão forte, parecendo briga. Mas e se fosse, sei lá, coreano? Como é a voz de um coreano? Em toda minha vida só conheci um, um namorado, ex-namorado, de uma prima. Aliás, aqui em minas tem poucos orientais, a não ser aqueles que vieram recentemente pelo comércio popular. E mesmo assim estão distantes de mim. E acho que são chineses. Engraçado, ontem uma colega me disse que não gosta de filmes orientais por que não consegue distinguir os personagens. Diz que são muito parecidos e se confunde. Mas nem todos são assim. Eu gosto de filmes japoneses e tá passando um no cinema que quero muito ir ver. Não me lembro o nome, mas dá pra pegar uma sessão depois do serviço. Vou ver se da pr'eu ir o quanto antes. Uhm...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Pão de Queijo

Eu tinha te reservado o maior pão de queijo, e no sofá a almofada mais macia. Era de se esperar que uma pequena pessoa não fosse levada a sério. Desde meus doze anos e a mesma altura, mas já não dizem a mesma coisa. Observei quando saiu correndo pra pegar o ônibus. Te ofereci uma bala no meio da conversa doida e corrida. Te olhei e desviei o olhar quando virou. Sua franja caindo no rosto e minha faixa que escorregava. Pensei em cinema mas você preferiu dormir. Me deixou plantada em pé do lado de fora. Pensei que quisesse ficar mais horas e você foi mandando beijos e correndo de Allstar verde na chuva. Não queria que se molhasse, mas nem falei nada. Guardei a cadeira ao lado pra você se sentar mas quando vi estava do outro lado. Me preocupei em me perfumar mas você nem notou. Te comprei um chocolate e comi por ansiedade. Te liguei e só dava ocupado. Bati a campainha e tomei chuva lá fora. Não sei, sou pequena demais? São meus cabelos? Meu gosto ou um desgosto? Nada sei e você nada. Ah, aquele pão de queijo eu comi também.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

bora...

Nossa, desde o ano passado não escrevo nada aqui.... hehe, não resisti...

Pronto, passou. E a contabilidade foi boa.
Chorei pra caramba, ri por demais.
Fui feliz, me entristeci e feliz ei-me de novo.
O blog se fortaleceu.
Conheci gente muito bacana.
Viajei pra caramba.
Compus muitas canções.
Fiz pessoas chorarem com elas,
e outras rirem gargalhadas.
Uma parceria musical incrível.
Subi no palco várias vezes.
Perdi a voz e depois voltou.

Trabalhei assim.
Não perdi festas nem reuniões.
Os amigos voltaram.
Adoeci e melhorei.
Melhor ano da facu.
A Fofoca Erudita voltou como era.
Esquema três ensaios mas com um só.
Três ou quatro horas tocando, ái.
Andei muito mesmo de ônibus.
Durmi muito fora.
Vi Móveis Coloniais de Acaju ao vivo!
Festivais, teatros, shows.
Noites mal dormidas.
Devaneei-me com a Suite para os Orixás numa quinta.
Dancei pra caramba com Pife Muderno na outra.
Quis comprar uma câmera fotográfica.
Comprei um pandeiro.
Aprendi a tocar, uai.
Os amigos continuaram.
Madrugadas afora.
Fiz novos bons.
Comecei a tirar carteira e só vou acabar agora...
Motorizarei-me! verás... e adeus ônibus! hehe

E tô aqui de novo! 2008... vão bora....