questão
é preciso não querer as coisas facilmente.
some days we stop just to see
see the sea, the leaf floting...
the melody...
the year that goes
.
de Mariana Lima - 14:21 2 disses
mais sobre: poema que voa
E chego cá novamente. Vinda de outra semana turnética. Desta vez rumo ao triângulo mineiro e todo o seu calor. Três apresentações mui particulares. Cinco dias mui doidos! rs
Foi assim: TPM, estresse, sono, vai pra lá, vem pra cá... ufa! Quanta nuance... mas no fim bom, e querendo mais, rs.
Milenium da Cia. de Yepocá in MBC 2008
(foto: Mariana Lima)
Ituiutaba
92.727 habitantes
2.587 km² de território
(IBGE - 2007)
Cidade já conhecida. Mesmo hotel e mesmos restaurantes. Mesma praça. Mesmo público? Acho que não... Na verdade não sei se foi só mesmo minha impressão, mas parecia que tanto do lado de cá quanto do lado de lá estava tudo meio desandado. É que a apresentação foi um engodo só. Tudo errado, truncado. Texto, música, cena, vídeo... tudo. Que desespero, ráiva, frustração. Meu Deus, não sei por que isso tudo aconteceu. Tenho pra mim que aquela antiga apreensão do diretor foi-se presente: entamos achando que tínhamos ganhado o público e tudo o mais. Grande erro nosso. Grande! Ou talvez foi mesmo as tpms da maioria das mulheres juntas, rs. Que coisa!
(foto: Fernanda Linsk)
Uberlândia
608.369 habitantes
4.116 km² de território
(IBGE 2007)
Dia novo, energias mais estabilizadas, assim como os humores. Uma viagem um pouquinho longa. Paisagens lindas. Muitas fotas (depois posto-as). Uma amiga da trupe na cidade. Jardim da prça gostoso pra brincar. Camarão no almoço (uhu!). Dia gostoso, ventinho fresco e coisa e tal. À noite talvez pelo medo de se repetir o espetáculo do dia anterior, fomos mais cuidadosos. As energias mais equilibradas resultaram num espetáculo esquilibrado. As brincadeiras foram bem recebidas, mas ainda um pouco lentas as cenas sentimentais. O que é horrível pra quem fica atrás das cortinas... rs. Mas as nos finais das contas foi tudo bem. Muito melhor mesmo que o anterior. Jantar e cama, como de praxe.
(foto: Mariana Lima)
Patrocínio
81.589 habitanttes
2.867 km² de território
(IBGE 2007)
Famosa entre a organização pelos recordes de público, esta cidade não deixou por merecer o título. Cinco mil (5.000) pessoas compareceram na praça para conferir. Este dia sim foi incrível! Meu Deus, de arrepiar. Todas as piadas no tempo certo e os risos ótimos. O jogo de cintura segurou bem os errinhos que não eram pra ser normais, mas todo mundo afinado e enfim um ESPETÁCULO. Ai, como gostaria de colocar aqui minhas impressões de forma mais visível, mas é impossível, rs. Talvez nunca consiga, já que o nosso diretor é tão contra qualquer produto cultural solto por aqui na net...
Resultado final: teve bom... quero mais, rs.

(foto: Jessica Tamieti)
Próximas cidades:
08.07 – Juiz de Fora
09.07 – São João Del Rei
10.07 – Pará de Minas
de Mariana Lima - 13:33 3 disses
mais sobre: espetáculos, Milenium, teatro
Tem gente que mente pro bem.
Tem gente que mente por mal. pro mau.
Tu, pra quê mente?
de Mariana Lima - 17:06 7 disses
mais sobre: poema que voa
Voltei de viagem. Foi tudo bem, tudo ótimo... como havia de ser, rs. Nos apresentamos em Poços de Caldas e em Varginha. Pena qua não deu para conhecer direito a terra das águas quentes, nem fazer contato com seres extraterrestres. Peninha, rs.
Elogios... entrevistas. Tudo ótimo, rs. Só mesmo um cansaço que eu nem achei que ia sentir. Minha sexta e sábado foram de completo sono e descanço... (perdi um show bacanésimo do Tom Zé... outro da Monica Salmaso...)
Poços de Caldas
Estréia verdadeira. Público enchendo a praça. Frio. Nervoso. Resa, pulinho. Aquecimento vocal de uns, silêncio absoluto de outros. E algumas surpresas do evento...
Silêncio. Uma noção completamente diferente de cena, de palco, pois estou quase sempre atrás de todo o cenário. Meu Deus, será que o público está gostando?? Não consigo ouvir nenhum risinho que seja. Mas com o tempo eles vêm. E as coisas começam a andar.
Apesar do ritmo lento deste dia, há de ser dito que foi muito melhor que a pré-estréia. Salvo uns problemas técnicos... o ritmo... o locutor... os vídeos.... rs. É ... estréia! Ufa!
Varginha
Um clima mais ameno. Montagem adiantada. Entrevista na TV ... rapidinho. Importante. Tarde voa... noite chega. Praça cheia. Pouco atraso. Corta cena e corta tema. Ritmo mais bem encaixado. Corre tudo bem... tudo jóia. Redondo, ou quase assim. Até o fim, quando, e para meu espanto, todos petrificados prestavam tanta atenção que quase me comovi. Sorri verdadeiro não só pelo êxito, mas por que era lindo aquilo ali...
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Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades
Entenda: 
Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?
Estamos inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras até o fim do ano. Milenium é da Cia de Yepocá.
Próximas cidade:
17.06 – Ituiutaba
18.06 – Uberlândia
19.06 – Patrocínio
de Mariana Lima - 17:03 4 disses
mais sobre: espetáculos, Milenium, teatro

de Mariana Lima - 16:33 1 disses
mais sobre: caramba, comentário geral, cultura, dança, espetáculos, recomendo mesmo
É como um sonho. Largar tudo e fugir prum lugar calmo e livre. É negar uma vida por um ideal. Into The Wild é assim pra mim, livre como o vento e calmo, sempre calmo.
É ter consciência do que fazer, do que pode ser feito pra ser feliz enfim. Ele queria ser feliz, quem não quer? Largar as obrigações familiares, sociais, o trabalho. Todos esses vínculos na maioria desnecessários para ser feliz, mas exigidos pela vida social, que tem todas suas regras. Essas regras que deixam qualquer um sonhador de um mundo livre, sem burocracias, sem falsidades
sociais, sem meias palavras de uma vida de mentira. Não ter de vestir-se bem sempre, não precisar de um carro, de restaurante, de lojas, de consumir qualquer coisa desnecessária.
A vida é muito simples. É simplesmente viver. Para isso basta comer e manter a saúde sempre bem, e para isso não precisamos de vestidos caros, jóias, Mercedes, nada disso. Sentimos fome do mesmo jeito que um sem teto de baixo da ponte, a única diferença (e me incluo nessa) é que na maioria das vezes podemos comer quando estamos com fome, eles não. E por que isso? Por que não podem comer quando se rasgam por dentro de tanta fome? E emagrecem cada vez mais sem poder sustentar o próprio peso.
Voltamos ao antigo tema escolar, mas não menos importante ou recorrente na vida cotidiana: tudo é culpa do capitalismo? Será mesmo a melhor forma de viver? Será mesmo que tanta oferta, tanta “liberdade” de compra e venda é necessária? O problema é que a idéia desse modelo não previa um preceito humano, o da sobrevivência em detrimento de outro. Não somos uma espécie muito solidária, apesar de sempre vivermos em comunidades e dependermos sumariamente uns dos outros. Esse instinto de sobrevivência está atrelado a significados especificamente humanos e de um universo cruel. É preciso estar melhor perante o outro, não igual. Nunca igual. Queremos ser sempre superiores e isso é sobrevivência.
O que mais me embeleza os olhos quando vejo a trajetória de Chris é que ele não teve medo de “não sobreviver” e foi atrás de uma vida que era muito melhor. Renunciou objetos de valor e até mesmo o amor de outras pessoas. Renunciou o que achava falso, desnecessário e no fim descobriu a verdade nas entrelinhas da vida. Tudo poderia ser posto de lado, o material, mas as pessoas e o amor? Como poderia? Renunciar também ao amor? Não, o amor é além disso tudo. Muito além.
Christopher McCandless foi um jovem que realizou um sonho e descobriu como é a vida. Um poeta, filósofo, desbravador. Corajoso e boa fé. Não sei mais como descrevê-lo. Lindo, um rapaz lindo por dentro e por fora.
Aos 23 anos, logo depois de se formar na faculdade, que inclusive fez para satisfazer o pai, decide abandonar tudo e seguir o caminho que acha mais certo. Tem um destino, o Alaska. Faz uma mala, doa todo o dinheiro pra uma instituição de caridade e enfrenta a estrada. Queima os documentos e o resto do dinheiro. Escolhe um novo nome e decide enfrentar o destino. Conhece grandes amigos, faz outros. Ensina e aprende muito. Ao chegar na natureza gélida refugia-se e
então a maior reflexão sobre a vida. A solidão, a natureza, o frio. Sempre tudo escrito pelos cantos por onde passou. Mas, alguns deslizes o deixam à deriva e o fim é trágico, porém em paz no final das contas. Missão feita e literalmente finda.
O mais bacana, ou trágico, é que a história toda é real. Realmente aconteceu e veio ao saber do mundo via um jornalista alpinista que pesquisou sobre Chris. Jon Krakauer então escreveu o livro Natureza Selvagem que foi roteirizado por Sean Penn. E mais, minha avó, que adora livros de aventura reais (já leu todos do Amyr Klink), leu este do Jon há anos atrás e fez várias explanações durante vários almoços de sexta. Então eu já conhecia a história quando me disseram que tinham feito o filme. Achei incrível e na hora em que assisti a película amei mais ainda...
Direção belíssima de Sean Penn. Trilha sonora original mais bela ainda de Eddie Vedder (ouço agora). Fotografia, atores, tudo. Perfeito. Ao menos pra me mostrar que os sonhos podem ser vividos e que ainda existe amor e jeito no mundo.
de Mariana Lima - 10:20 2 disses
mais sobre: caramba, cinema, recomendo mesmo
Estou na maior correria dormindo 5 horas por dia. Acho que estou até meio pálida, rs. Mas isso é por pouco tempo. Pois estamos finalizando mais um espetáculo teatral. E até a quarta feira que vem ainda estarei no maior 'vuco-vuco', rs. Estou devendo um monte de conteúdo aqui, mas o tempo está realmente difícil.
Como no ano passado (quem se lembra da peça Hypólita - uma história de amor ), estamos novamente inseridos no projeto Mercantil do Brasil Cultural, percorrendo por 13 cidades mineiras. A peça se chama Milenium e, como Hypólita, também é da Cia de Yepocá.
Milenium, um lugar onde tudo e todos são bons de repente é tomado pelo mal. O egoísmo e a ganância contaminam todos os habitantes. Uma só pessoa resiste à essa mudança, a menina Lêni. Com a ajuda de um Ser de Luz ela vai tentar trazer a paz e harmonia de antes. Para isso, visita a Terra para entender o que pode ser feito. Assim, sabe como fazer para que Milenium volte a ser o que era. Mas, será que vai dar certo o seu plano?
Envolvendo teatro de sombra, cinema, musical e encenação, Milenium brinca com o público e emociona. Uma história mui bela contada com o peculiar humor do clown. Altamente recomendada para todas as idades.
A estréia será em Poços de Caldas, no dia 28.05, logo depois vamos para Varginha, no dia 29. As datas estarão sempre disponíveis na barra lateral deste blog. Se passarmos aí por perto, adoraria que fosse nos ver, rs.
É isso. Merda pra gente, muuuuita merda, rs. (um dia explico essa expressão, para aqueles que não conhecem)
** (fotos em breve! rs)
Nada além de esconderijo, tudo bem.
Houve uma época em que me escondia sempre. Aquela espressão intensa, séria demais. Nunca olhava ao lado, desviava os olhos dos outros. É, bem sei, tudo bem. E até houve quem disse que essa cara amarrada era só um jeito de viver na pior. Tudo bem, eu bem sei. Mas, o que me intriga mesmo é se aos outros olhos me mudei ou continuo escondendo-me. Tudo bem, pode dizer. Pode ferir ou não. Mas, tudo bem, eu sei... É nada além de esconderijo mesmo, rs.
*escutchê! Nada Além - Porongas (ótimas letras, ótimas canções)
de Mariana Lima - 14:39 7 disses
mais sobre: poema que voa
Eu nunca escondi meu amor pelos desenhos. Mesmo crescida, ou supostamente crescida, ainda gosto de deliciar um bom desenho. Pode ser longa, curta, não importa. Mas, o mais importante, é que tenha uma boa história.
o pai e para os filhos das mais variadas idades. Sempre discutem também questões sociais e sentimentais importantes e inerentes a todo e qualquer ser humano.
de Mariana Lima - 15:41 6 disses
mais sobre: caramba, cinema, recomendo mesmo
de Mariana Lima - 14:50 2 disses
mais sobre: poema que voa
Recebi há um tempo do Howes a bacana brincadeira de pegar um livro [que goste ou não... que esteja lendo ou não...], abrir na página 161, e postar no blog a 5ª frase completa da página. Achei bacanésimo! Quem inventou foi feliz. Posto aqui:
"Meu cérebro estava tão empolgado pelas experiências de invisibilização que não levantei um dedo para lhe reabilitar a memória."
O livro é "O Homem Invisível" de H. G. Wells [não conhecia até pegar o livro num sebo e compra-lo por 10 contos, e depois de uma pesquisa na rede descobri que se trata de Herbert George Wells, autor de outros sucessos como "A Máquina do Tempo" e "Guerra dos Mundos"], e tem tradução do nosso querido, e brasileiríssimo, Monteiro Lobato [acho que foi mais por causa deste que acabei me interessando pelo livro].
Não sei dizer muito sobre a história, ainda não o li, só mesmo ouvi alguns parágrafos na voz de minha mãe, que lia recostada na cama para a neta que se encontrava tristonha por não ter ido nadar por conta de um resfriado. E só sei de um homem que se hospedou numa cidade erma, onde neva muito. Tal este que despertou tamanha curiosidade nos nativos do lugar, pois se encontra totalmente enfaixado, literalmente da cabeça aos pés. E na sua bagagem trouxe inúmeros frascos estranhos para possíveis experiências científicas. Agora, vamos ver o que acontece... rs.
de Mariana Lima - 18:11 5 disses
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